Garotas Modernas : Netflix Garotas Modernas : Netflix
  • Categoria: Netflix
  • Dica de série no Netflix: Boneca Russa



    Para quem como eu pretende usar os dias de Carnaval pra descansar a série Russian Doll é uma ótima dica pra quem curte Netflix.

    Russian Doll (Boneca Russa) é uma série de comédia dramática, criada por 3 mulheres: Natasha Lyonne (que também faz o papel da protagonista), Amy Poehler e Leslye Headland.
    Na série Nadia revive nos 8 episódios a sua festa de aniversário de 36 anos onde morre no final e traz vários questionamentos sobre saúde mental, álcool e drogas, sexo, amizades e amor.
    A história de passa em NY e só tem atores excelentes. Mesmo que pareça repetitivo cada episódio é bem amarrado e dá vontade de “quero mais”.
    Com humor ácido e tiradas engraçadíssimas Nadia revive o dia da sua morte (e seu aniversário) até conseguir entender porque está vivendo um “Dia da Marmota” (quem aí lembra do filme onde o mesmo dia infernal se repete?).
    São apenas 8 episódios e dá pra maratonar tranquilamente durante o Carnaval.
    E você? Vai se jogar no bloquinho ou também vai ficar no Netflix & pipoca?

    Alias Grace: triste, louca ou má? Uma série que vale a pena assistir no Netflix

    Imagem: Netflix

    Esta semana terminei de ver a série Alias Grace (ou Vulgo Grace), disponível no Netflix, que nasceu do livro homônimo da autora canadense Margaret Atwood, que também escreveu  O Conto da Aia,  que se transformou na série The Handmaid’s Tale.
    Tanto o roteiro adaptado quanto a direção dos seis episódios são assinados por mulheres: Sarah Polley e Mary Harron respectivamente.
    A série e o livro tem personagens fictícios (como o médico Dr. Simon Jordan - uma espécie de psiquiatra que tenta desvendar se Grace é ou não culpada dos crimes), mas é baseada na história real e bem documentada da empregada doméstica Grace Marks e o cocheiro James McDermott, acusados de matar o patrão,  o fazendeiro Thomas Kinnear e a governanta da casa, Mary Montgomery (interpretada por Anna Paquin), que foram encontrados no porão da casa onde viviam, ele com um tiro e ela desmembrada. As duas vítimas tinham sido amantes e a governanta estava grávida quando foi morta.
    Grace e James foram condenados à morte por enforcamento, mas numa reviravolta no tribunal a pena de Grace, que tinha apenas 16 anos na época, foi convertida à prisão perpétua. 
    Se a violência perpetrada por mulheres assusta e fascina até hoje (vide caso de Suzane Von Richthofen), imagine no século XIX.
    Grace, interpretada de maneira impecável por Sarah Gadon, nasceu na Irlanda provavelmente em 1828, atravessou o Atlântico com a família e chegou ao Canadá em 1840, quando ela tinha 12 anos. Filha mais velha de muitos irmãos, perdeu a mãe na viagem e vivia sob o domínio de um pai violento e da pobreza até começar a trabalhar como empregada doméstica.
    O crime ocorrido no dia 28 de julho de 1843 provocou grande comoção na época, havendo pessoas contra e a favor à condenação de Grace. Enquanto algumas pessoas a viam como uma assassina fria e doentia outras a enxergavam como uma vítima das circunstâncias.
    Na verdade Grace jamais confessou os crimes ou negou ter cometido os mesmos, pois alegou não lembrar do que aconteceu no dia dos assassinatos. Ela foi presa junto com James enquanto eles tentavam fugir para os EUA. A real participação de Grace nos dois assassinatos jamais foi provada. 
    Por causa da dúvida que pairava sobre sobre sua sanidade mental ela foi enviada para um sanatório, o Provincial Lunatic Asylum por 15 meses no ano de 1852, tendo ficado encarcerada na Penitenciária de Kingston na maior parte do tempo de sua prisão, de onde foi libertada 30 anos depois quando foi concedido o perdão. Depois da sua libertação ela se mudou para Nova York onde viveu até desaparecer em 1873.
    Na parte fictícia da história contada no livro e na série, em busca por libertar Grace da prisão onde ela já cumpria pena há 15 anos, simpatizantes da jovem empregada chamam o médico Simon Jordan (Edward Holcroft) para avaliá-la e tentar fazê-la superar a tal amnésia.
    Nas conversas com o jovem médico Grace conta sua vida, as inúmeras violências pelas quais passou, o machismo opressor que dominava a sociedade na época e as implicações disto em sua formação.
    Enquanto ela costura uma colcha de retalhos ela conta sua vida desde a ida para o Canadá, tentando unir pedaços de sua memória. Em muitos momentos não sabemos se ela está falando a verdade, se está deliberadamente inventando fatos ou se são delírios de alguém psicologicamente frágil.
    Mais importante que saber se Grace foi ou não culpada é ver como as suas relações são construídas, como questões de gênero, poder financeiro e situações imprevisíveis impactam na vida de uma menina que chega ao novo mundo de forma totalmente despreparada e ingênua para se tornar uma espécie de celebridade das páginas policias na época vitoriana.
    A história da real Grace me parece com o início daquela música Triste, Louca ou Má:

    "Triste, louca ou má
    Será qualificada
    Ela quem recusar
    Seguir receita tal
    A receita cultural
    Do marido, da família
    Cuida, cuida da rotina""


    Teria sido Grace triste, louca ou má?
    Jamais saberemos.

