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A substância Bisfenol
A ou BPA é utilizada, principalmente, na produção de policarbonato e em
vernizes epóxi. O policarbonato é um polímero que apresenta alta transparência
e resistências térmica e mecânica. Devido a estas características o
policarbonato é utilizado na fabricação de mamadeiras, garrafas e galões para água
mineral e refrigerantes além de outras embalagens e utensílios. O Bisfenol A está
presente, também, em vernizes utilizados para revestimentos de embalagens
metálicas de alimentos.
A polêmica sobre o
BPA surgiu a partir de estudos recentes que levantaram dúvidas quanto à sua
segurança. Já que ele é uma molécula muito instável e pode migrar dos produtos
para os alimentos apenas com mudanças de temperatura ou danos à embalagem. O alimento
pode ser contaminado, por exemplo, quando é aquecido no micro-ondas ou quando é
exposto ao sol em uma embalagem feita de plástico com BPA. Mudanças de
temperatura, mesmo pequenas, são o suficiente para liberar o Bisfenol A.
O principal perigo
da exposição ao Bisfenol A está no fato de ser um desregulador endócrino. No
organismo, o BPA se comporta de maneira semelhante ao estrógeno, um hormônio
feminino. Ele interfere diretamente no funcionamento de algumas glândulas
endócrinas e pode aumentar ou diminuir a ação de vários hormônios. Esta substância,
atinge mais gravemente fetos e crianças, já que estão em fase de
desenvolvimento. Porém, os adultos também podem ser prejudicados, por estarem
em contato com diversos produtos que contêm a substância, como enlatados
(praticamente todas as latas de alumínio vendidas no Brasil tem BPA em seu
revestimento interno) e alimentos que ficam armazenados em recipientes de
plástico, e são frequentemente levados à geladeira e ao congelador.
Pesquisas com
animais em laboratório sugerem que o consumo do BPA esteja relacionado com queda
de produção, espermas imóveis ou morte de espermas e infertilidade, atribuída à
atividade estrogênica do BPA. Além disso, observou-se um potencial cancerígeno
do BPA, em especial o câncer de próstata. Nas mulheres, a alteração genética
causada pelo BPA pode desencadear infertilidade e câncer de mama. E, tanto em
homens como mulheres, estudos associaram o BPA à obesidade. Alterações na
tireoide e interferência no sistema imunológico, também foram relacionadas,
Segue aqui uma lista com exemplos de alguns
produtos plásticos que têm como base o Bisfenol A:
♥ Mamadeiras de plástico;
♥ Embalagens plásticas para acondicionar
alimentos na geladeira (marmitas, jarras de água, etc;)
♥ Formas de plástico para micro-ondas;
♥ Utensílios de plástico para o lar;
♥ Copos, pratos e talheres de plástico
(inclusive os infantis), especialmente se estiver ingerindo bebidas quentes,
tais como cafezinho, chocolate quente, etc.
Para mais dicas,
dúvidas ou sugestões visitem meu instagram @loucaporcosmeticos.
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Malefícios do Bisfenol, substância que você ingere sem saber
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Mamografia não dói: eu fiz a minha - não tenha medo de fazer a sua também!
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Kate Moss também apoia a causa do Outubro Rosa
Este ano, aos 41anos, fiz minha primeira mamografia.
Como não tenho histórico de câncer de mama na família, nunca tive alterações nos seios (nadinha mesmo) e os demais exames como ultrassom sempre foram ótimos, a minha médica que me atende desde os 15 anos (!), deixou que eu completasse 41 em dezembro passado para então pedir a minha, no início deste ano.
Ela já havia me tranquilizado bastante, falando que a dor na hora do exame dependia de fatores como a modernidade do aparelho, a destreza e delicadeza da profissional que vai operar o mamógrafo e também o nível de ansiedade da mulher.
Como boa psicóloga sei o quanto ficar tranquila é importante para minimizar a sensação de dor em qualquer exame ou procedimento invasivo ou potencialmente doloroso, então fiz uma série de respirações bem profundas antes do exame, mantive a calma e... simplesmente não senti dor alguma!
O único desconforto foi por causa da posição meio "torta" que precisamos fazer com o corpo para o aparelho "pegar" bem o seio: no meu caso, que tenho pouco peito, tem que fazer um esforcinho para pegar tudo, já que não tenho muita gordura ali.
