Garotas Modernas : sexo Garotas Modernas : sexo
  • Categoria: sexo
  • Por que as mulheres são tão machistas?


    Até quando precisaremos tentar reafirmar uma igualdade entre sexos que na verdade não existe?
    • Mulheres devem gostar de rosa (gosto, mas nem todas gostam)
    • Mulheres devem ser românticas (gosto, mas acho romantismo demais um saco)
    • Mulheres fazem amor e não sexo (sério??? em 2015??????)
    Mulheres isto, mulheres aquilo e um monte de questões que raramente ou nunca são dirigidas aos homens, do tipo:
    • Como você concilia seu trabalho e a vida pessoal?
    • Você se sente mais completo agora que é pai? 
    • O que você está vestindo? (pergunta invariavelmente feita para as indicadas ao Oscar)
    Não quero aqui negar as diferenças entre homens e mulheres, mas às vezes me parece que certos estereótipos foram colados na nossa pele, mesmo que contra nossa vontade.
    Em programas como o Big Brother Brasil (sim, assisto) dramas são feitos em torno da expressão da sexualidade das participantes do sexo feminino. Ainda hoje, se o homem transa porque quer ele é o garanhão, mas a mulher é rotulada de "puta, vagabunda" e outros palavrões. E quando um casal não usa camisinha, a bronca da ginecologista vai só para a mulher, como se a decisão de usar ou não o preservativo não fosse dos dois.
    Mulheres morrem no Brasil por causa de abortos clandestinos, enquanto os homens podem simplesmente decidir não serem pais sem serem taxados de monstros. E outras mulheres exibem suas barrigas grávidas numa luta antiaborto como se alguém escolhesse de forma feliz interromper uma gravidez.
    Não sei aí na sua cidade, mas aqui em Floripa, eu penso duas vezes na roupa que vou colocar dependendo do lugar que vou. E não estou falando de escolhas óbvias como não ir de decotão e transparências para o trabalho (da mesma forma que seria ridículo um psicólogo atender pacientes de short e regata), mas do direito de usar um vestido para andar no calçadão do centro da cidade em plena luz do dia sem ser importunada. Me desculpe, mas me chamar de "gostosa" fora da intimidade não é elogio, é agressivo, é invasão do meu espaço, do meu corpo.
    Uma das coisas mais irritantes que acontecia quando era solteira e saía para as baladas eram aqueles caras que pegam no seu cabelo e sussurram coisas. Eca!!! Se não te conheço não mexa no meu cabelo e pelo amor de Deus, não passe a mão na minha bunda! Aliás, só faça isto se eu realmente quiser e se for meu namorado/gato/marido.
    Num mundo machista esquecemos que somos nós, mulheres as mães, avós, tias e dindas que criam os meninos. E que sim, é também por culpa de mulheres machistas, que ainda ouvimos grandes asneiras vindas de ambos os sexos.
    Há cerca de três anos circulou pela internet uma mãe dando chineladas no filho adolescente que havia gravado cenas de sexo com a namorada... Apesar de não ser a favor de castigos físicos, achei esta mãe mais lúcida que muitas por aí, uma vez que não culpou a garota por fazer sexo e sim seu filho por deixar o vídeo cair na rede.
    Gostaria de viver em um lugar onde a gente pudesse ter direitos realmente iguais, mesmo sendo diferentes dos homens. 
    Veja este vídeo aqui, compilado pelo Face Empodere duas Mulheres com Beyoncé, Rihanna, Jennifer Lawrence, Taylor Swift, Megan Fox, Mayim Bialik, Cate Blanchett e Zooey Deschanel, onde elas dão respostas ao sexismo e machismo. Vale a pena refletir sobre a postura delas.
    Detesto esta onda do "tudo politicamente correto", veja bem cara leitora, não se trata disto, mas já está na hora de a gente ser respeitada. 

    Brincadeiras só para adultos



     Imagens: Secreto Prazer

     Sair da rotina é a melhor de surpreender o parceiro, afinal, não tem quem não goste de uma surpresa de vez em quando. A busca por jogos ou produtos que apimentem a sexualidade são fundamentais, principalmente nos relacionamentos mais longos. Se você ainda não experimentou, confira as nossas dicas para aguçar a sua criatividade…
    Tudo isso (e muito mais) pode ser encontrado na loja virtual Secreto Prazer.
    Nós já demos as dicas para começar bem desde as preliminares. As consequências ficam a cargo da sua imaginação… Divirta-se!
    Lembrando que as entregas para a Grande Florianópolis podem ser feitas em até 4h, quando o pedido é das 9h às 16h30 em dias de semana.