    O estilo de Millie Bobby Brown, a Eleven de Stranger Things, em 10 looks lindos

    de vestido Rodarte, na premiação MTV Music Awards 2017 
    Imagens: Cosmopolitan Espanha

    Ela é só uma menina, mas também é uma estrela da TV e certamente um grande talento.
    Millie Bobby Brown, a Eleven de Stranger Things, tem um estilo divertido e já pode ser considerada uma fashionista mesmo sendo tão jovem.

     de vestido bailarina Calvin Klein para Appointment, no Emmy 2017
     vestidinho preto e branco com saltinho quadrado
     conjuntinho estampado e botas curtinhas
    de millenial pink
    toda trabalhada nas estampas, texturas e sobreposições
    amei a jaqueta bomber com caveirinha e a bota super rocker
    para o Globo de Ouro 2017, de Jenny Packham
     no Emmy 2016, de Red Valentino
    ela contou que a mãe a ajuda a escolher seus looks

    Já cheia de estilo aos 13!


    Desejo do dia: camiseta Stranger Things da Louis Vuitton

     
    Imagens: Vogue UK | Harpers Bazaar UK

    Eu amo a série Stranger Things (as referências aos anos 80 são irresistíveis) e adorei esta camiseta desfilada pela Louis Vuitton no mês passado em Paris, parte de um dos looks da coleção Primavera/Verão 2018.
    De olho no Upside Down Nicolas Ghesquière fez uma camiseta estampada com um dos novos pôsteres da segunda temporada da série 2, que por sua vez foi inspirado em cartazes cinematográficos dos anos 70 e 80 (mais precisamente no do filme Stand By Me - no Brasil, Conta Comigo).
    Nela, que tem uma correntinha no decote, aparecem o quarteto principal dos meninos - Will (Noah Schnapps), Mike (Finn Wolfhard), Lucas (Caleb McLaughlin) e Dustin (Gaten Matarazzo). A camiseta foi usada sobreposta à uma camisa com ar boêmio, calça cor de rosa bem clarinha e tênis.
    Na Internet tem um monte de lojas vendendo camisetas inspiradas na série e quem quiser copiar a da Louis Vuitton basta mandar imprimir o poster abaixo na sua camiseta preta favorita.;)

    Desejei!

    Mindhunter: livro e série do Netflix que mostram tudo sobre os Serial Killers

    Imagens: Netflix


    Mindhunter é a nova série original do Netflix, inspirada no livro Mindhunter: O Primeiro Caçador de Serial Killers Americano, escrito por John Douglas e Mark Olshaker, lançado no Brasil pela Editora Intrínseca.
    Estou terminando o livro e já vi toda primeira temporada do seriado, que tem seus 10 capítulos disponíveis no Netflix, foi dirigida por David Fincher, que também atuou como diretor da série House of Cards e filmes como Seven, O Clube da Luta e Zodíaco.
    Tanto o livro quanto a série contam a história real de John Douglas, que no seriado tem o nome Holden Ford  (interpretado por Jonathan Groff), que trabalhou na Unidade de Apoio Investigativo do FBI durante a década de 70, quando começou a estudar e traçar o perfil psicológico de assassinos em série, numa época em que o termo serial killer nem havia sido criado por ele e sua equipe. 

    Ele e seu parceiro do FBI na série, Bill Tench (interpretado por Holt McCallany e inspirado no agente Robert K. Ressler), entrevistaram criminosos famosos e perigosos como Charles Manson, cujos seguidores mataram sete pessoas, inclusive a esposa grávida de 9 meses do cineasta Roman Polanski, Sharon Tate e mais quatro amigos em sua casa em um bairro nobre em Los Angeles, na Califórnia. 
    Eles procuravam entender como funciona a mente dessas pessoas (na sua maioria homens brancos), se colocando tanto no lugar da vítima quanto do criminoso, para assim tentar prever os passos dos assassinos em série e outros tipos de psicopatas, que em geral possuíam um passado de violência e abusos na infância. 
    Depois de algum tempo junta-se à eles a Dra. Wendy Carr - baseada na vida real da Dra. Ann Wolbert Burgess, pioneira na enfermagem forense  (interpretada por Anna Torv), uma especialista em comportamento humano que não é agente do FBI mas presta uma espécie de consultoria ao projeto.
    Cameron Britton no papel de Ed Kemper e o assassino em foto real