Mas, definitivamente, não dói.
Minha médica disse que dependendo do tamanho e densidade dos seios, da época no período menstrual e também da existência ou não de alguma alteração prévia pode fazer o exame ficar mais ou menos desconfortável, então aí vaia a dica: tire todas as dúvidas com seu médico ou médica ginecologista ou mastologista antes do exame, se possível escolha uma boa clínica e tente respirar fundo antes do exame: ele é super rápido, a máquina NÃO vai apertar seus peitos feito uma panqueca (tinha medo de o mamógrafo não parar de apertar, tipo desenho animado... kkkkk) e você fica tranquila com sua saúde.
Este ano, por causa de sintomas que não valem uma longa explicação, precisei fazer uma biópsia de medula óssea, que consiste em tirar um pedacinho em forma de tubo do osso da bacia - o exame danado, feito só anestesiando a pele, pois não dá pra anestesiar o osso em ambulatório, dói tanto que chorei pra valer. Passado o exame, que descartou um câncer, apesar de ter sido inconclusivo, aprendi que SOU CAPAZ de enfrentar qualquer dor ou medo para cuidar de mim.
Não deixe seus medos, mitos ou até uma dor real (que repito, para mim não existiu na mamografia e, para as mulheres mais sensíveis, é perfeitamente suportável) deixarem você fugir de exames médicos ou procedimentos terapêuticos importantes.
Este ano fiquei muito, muito doente e estou lidando com uma doença autoimune (artrite nas mãos - imagine o desespero para quem gosta de escrever) e várias outras coisinhas, mas decidi que nada vai me abater ou me afastar de buscar pela minha saúde.
Meninos, não tenham medo de exame de próstata. Meninas, não fujam do ginecologista - ele precisa ser seu amigo! Para todos: deixem de ser bobos com medo de agulhas e façam um check-up uma vez ao ano. O segredo é levar com leveza e pensar: daqui a pouco passa.
No dia que fiz a tal biópsia de medula óssea, que é realmente muito invasiva pois você chega ouvir o fragmento do seu osso se partindo, o que pensava era:" é pro meu bem, é pro meu bem", como se fosse um mantra. Agora passou e ficou só uma cicatriz pequenininha.
Se cuide, garota. Todas nós merecemos chegar aos 80, 90 anos saudáveis e felizes!
E aí, garotas modernas, quem tem medo de fazer mamografia? Quem já fez?
Refresque-se consumindo saladas!
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As
saladas são indispensáveis e quase que obrigatório na busca pela melhor
qualidade de vida. Elas proporcionam uma alimentação leve, nutritiva e
saudável. São práticas, exigem pouco tempo para o preparo e são deliciosas.
As
folhas e vegetais são muito importantes na alimentação e nas dietas, pois são
ricos em fibras, que contribuem para o bom funcionamento do intestino ajudando
na digestão. São fontes de vitaminas e
sais minerais que ajudam a manter o nosso organismo em perfeito funcionamento,
proporcionando benefícios a saúde.
O
consumo das saladas, principalmente no caso das folhas, é importante para o
controle de peso, pois tem grande capacidade de saciedade quando ingeridos em
boa quantidade e são pobres em calorias.
Nesta
época do ano a temperatura já começa a elevar, e a salada passa a ser ainda
mais apreciada por se tratar de uma preparação refrescante e com alto poder hidratante
pela grande quantidade de água presente. Sugiro o seu consumo como entrada,
pois assim ela aumenta a saciedade e reduz o consumo dos alimentos mais
calóricos.
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Confira alguns benefícios
do consumo das saladas:
♥ Possuem
baixa caloria e com isso contribui para a perda de peso;
♥ Fornecem
fibras, minerais e vitaminas ajudando no bom funcionamento do organismo;
♥ Possui
alto teor de água, proporcionando hidratação;
♥ Exige
pouco tempo de preparo;
♥ Fácil
digestão pelo organismo.