    Este é um post patrocinado

    Marc Jacobs, que completa 50 anos hoje, beija seu namorado brasileiro na praia de Ipanema: e viva a liberdade!!!

     Marc e Harry se beijam em Ipanema | Foto: Wallace Barbosa / Ag. News
    Harry Louis e Marc Jacobs na praia de Ipanema, no Rio (Foto: Rodrigo dos Anjos / AgNews)
    Imagens: AgNews

    O top estilista Marc Jacobs (de sunga preta), que completa 50 anos hoje e está de férias no Brasil, aproveitou os últimos dias na praia de Ipanema acompanhado de seu namorado brasileiro, Harry Louis, que é empresário de Minas Gerais. 
    E como qualquer casal de namorados, eles trocaram beijos em público sim. E daí?
    Muita gente pode ficar chocada, mas acho isto ótimo: quanto mais pessoas assumirem integralmente sua sexualidade, não importando se a relação é entre homem e mulher, homem e homem ou mulher e mulher, menos pessoas sofrerão por não poder, por exemplo, se despedir com um beijo na boca do seu namorado/namorada que vai viajar.
    Marc Jacobs, que desenha roupas e acessórios para duas marcas que levam seu nome, além da icônica Louis Vuitton, é mais uma celebridade que assume publicamente e sem pudores sua orientação sexual, ajudando assim, na minha modesta opinião, a quebrar barreiras e tabus que muitas pessoas que não são heterosexuais são obrigadas a enfrentar, por causa do ainda imenso preconceito que existe na cabeça das pessoas.
    Parabéns pra ele e chega de hipocrisia: ser gay não é crime, não é doença, nem uma "escolha" (pois é uma orientação sexual). O correto é chamar de "orientação sexual" e não de "opção sexual", pois a pessoa se sente assim e ponto, não é uma escolha deliberada, a pessoa não acorda um dia e decide: "ah, acho que vou ser homossexual": ela É homossexual, mesmo que tente esconder de si e dos outros, como acontece muitas vezes, trazendo um enorme sofrimento para a pessoa que não se sente livre para viver o que sente.
    Sou hetero e se eu tenho o direito de sair na rua de mãos dadas, de beijar meu marido na escada rolante do shopping, de fazer cafuné nele no cinema, por que outro ser humano igual a mim, mas com orientação sexual diferente tem que se esconder para demonstrar afeto, beijar, ser feliz ? Por que eu posso e ele não? Sou melhor que a Daniela Mercury pois ela se apaixonou e casou com uma mulher e eu com um homem???
    Se a gente quer um mundo melhor, que tal começar a respeitar (de verdade) as diferenças entre os seres humanos?

    Elle francesa (em capa polêmica) e Karl Lagerfeld (no desfile da Chanel) defendem o casamento gay

    ELLE-MAGAZINE-GAY-MARRIAGE
    Imagem: Elle França


    Imagem: Globo/AP

    Defendendo o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a Elle França publicou nesta semana a capa com duas mulheres vestidas de noiva. 
    Na chamada da revista, a frase Casamento para Todos se posiciona quanto a polêmica que acontece lá na França devido a um projeto de lei que regulamenta o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por casais homossexuais. 
    Valérie Toranian, diretora da revista, escreveu na carta que abre a edição que: "'Este é o sentido lógico da história da nossa sociedade, que se baseia nos fundamentos atuais de liberdade individual e igualdade de todos perante a lei. Devemos isso às crianças do futuro".
    Muito legal ver a moda se posicionando contra o preconceito. As revistas são um forte veículo de comunicação e com certeza podem ajudar a tornar o mundo um lugar mais tolerante quanto às diferenças. 
    Na mesma onda contra a homofobia, Karl Lagerfeld colocou na passarela da Chanel duas noivas de mãos dadas, acompanhadas pelo seu sobrinho, Hudson Kroenig, vestido de pajem. Ele declarou em entrevista que: "Não entendo esse debate. Desde 1904 (na França) a Igreja e o Estado são separados". 
    Ele se refere aos que são contra o projeto de lei do governo socialista de François Hollande, que pretende aprovar, apesar da passeata que no dia 13 de janeiro reuniu em Paris centenas de milhares de pessoas que são contra a aprovação do casamento gay.
    Espero que na França os que negam ao próximo o direito de viver sua orientação sexual de forma plena não consigam vencer esta batalha-
    É uma imensa contradição este tipo de manifestação homofóbica, num país tão marcado pelo lema Libertè, Egalitè, Fraternitè (Liberdade, Igualdade, Fraternidade, em francês - disseminado durante a Revolução Francesa, que culminou na Queda da Bastilha, em 14 de julho de 1789).
    Onde está, em pleno século XXI, a liberdade e igualdade para que cada um viva o amor da sua forma?
    Vejam, não falei aqui em homossexualidade como "opção sexual",  pois não é uma escolha a que se pode abrir mão e sim uma característica inerente à cada indivíduo, que não consiste em doença, crime ou problema psicológico: é uma orientação sexual, que nada desmerece ou incapacita a pessoa para formar uma família e, inclusive, adotar crianças.
    Espero que um dia no Brasil seja também assim: direito igual para todos. Para todos mesmo!