    A série retrata a tentativa de compreender o que há por trás da motivação de um psicopata, que vai além do ato de tirar a vida de outras pessoas. Todo o elenco atua com perfeição e posso destacar a atuação incrível de Cameron Britton no papel de Ed Kemper (foto acima), que ficou conhecido por matar mulheres (inclusive sua mãe) e depois ter relações sexuais com os cadáveres de suas vítimas- Ed Kemper é um homem enorme, mas que mostra calma e até uma certa cordialidade ao conversar com os agentes falando dos seus crimes e motivações, de forma quase simpática e ao mesmo tempo assustadora.
    Assim como Jack Crawford em O Silêncio dos Inocentes, o agente especial John Douglas  confrontou, entrevistou e estudou dezenas de serial killers e assassinos, incluindo Charles Manson, Ted Bundy e Ed Gein durante as mais de duas décadas que atuou no FBI para construir o que hoje se chama de B.A.U., a Behavioral Analysis Unit, unidade especial do FBI retratada no seriado Criminal Minds, um dos meus favoritos (embora seja bastante pesado).
    Os 10 episódios da série estão disponíveis desde o dia 13 de outubro no Netflix.

    Abaixo um pouco mais sobre o que é Psicopatia e o que é Esquizofrenia (ou Psicose), num texto que redigi para minhas aulas de Psicologia na Graduação (fui professora de graduação e pós por 10 anos):

    Esquizofrenia


    • Psicose onde a pessoa começa a apresentar sintomas de afastamento da realidade
    • Atinge aproximadamente 1% da população
    • Geralmente iniciada antes dos 25 anos nos homens
    • Nas mulheres a doença ocorre mais tarde, por volta dos 29/30 anos
    • Ocorre em qualquer camada sócio-cultural
    • Apenas 2% dos esquizofrênicos apresentam a doença já na infância
    • Atualmente cerca de 5% da população mundial têm esquizofrenia
    • No Brasil 800 mil pessoas são esquizofrênicas
    • O risco sobe para 13%, se um parente de primeiro grau é portador da doença
    • No caso de gêmeos idênticos, se um deles tem esquizofrenia, a possibilidade de o outro desenvolver o quadro é de 50%.
    Psicopatia

    • Não confundir com psicótico (doente mental que sofre de psicose, de delírios). Psicopata refere-se a uma condição que é uma característica de personalidade, por isso não é uma doença propriamente dita. O indivíduo, devido a esta peculiaridade de ser, sofre ou faz sofrer aos outros.
    • O psicopata é um indivíduo quase sempre impulsivo, incapaz de tolerar frustrações, não consegue atingir os sentimentos superiores (amor, altruísmo, sentimentos, espirituais), sendo um ser egoísta e por isso apresenta quase sempre condutas não aceitas socialmente, apesar de serem compreendidas (não se comportam como "loucos").
    • Os traços psicopáticos acentuam-se na adolescência e, segundo alguns autores, acompanham o indivíduo por toda sua vida. O psicopata geralmente não se motiva a procurar psicoterapia (se o faz é para conseguir outro intento que não o do seu amadurecimento) e por isso é tido como condição irrecuperável.

    Favoritos na Netflix: sugestões de séries e sobre Greys Anatomy



    Ano novo, tag nova aqui pelo blog!
    Adoro a Netflix e descobri há alguns meses, com 10 anos de atraso, a série Greys Anatomy, que é super consagrada, ganhadora de muitos prêmios e que incrivelmente não tinha me conquistado até então.
    Fui arrebatada pela série em setembro, quando meu marido fez uma viagem de negócios com duração de 2 meses para o exterior (e como estava com reforma aqui em casa e com a Zoé doente, não pude ir me encontrar com ele sequer uma vez - ficamos 60 dias separados, só nos vendo/falando pela Internet).
     E aqui, aqueles 2 meses longos e difíceis (além da reforma, choveu praticamente 50 dias dos 60) ficaram um pouco menos piores pois resolvi começar a ver uma série do zero para me distrair e escolhi Greys Anatomy por ser super bem conceituada e ter todas as temporadas dispiníveis na Netflix.
    Logo depois dos primeiros episódios já estava totalmente envolvida pelos personagens e histórias e continuo adorando a série - estou na sétima temporada.;)
    Impossível não ficar viciada em Greys Anatomy: os personagens são incríveis, a trilha sonora é maravilhosa e vários episódios fazem o coração quase parar de bater de tanta emoção: tem romance, sexo, drama, morte (***spoiler*** - inclusive de MUITOS dos personagens que você ama), humor, amor... Realmente me fez muita companhia naqueles dois meses sem marido em casa e é ótima para quem está a fim de aproveitar as férias para uma boa maratona no Netflix.
    Das minhas favoritas da vida toda disponíveis na Netflix estão Friends, Criminal Minds, CSI, The Following, Dexter, How I Meet You Mother, Downton Abbey, Narcos, Spartacus, House, Mr Selfriedge, Call the Midwife, Breaking Bad... E deve ter mais alguma coisa que não citei.
    Claro que também amo outras que não estão na Netflix, como Sex and the City, Game of Thrones, The Tudors... 
    E você, também gosta de fazer maratonas na Netflix?;)