Para torná-la ainda mais
saudável, veja algumas dicas:
♥ Compre
vegetais de época e frescos, pois além de mais baratos eles apresentam uma melhor
concentração de nutrientes;
♥ Procure
folhas inteiras, limpas e sem manchas amarelas;
♥Lave
bem os vegetais e em seguida deixe-os de molho com hipoclorito (diluído em
água) por quinze minutos;
♥ Opte
por temperos naturais como sal, ervas, limão e vinagre;
♥ Prepare
e tempere os ingredientes perto da hora de consumi-los. Isso ajuda a preservar
o frescor e os nutrientes da salada;
♥ Não abuse de óleos e azeite, apesar de saudáveis eles são bem calóricos;
♥ Não abuse de óleos e azeite, apesar de saudáveis eles são bem calóricos;
♥ Evite molhos a base de maionese, creme de
leite, queijos, etc. Prefira os que são à base de iogurte, mostarda e laranja.
A
ingestão de saladas associada à uma alimentação saudável pode melhorar muito a
qualidade de vida. Use sua criatividade,
inove nos ingredientes e abuse das saladas coloridas.
Para mais dicas,
dúvidas ou sugestões visitem meu instagram @loucaporcosmeticos.

Fofura do Instagram: Mãe e filha fazendo yoga juntas
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O sucesso das fotos é tanto, que o mundo se apaixonou por essas duas, que já somam mais de 700mil seguidores. Também, é tanta fofura que é impossível não se encantar!
Corra, Grazi, corra: coisas que ninguém te conta sobre emagrecer
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Como já contei aqui para vocês, nos últimos dois anos passei por um processo bem transformador do meu corpo e da minha pessoa. Durante esse tempo, descobri várias coisas sobre mim que jamais imaginaria que existissem. Me transformei em atleta, me viciei em endorfinas e me apaixonei por mim e pelo esporte.
Hoje em dia, muita gente me pede dicas sobre como emagrecer, que tipo de treino escolher, como se alimentar, contatinho de nutricionista e indicação de academia. Fico super feliz em ajudar outras pessoas nesse caminho e me emociono toda vez que alguém me conta que virou “esportista” por minha causa.
Tudo lindo, tudo bacaninha. Mas tem coisas que acontecem na vida de gente depois de uma transformação dessas que ninguém conta.
Por exemplo:
1 – Seu problema nunca foi o seu corpo. A maioria das mulheres que eu conheço é insatisfeita com o próprio corpo. Uns quilos para perder, umas celulites que não vão embora, é magra mas tem culote, é gostosa mas tá flácida… Sempre existe uma coisa que não está no lugar certo. E não para por aí. Elas acreditam que a vida poderia ser bem melhor se não fossem esses defeitinhos malditos. Falo por experiência própria. Sempre achei que tudo na minha vida seria bem mais fácil se eu fosse magra e me encaixasse num padrão “moça que veste 38, tem cabelo comprido e bunda empinada”. Acontece que na maioria das vezes, o problema não está fora, mas dentro da gente. A bunda vai ficar dura, a barriga vai secar e essa sensação de imperfeição não vai embora. Simplesmente porque perfeição não existe. Emagreci, endureci, deixei o cabelo crescer e continuei com as mesmas inseguranças de sempre. O problema não estava no meu corpo, estava em mim, na forma como eu me vejo no mundo, na generosidade que eu não tinha comigo, nos meus medos e traumas. O esporte me trouxe auto estima não pela transformação que fez no meu corpo, mas por ter me mostrado que eu sou capaz de conquistar tudo que quiser. E que apesar de todos os fantasmas que me habitam, eu consigo encontrar força para lutar pelo que desejo. Aprendi que para ser quem você deseja, primeiro precisa amar quem é agora. Ser gentil e amável consigo da mesma forma que espera que o mundo seja. As pessoas não vão gostar da gente pelo formato do corpo. O mundo gosta de gente interessante, autêntica e divertida. E isso não tem nada a ver com o tamanho do manequim.
2 – Você vai perder quase todo o seu guarda-roupa. E no começo vai até parecer divertido vestir um jeans e ele ficar largo na cintura, sobrando no quadril. O momento de comprar uma calça nova num tamanho que você nunca imaginou vestir. Até chegar a hora em que seu vestido preferido já foi duas vezes para a costureira e não tem mais como ajustar. Ou que quase todas as roupas que você ama parecem ter vindo da irmã mais velha ou duma prima bem maior. A não ser que você seja a Paris Hilton, vai rolar um rombo no orçamento em algum momento. Prepare o porquinho.