    O fascínio de Mr. Grey e seus Cinqüenta Tons de Cinza

    a imagem acima é apenas uma brincadeira, só obedeça seu coração
    Imagem: Keep Calm Matic


    A Mari Siebert escreveu um texto ótimo sobre o primeiro livro da trilogia Cinqüenta Tons de Cinza aqui no GM, mas como já estou no segundo, onde acontecem mudanças no relacionamento dos protagonistas e tenho algumas divergências em relação ao que a Mari escreveu, embora concorde com vários pontos, quero deixar aqui minha visão sobre o livro que de tão popular, é capa da revista Veja desta semana e é o que mais rapidamente vendeu uma quantidade surreal de cópias.

    Não queria escrever sobre o livro antes de ler todos os três para formar uma opinião mais sólida acerca deste fenômeno editorial que ele se tornou, mas como minha percepção é diferente da da Mari, resolvi deixar aqui meu ponto de vista.
    Da história alguns pontos me fazem ficar de cabelo em pé (pra quem não leu, cuidado, tem alguns spoilers).

     Me assusta a protagonista, Anastacia, ter perdido a virgindade (depois dos 20, mais tarde que muita gente, o que não é problema algum, cada pessoa tem seu tempo), mas com um homem muito mais experiente, Mr. Grey (cinza na grafia britânica) ou Mr. Gray, (na americana), e que prefere claramente o sexo não convencional, com Sadomasoquismo e Bondage (prática de imobilizar ou amarrar alguém para fazer sexo), com quem descobriu o sexo numa "versão super avançada" em termos de sexualidade fora do comum e que só foi experimentar depois o que os entendidos chamam de "sexo baunilha" (o mais convencional, o que a maior parte de nós chama de fazer amor ou transar). 
    Outro ponto que me causa desconforto é ele ter sido iniciado sexualmente por uma amiga de sua mãe (ele com 15 anos, ela já uma senhora), que era adepta do sadomasoquismo (e não, não estou falando em brincar de amarrar seu namorado na cama com o cinto do seu roupão e sim sadomasoquismo hardcore).
    No entanto são dois fatos relativamente comuns: há muitas mulheres que perdem a virgindade com homens que fazem só um determinado "tipo" de sexo sempre (que pode dar a falsa impressão que sexo é sempre daquele jeito) e há, infelizmente, milhares de crianças e adolescentes vítimas de pedofilia.
    No meu ponto de vista, Mr. Gray não é uma pessoa má, embora o sadismo dele seja extremo.
    Ele gosta de fazer sofrer, mas sempre de uma maneira consensual e nada que envolva os 3 maiores tabus, que são parafilias (desvios da sexualidade) e considerados crime: o sexo com crianças ou adolescentes de até 18 anos (se o outro é adulto ou adolescente mais velho com pelo menos 4 anos a mais do que a (o) parceira (o) de 14 anos ou menos, sexo com animais (precisa explicar?) ou com cadáveres (eca!).