3 – Você não vai notar tanta diferença. Simplesmente porque se olha todo dia no espelho. A menos que sofra algum distúrbio alimentar ou faça essas dietas radicais e malucas, a mudança vai ser gradual e você não vai perceber aquela transformação absurda que gente que ficar uns meses sem te ver nota. É meio frustrante, às vezes parece que nem está acontecendo de verdade. Minha dica: separe umas fotos de antes para comparação. Braço, coxas, barriga e quadril mudam bastante. E quem sabe você começa a escrever sobre o assunto num blog e vai ter imagens para mostrar pro pessoal. Coisa que eu quase não tenho, já que não pensei nisso antes…
Essa sou eu a e primeira foto de biquini que tive coragem de tirar, porém não tenho nenhuma pra fazer antes e depois e me sentir mais em forma ainda ;)
4 – As pessoas nem sempre são gentis. Eu, graças a deus, estou rodeada por gente bacana, feliz, que me ama e tralala. E mesmo assim não saí imune ao mundo onde todo mundo acha que tem direito a dar opinião sem você ter pedido. Os amigos, provavelmente, vão ser legais e generosos e incentivar todo o processo. Mas uma penca de gente vai ser desagradável. Tente ignorar. Eu divido os inconvenientes em dois tipos de comentários: “nossa como você tá magra” e “nossa como você era gorda”. A primeira turma vai sempre dizer que você emagreceu demais, tá ficando feia, com cara de doente e coisas do tipo. Nem sempre é maldade, depois de muito tempo sem ver a pessoa a gente se assusta com mudanças muito radicais. Pode rolar também um “Tá linda, amiga! Só toma cuidado pra não emagrecer mais que vai ficar com cara de anoréxica, tá!?”. Respire fundo, agradeça e siga a sua vida. Tem o outro time, o que tenta fazer um elogio e acaba piorando tudo. Aquele papo de resolver agora dizer como você era gorda antigamente, que tá de parabéns por ter perdido peso e agora sim é uma mulher linda. A pessoa esquece que aquela moça uns quilinhos mais pesada ainda é você. E que uma boa parte da sua vida foi vivida por ela. E não é bacana desmerecer tudo que você era apenas por uma diferença de peso. A parte boa disso é que ao querer defender a menina de antes, você consegue se livrar da expectativa que eu falei lá em cima: de que ser magra mudaria tudo. Você vai entender que continua igual, só com um corpo diferente. Eu continuo a mesma monga de sempre. E descobri que acho infinitamente mais legal ser amada por isso do que pela minha aparência.
5 – Endorfina vicia. Mesmo. Eu sempre repito que comecei a praticar esporte por necessidade e hoje faço pela mais absoluta paixão. Lembro meus primeiros dias de musculação, andando pela academia e perguntando pras meninas super malhadas se elas gostavam mesmo daquilo, se tinham algum prazer além da bunda dura. E rio agora, quando me pego pedindo pelo amor de deus pro médico me liberar pra puxar ferro mesmo um pouco dolorida porque fico numa TPM fora de época horrível se não malho. Quando comecei a correr eu já estava na vibe “endorfina, eu te amo” e dava gargalhadas durante a corrida. De tanto prazer que sentia. E vício é um treco sério, a gente sempre quer mais. Começa a querer aumentar o volume de treino. Começa a usar palavras como “treino”, “série”, “prova”, “planilha”… Machucado vira “lesão” e você vai entender o significado de coisas como “catabolizar”. É gostoso, é querido. Desde que você entenda que a coisa tem que ser feita com prazer, vai ser tudo divertido. Esporte é prazer, não sofrimento.
E por fim: vai dar tudo certo. Como diz o moço nesse vídeo lindo que compartilho com vocês aqui: mais importante que chegar, é a vontade de partir.
Um beijo, até semana que vem, sejam felizes e divirtam-se.
Corra Grazi, Corra: Essa coisa chamada paixão
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Eu e minha medalha. Feito criança no Natal!
Sábado, 25 de janeiro de 2014, foi o dia da minha estreia oficial no mundo da corrida. Oficial porque foi a primeira prova da qual eu participei.
Quem me conhece e acompanhou de perto minhas transformações sabe o tamanho da importância que isso teve para mim. Correr era um troço que eu sempre quis fazer. Achava lindo aquele negócio de gente que acorda com o sol nascendo para correr antes de trabalhar. Achava coisa de gente evoluída.
Tentei algumas vezes e desisti, pois meu sedentarismo não me permitia mais do que 2 minutos desengonçados de corrida. Sentia como se fosse morrer se desse mais um passo.
Onde eu vou eu corro: louca das endorfinas pelas pedras em Punta de Diablo, no Uruguai, com o sol se pondo as nove da noite em Cabo Polônio (também no Uruguai) e quase morrendo no calor de Curitiba.
Mas no meio dessa revolução que se instaurou na minha vida desde que eu decidi ser forte e saudável, apareceu mais uma vez o bichinho que queria sair correndo. Porém dessa vez, a Graziela era outra. Essa Graziela nova é meio metida e acredita que pode fazer qualquer coisa que quiser nesta vida, basta ter vontade, foco e disciplina.
E lá fui eu, dando meus trotinhos e quase morrendo para completar 1 km sem caminhar. Depois chegando nos 2. Nos 3. Nos 4 km sem morrer. Nos 5 em menos de 40 minutos. Nos 6, nos 7, nos 8… E cada pedacinho de chão que eu acrescentava no meu treino era uma vitória tão grande e tão querida que foi fazendo com que eu me sentisse a pessoa mais incrível do mundo. Cada objetivo que eu traçava e alcançava me fazia ter vontade de me dar um abraço. De tanto orgulho que eu sinto dessas minhas conquistas.
Leitura de corredora e selfie no espelho de tão orgulhosa que estava ao correr 7 km na noite de Natal
Correr me fez perder o medo. Me fez descobrir uma relação muito bacana comigo. Me fez uma mulher maravilha. Linda, forte, decidida e capaz de tudo.
Me sinto tão super-pessoa que minha decisão de ano novo foi que em 2014 eu vou correr uma maratona. 42 km.
Virginiana que sou, desenvolvi um método para transformar a jornada em algo objetivo: escolhi algumas provas durante o ano para participar, sempre dobrando a distância e com um tempo entre elas para me preparar. Assim eu treino focada em metas alcançáveis até chegar ao ponto máximo.
Ana, minha amiga e parceira de corrida e o novo cantinho em casa para as futuras medalhas
Comecei no dia 25 com uma prova de 5km. Como eu não sei brincar, foram 5km na areia, com trecho em dunas e areia fofa. E como a vida gosta de apimentar minhas invenções, mandou uma chuva e um ventão no dia da corrida. Foram os 35 minutos mais incríveis dos últimos tempos. Chorei na largada e passei por aquela coisa toda de rever mentalmente minha trajetória até aqui. Senti como se tivesse numa final de copa do mundo, num jogo de clássico. A mesma força e energia. Só que o camisa 10 era eu. Foi lindo, foi intenso, foi legítimo e foi merecido.
E aprendi que essa é a beleza do esporte: a paixão. Outro dia, li uma crônica que dizia que se você perguntar para um corredor desses tipo eu - da turma amadora - depois de uma prova quem chegou na frente, ele provavelmente não vai saber. Mas se você perguntar quanto tempo o seu parceiro de corrida fez, ou quantos minutos a menos ele conseguiu em relação a última vez que participou, ele vai saber. Na corrida as vitórias são pessoais, a gente vence os próprios limites. Então todo mundo acaba torcendo por todo mundo. Porque não importa quem chegou na frente. Importa que todo mundo chegou. E tentando fazer o seu melhor.
Minha dica é: encontre o que te dá prazer. O que te faz sentir incrível e poderosa. Um corpo bonito e saudável vem de brinde com um monte de endorfinas e alegrias.
Aqui e aqui tem um pouquinho do meu processo de transformação.Beijinho.
Corra Grazi, Corra: nova coluna de fitnnes e vida saudável no GM
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Olá, leitoras queridas do GM. Começo hoje minha participação no blog e achei de bom tom dar inicio aos trabalhos me apresentando e explicando um pouquinho o que eu vim fazer por aqui.