    No entanto, apesar de Mr. Grey  (ou Gray) ter o suntuoso "Quarto Vermelho da Dor", que faria corar até a mais livre das mulheres, também tem seu lado doce, protetor e é, no fim das contas, um homem atormentado pelos problemas do seu passado: é orfão e passou por coisas terríveis até os 4 anos, depois foi molestado sexualmente por uma predadora sexual, que pode sim ser considerada uma pedófila (embora ele diga que sua "mentora sexual" era uma boa pessoa e permaneça amigo dela).
    Confesso que sinto até certa pena do Mr. Grey pois ele é uma pessoa marcada, um sobrevivente e parece alguém muito, muito solitário e triste.
    Já Anastacia é uma garota jovem, inexperiente e um tanto "perdida". Ele uma espécie de "príncipe das trevas", com seus 50 tons de cinza, mas ainda assim se apaixonou pela primeira vez. Um supre as "necessidades" do outro.
    Embora seja uma fantasia, há sim muitos casos assim: cansei de ouvir esta idealização do amor romântico, do príncipe encantado, de dezenas de pacientes no meu consultório quando ainda atuava como psicóloga e também em conversas com amigas solteiras.
    Mas atire a primeira pedra a mulher que nunca desejou, mesmo que secretamente e sem admitir para si mesma, que adoraria ter um "príncipe" lindo, bonito e porque não, bem sucedido profissionalmente, que a levasse no seu cavalo branco e a tomasse como sua para sempre... mesmo que você precisasse, para tal, viver na torre do castelo, cercada de todos os mimos possíveis?
    Sobre a questão sexual do livro, acho que é algo muito pessoal, acredito que entre duas pessoas adultas que realmente estejam de acordo, a sexualidade deve ser vivida na sua plenitude, respeitando os gostos e limites de ambos, obviamente.
    Exceto pedofilia, sexo com animais, com cadáveres ou "brincadeiras" de alcova que possam causar danos físicos ou psicológicos, tudo é considerado "normal" para a Psicologia, Psiquatria e Medicina, a não ser que a pessoa só consiga se satisfazer com um tipo de fetiche, como por exemplo, um marido querer transar com sua esposa somente se ela vestir determinada fantasia (há homens que só conseguem "chegar lá" se a mulher calçar saltos altos, meias ou outras coisas do gênero na hora do sexo).
    Achei bem engraçada a crítica escrita na Veja por Marcelo Madureira, um dos integrantes do Casseta & Planeta, que dizia que se o tal Mr. Grey fosse pobre, queria ver a Anastacia indo na onda dele... Bem, se fosse o "Puxadinho Mofado da Dor" certamente a história perderia boa parte do encanto, principalmente se o cara fosse um "encostado" que vive tomando cerveja, largado no sofá puído, usando a camiseta que ganhou nas últimas eleições. 
    Só na novela das 9 o lixão parece um lugar tão agradável... Na vida real as pessoas procuram o melhor para si: imagina se você vestiria aquela sua lingerie que custou uma grana para um "bofe" que não escova os dentes desde a hora do almoço e parte direto "pros finalmente", sem uma preliminar sequer? Ou se ele a convidasse para ir ao motel e na saída informasse que não tem dinheiro nem para dividir a conta??? A noite seria memorável? Ou você ficaria se perguntando o porquê de só você se esforçar para parecer linda, cheirosa e independente financeiramente e ele ser assim tão desleixado e folgado?
    As feministas radicais que me perdoem, mas nada como um homem cavalheiro, que abre a porta do carro e a faz se sentir como uma rainha. E isto nada tem a ver com ser bilionário e sim com educação e cuidado para com sua amada.
    As pessoas buscam beleza e conforto (não estou com isso que Anastacia deva se submeter a qualquer coisa para "agarrar" seu bom partido). Mas assim como a beleza dele, o poder também atrai. E atrai ainda mais o fato de ele querer lhe dar prazer.
    Se ele fosse horrendamente asqueroso (eita pleonasmo) ou inseguro, não existiria o Mr. Grey, que é uma espécie de vampiro sim (como naquela outra série de livros e filmes de sucesso), mas a quem Anastacia deseja ardentemente (quem lembra da personagem de Kristen Stewart suspirando por um amor que poderia de fato matá-la, ou a deixar com a maldição da vida eterna?).
    Talvez Mr. Grey agrade tanto justamente por seu um personagem problemático, que vive no escuro, nos seus Cinqüenta Tons de Cinza...
    Mas garotas modernas, é mesmo um livro beeeeeeeeem sexual! Para ler e ficar pensando em sexo...;) Não é exagero dizer que é um pornô soft para mulheres.
    E lembre-se que excetuando o que descrevi acima: danos permanentes à saúde, pedofilia, zoofilia (sexo com animais) e necrofilia (sexo com cadáveres), entre 4 paredes, de forma consensual, com respeito e entre dois adultos, eu acredito que vale tudo.
    Ninguém é "doente" ou precisa de tratamento se deseja fazer um sexo selvagem de vez em quando. Eu disse de vez em quando... Se você ou seu companheiro (a) "precisa" que sempre seja com determinado artifício, é um sinal de alerta que algo pode não estar indo bem.
    Sexo é para ser vivenciado de forma plena e saudável, faz bem para pele, para o coração e não precisa ser feito sempre em 3 posições básicas em 5 minutos, sem preliminares e doces "safadezas" sussuradas no ouvido. Pense nisto!
    Para mim a trilogia é bem bacana (como falei, estou no segundo volume) e já li vários trechos para meu marido, que é óbvio achou instigante saber do que se trata o livro sobre o qual a mulherada não para de falar. E afinal de contas é bom apimentar um casamento de 8 anos e o livro é ótimo para isto...;)
    No mínimo ele serve para se conversar sobre um assunto que ainda é tabu para muitas pessoas: sexo com prazer. Mas lembre-se: a imagem acima é apenas uma brincadeira, só obedeça seu coração e seja feliz!