Meu nome é Graziela, mas ninguém além da minha mãe quando quer me dar uma bronca me chama assim, então pode me chamar de Grazi. Eu sou atriz, humorista, locutora, DJ de mentirinha e atleta amadora – entre outras coisinhas que costumo inventar para incrementar a renda ou aprender coisas novas.
Nos últimos dois anos, troquei a vida louca de agitos noturnos por uma rotina saudável de exercícios regulares e alimentação equilibrada. Tudo começou quando eu voltei de quatro lindos meses em Nova Iorque 12 kg acima do peso e sem uma calça que servisse.
Antes e depois versão dia: em outubro de 2011
e em janeiro de 2014
Antes e depois versão noturna fazendo biquinho:
agosto de 2011 e dezembro de 2012
Comecei minha carreira fitness por necessidade, pra não deixar o tempo passar e castigar meu pobre corpo mais ainda e continuo nela hoje por um amor sem tamanho. O esporte me trouxe benefícios infinitamente maiores que o corpo bonito e bem disposto. Transformou minha auto estima e me ensinou que eu sou capaz de qualquer coisa. QUALQUER UMA. Basta ter disciplina, foco e vontade. A prática esportiva me ajuda a conquistar o mundo não só na pista de corrida, mas no trabalho, nos relacionamentos, nos meus sonhos…
Rosa-colona após um treino de corrida e saindo para
correr debaixo de chuva e frio no inverno curitibano.
Musculação e bike: amor eterno, amor verdadeiro.
Vou dividir semanalmente com vocês minhas descobertas, truques, dicas e incentivos para levar uma vida mais leve e cheia de saúde.
E a primeira delas é que antes de mais nada, a gente precisa aprender a amar quem a gente é. Pra ser quem você deseja, primeiro precisa amar quem já é. Eu sempre digo: gente bonita é gente feliz. Falo sem medo de estar errada que de toda a transformação que eu sofri nos últimos anos, a que me deixou mais bonita foi a que me fez ser completamente apaixonada por mim. Hoje em dia só faço coisas que me dão prazer, que me trazem alegria ou que me ajudam a ser uma pessoa melhor. Viver tem que ser leve e gostoso. O resto a gente organiza.
Magra, forte e sensual (risos)
Um beijo e até breve.
2014 do bem
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Que tal
aproveitar essa energia de começo de ano e colocar em prática algumas
ações que podem fazer o seu mundo e o das pessoas ao seu redor um pouco
melhor?
A primeira idéia é inspirada no “Happiness Jar Project” (projeto pote da felicidade, em livre tradução) e consiste em anotar em pedacinhos de papel todas as coisas que fazem você feliz, que trazem sorrisos, que despertam momentos de alegria, grandes ou pequeninos, com a data em que elas aconteceram e ir guardando num pote até o final do ano. No dia 31 de dezembro é só abrir e reler, provavelmente você terá esquecido de vários deles e vai perceber como teve um ano lindo, incrível e cheio de razões para agradecer.
A primeira idéia é inspirada no “Happiness Jar Project” (projeto pote da felicidade, em livre tradução) e consiste em anotar em pedacinhos de papel todas as coisas que fazem você feliz, que trazem sorrisos, que despertam momentos de alegria, grandes ou pequeninos, com a data em que elas aconteceram e ir guardando num pote até o final do ano. No dia 31 de dezembro é só abrir e reler, provavelmente você terá esquecido de vários deles e vai perceber como teve um ano lindo, incrível e cheio de razões para agradecer.
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A segunda é para as apaixonadas por corrida e promete ajudar muita gente. Foi lançado recentemente o app para Android e IOS “Doe Sua Energia” que pode ser baixado gratuitamente nas app stores. Com ele, você acumula R$ 1,00 a cada quilômetro corrido e seus reais serão doados a uma instituição de caridade. O projeto vai funcionar até o dia 26 de janeiro e pelo site www.doesuaenergia.com.br ou pela fanpage no facebook é possível acompanhar quanto já foi arrecadado.
Você gosta da sua vida real?
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Outro dia, estava eu visitando um cliente da empresa de meu excelentíssimo, quando no meio da conversa surge um papo sobre a infância, as brincadeiras de criança e claro, chegamos até a geração atual com seus tablets conectados na rede 24 horas por dia. Me intriguei com o comentário de um dos colegas da conversa, revelando que seus filhos mais novos quando vão a uma festa grande com quintal, piscina e quadra de esportes, suas atitudes se limitam a se sentar e observar entediados tudo aquilo a sua volta. As perguntas para seu pai durante a festa são para saber se o espaço possui internet ou a que horas tudo aquilo vai acabar. Nessa hora eu me pergunto, será que é só as crianças que estão se entediando com a vida real ou os adultos também estão fazendo o mesmo?
Passei a infância aqui em Floripa, no Ribeirão da Ilha, uma comunidade tradicional com várias casas de arquitetura colonial portuguesa e praias de baía com águas quentes e calmas. No verão, meus pais e avós viviam dizendo para eu sair da água, pois se deixassem eu não precisava de outra coisa nessa vida a não ser mergulhar. Correr, brincar na areia, andar sobre as pedras na ponta da praia, também eram brincadeiras corriqueiras e minha tristeza era sempre voltar para casa no domingo, pois segunda ia começar tudo novamente. Quando me tornei adolescente, a internet chegou na minha vida e com certeza, me causou um preenchimento de espaço com a facilidade de poder fazer tudo com um único clique. Voltar para praia já era coisa de criança e ficar batendo papo furado na rede ou especular vida alheia perfeita, era uma terapia. Na minha época, o bafo era o Fotolog. Lembra? Gostei tanto dessa coisa toda, que hoje também trabalho analisando todos esses comportamentos. Minha formação em Moda me possibilitou enxergar o comportamento de consumo e principalmente o repertório visual que se compartilha nas redes sociais.
Percebo em minhas observações um vazio imenso na vida das pessoas, que simplificaram suas histórias levando a sério suas redes sociais e se tratando como alguém importante, imponente, com uma vida perfeita. Jantar num bom restaurante já não é mais um evento feito só com você e seu amor, pois em questão de segundos toda sua rede já está curtindo e amando seu evento.
Não estou aqui fazendo um julgamento sobre essa atitude, mas acho que por conta disso muitas pessoas estão limitando seus julgamentos a respeito do outro pelo que vem da internet. Essa atitude é extremamente imatura, pois as pessoas são muito mais que fotos tiradas em segundos de felicidade. Elas tem suas limitações, seus defeitos, sua angústias, que muitas vezes não são mostradas ali, os que assim fazem são considerados chatos e depressivos. Mais um julgamento limitado que se faz sobre o outro.
Atrair olhares para sua vida comum e bonita tem sido lei entre os internautas, que na realidade esperam o mesmo de tudo isso. Inclusive estão perdendo sua paciência em ficar em lugares bonitos por mais de duas horas sem sua rede social funcionando. Não tem graça viver a felicidade sem compartilhar. Conheço gente que tem pavor de interior, de hotel fazenda, porque muitos desses lugares não apresentam tecnologia, pois são espaços de contemplação e paz. Numa mente acostumada a resolver tudo num clique, tempo real é uma coisa muito difícil de lidar.
A questão toda é que estamos nos tornando uma geração virtual, criando uma realidade paralela cheia de verdades absolutas que nos mostra para o mundo de maneira um tanto quando hipócrita. Estamos perdendo a educação ao dirigir comentários aos outros na internet, escrevendo como se não tivesse um ser humano do outro lado no computador. Se não gosta feche a janela. Uma das possibilidades que a internet nos dá é de poder visualizar apenas o que nos agrada, o que é pertinente a nossa vida. Estamos despejando indignações vazias para o mundo, querendo revoluções na politica sem querer sair de casa para pintar a cara e mostrar que podemos muito mais que isso.
A rede é um ótimo local para buscar conhecimento, ver lugares que você nunca foi, planejar as próximas viagens pelo Brasil e pelo mundo. Além de entrar em contato com aquele amigo que mora fora da sua cidade. Aos que estão perto de você, não são de likes no facebook o necessário para convivência. Convide-os para passar uma tarde agradável na rua. Ligue para saber se está tudo bem. Mande flores aos que você ama e saia de casa para ver lá fora a realidade que na rede é passada de maneira superficial. Ser feliz não depende de um perfil recheado de fotos lindas no facebook, melhor do que ver é viver sua própria história. Os holofotes você deixa para as celebridades.
Imagens feitas por mim no Ribeirão da Ilha, Floripa / SC
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