    E você, garota moderna, o que pensa disto?

    Ariadna e Lea T.: transexual, entenda o que é

    http://revistacriativa.globo.com/Revista/Criativa/foto/0,,45209942,00.jpg
    Imagem: Love

    Ontem duas transexuais brasileiras estiveram no centro das discussões por aí: a modelo Léa T., que aparece na capa da revista Love em uma linda foto beijando os lábios de Kate Moss e Ariadna, primeira participante do BBB11 a ser eliminada do programa, com mais de 40% de reprovação.
    Enquanto no mundinho da moda a condição de Léa T. e a própria ousadia de Kate ao beijar outra menina (e ex-menino) são relativamente bem aceitas, no mundo em geral as coisas não são bem assim. Talvez por isto Ariadna tenha saído do programa com tamanha rejeição.
    A Hellen escreveu um belo post estes dias, falando de Léa T. e sua história, das dificuldades imensas em se ter uma sexualidade atípica, não bem vista pela maior parte das pessoas.
    O transexualismo se caracteriza por a pessoa não aceitar o seu sexo genético/biológico/anatômico, se sentindo como pertencente ao outro sexo. Nem todo o transexual é homossexual (lembrando que ser homosexual significa ter desejo sexual por pessoas do mesmo sexo) e há muitos transexuais que inclusive, não tem vida sexual alguma, até porque os aspectos relativos a sua sexualidade causam muito desconforto emocional.
    Segundo a Organização Mundial da Saúde, o transexualismo ou transtorno de identidade de gênero é definido como:
    "Um desejo de viver e ser aceito como um membro do sexo oposto, usualmente acompanhado por uma sensação de desconforto ou impropriedade de seu próprio sexo anatômico e um desejo de se submeter a tratamento hormonal e cirurgia para tornar seu corpo tão congruente quanto possível com o sexo preferido.
    Para que esse diagnóstico seja feito, a identidade transexual deve ter estado presente persistentemente por pelo menos 2 anos e não deve ser um sintoma de um outro transtorno mental, tal como esquizofrenia, nem estar associada a qualquer anormalidade intersexual, genética ou do cromossomo sexual."
    Uma vez confirmada a condição de transexualismo a lei assegura a pessoa a possibilidade de, se ela assim desejar, fazer a cirurgia chamada cirurgia de transgenitalização ou de redesignação sexual. No Brasil a cirurgia é realizada exclusivamente em hospitais universitários ou públicos, para fins de pesquisa e de forma gratuita, em maiores de 21 anos, que já tenham ao menos 2 anos de vivência como o sexo oposto e com acompanhamento psicológico durante todo processo.
    Além de todas as questões biológicas a serem enfrentadas, a pessoa que é transexual tem ainda que lidar com a mais dura de todas as provas: o preconceito da sociedade. Ninguém "escolhe" ser transexual, assim como ninguém escolhe ser homosexual ou heterosexual. Não é uma questão de escolha ou doença a ser curada. É uma condição onde o corpo físico não é compatível com a identidade daquele indivíduo, questão esta que pode ser solucionada, ao menos em parte, com as técnicas cirúrgicas e de reposição hormonal que são aperfeiçoadas a cada dia.
    Mas mais que a ciência avançar, nós, seres humanos, precisamos evoluir.
    Evoluir para aceitar o diferente, para aprendermos a nos colocar no lugar do outro (já imaginou por quanto sofrimento estas moças já passaram por terem nascido com o "sexo trocado"?), para não julgar sem conhecer.
    Pense nisto, garota moderna. O mundo só melhora quando nós mesmas somos parte da mudança.

    Dia Mundial na Luta contra AIDS

    http://www.poracaso.com/wordpress/wp-content/uploads/2008/03/belezabrasileira-ad.jpg
    Imagem: Google


    Hoje vimos no mundo todo várias manifestações em prol da luta contra a AIDS.
    Nós, que somos Garotas Modernas, não abrimos mão da proteção, porque AIDS ainda não tem cura, mas é fácil evitar: não esqueça a camisinha!