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  • A Elegância do Agora: o mais novo livro de Costanza Pascolato



    Costanza Pascolato, que tive a sorte de conhecer através de sua filha, Consuelo Blocker, está prestes a lançar seu quinto livro, “A Elegância do Agora” (editora Tordesilhas), que traz fotos de Bob Wolfenson e ilustrações de Brunna Mancusi. 



    O lançamento está previsto para dia 9 de setembro, dez dias antes de o ícone da moda no Brasil completar 80 anos. No livro ela fala sobre como viver sozinha, traz dicas de estilo e fala sobre comportamento. 
    Segundo ela: “Até os 60 você é jovem, depois fica adulta."
    Já quero o meu!



    Coleção... Você faz?


    coleção de sapatos?
    fuckyeahrings
    de anéis?

    de esmaltes?
    de bolsas?

    de maquiagens?

    de objetos cor de rosa (ou de uma outra cor)?
    Imagens: I Wish/Love Shot


    Você faz algum tipo de coleção ou compra algum tipo de coisa mais do que outras?
    Eu tenho adoração por sapatos, livros e revistas há muitos anos e ando aumentando consideravelmente a minha mania por maquiagens e esmaltes.
    E você, querida garota moderna, gosta de colecionar/comprar que tipo de objeto?

    O novo livro de Gisele Bundchen


    Foi divulgada a capa da edição americana do livro de Gisele Bundchen, que já está disponível em pré-venda na Amazon.
    A top compartilhou a imagem no Instagram com a seguinte mensagem: “Feliz em compartilhar que meu livro sairá no dia 2 de outubro! Escrever esse livro foi uma experiência transformadora e intensa para mim. Lembrar de várias histórias que estavam adormecidas dentro de mim me fez sentir vulnerável e emotiva, mas, ao olhar para minhas sombras e inseguranças, aprendi a me aceitar e me amar de uma maneira mais profunda. Minha intenção, ao escrever este livro, é compartilhar como eu superei certos desafios em minha vida, com a esperança de que possa ajudar de alguma forma outras pessoas que estivessem passando por experiências semelhantes. Meus rendimentos deste livro irão ao projeto Água Limpa, que ajuda a proteger as fontes de água para futuras gerações.” 
    O livro também vai ser publicado em português, com lançamento previsto para o mês de outubro.

    Sugestão de livro: Uma Pergunta Por Dia


    O livro Uma Pergunta Por Dia, de Potter Style e Lourdes Sette, foi uma descoberta bacana que fiz este ano. Com capa dura, em tamanho pocket e borda das páginas em dourado, ele realmente parece um diário de antigamente e propõe que o leitor responda uma questão por dia, das mais simples às mais complexas, por cinco anos consecutivos.
    Estou fazendo o meu desde o início do ano e tenho recomendado o livro para todos os meus pacientes (sou psicóloga), como um  instrumento de autoconhecimento.
    Uma ótima ideia para presentear!

    Vida antes da morte

    Imagem: Pinterest

    Esta semana reli o discurso que o escritor americano David Foster Wallace fez na formatura dos seus alunos do Kenyon College, em 2005.
    Ele começa assim:
    "Há dois peixes jovens nadando e eles por acaso encontram um peixe mais velho nadando na direção oposta, que pisca para eles e diz, “Bom dia, rapazes, como está a água?”. E os dois peixes jovens continuam nadando por um tempo, e então um deles olha pro outro e diz, “Que diabos é água?”. "
    (...)
    E termina assim:
    "A verdade com V maiúsculo diz respeito à vida antes da morte. Diz respeito a chegar aos 30 anos, ou talvez aos 50, sem querer dar um tiro na própria cabeça. Diz respeito à consciência – consciência de que o real e o essencial estão escondidos na obviedade ao nosso redor – daquilo que devemos lembrar, repetindo sempre: “Isto é água, isto é água.”"
    Na data em que se comemora o Dia das Crianças precisamos estar ainda mais atentos a isto: que mais importante do que nossas posses, nossa educação formal, nossas vaidades, é a nossa consciência de quem somos e do mundo que nos rodeia. Que mais importante que nossas pequenas ou grandes infelicidades, as mazelas diárias, as dificuldades ou as vitórias é o simples fato de se estar VIVO!
    Que a gente simplesmente não passe pela vida sem viver. 
    David Foster Wallace escreveu A Graça Infinita, sucesso entre críticos e leitores e não conseguiu vencer a luta contra a depressão, que o acompanhava desde a infância. Ele se suicidou em 2008 mas nos deixou um legado cheio de sensibilidade.

    Que este feriado encha todos nós de esperança em tempos melhores e, principalmente, esperança em nós mesmos.

    Segue o texto original de David Wallace.

    ISTO É ÁGUA
    David Foster Wallace

    "Há dois peixes jovens nadando ao longo de um rio, e eles por acaso encontram um peixe mais velho nadando na direção oposta, que pisca para eles e diz, “Bom dia, rapazes, como está a água?”. E os dois peixes jovens continuam nadando por um tempo, e então um deles olha pro outro e diz, “Que diabos é água?”.
    Se você está preocupado pensando que eu estou planejando me apresentar aqui como o peixe velho e sábio explicando o que é água, por favor não fique. Eu não sou o peixe velho e sábio. O ponto imediato da história dos peixes é que as realidades mais óbvias, ubíquas e importantes são frequentemente as mais difíceis de se ver e discutir. Declarada como uma frase, é claro, isso é só um lugar-comum banal – mas o fato é que, nas trincheiras diárias da existência adulta, lugares-comuns banais podem ter importância de vida ou morte.
    É claro que o principal requerimento de discursos de formatura como esse é que eu devo falar sobre o significado da sua educação de Ciências Humanas, tentar explicar por que o diploma que você acabou de receber tem algum valor humano real ao invés de apenas compensação material. Então vamos falar do maior clichê do gênero do discurso de formatura, que é que a educação de ciências humanas não tem o propósito de te encher de conhecimento, mas sim de ensiná-lo a pensar. Aqui vai outra historinha didática:
    Tem dois caras sentados juntos num bar numa região remota do Alaska. Um dos caras é religioso, o outro é ateu, e os dois estão discutindo sobre a existência de Deus com a intensidade especial que vem depois da quarta cerveja. E o ateu diz: “Olha, não é como se eu não tivesse razões verdadeiras pra não acreditar em Deus. Não é como se eu nunca tivesse experimentado essa coisa toda de Deus e oração. Mês passado uma nevasca terrível me pegou longe do acampamento, eu tava completamente perdido, e não conseguia ver nada, e tava 25 graus negativos, então eu tentei: eu caí de joelhos na neve e gritei ‘Ó Deus, se existir um Deus, eu tô perdido nessa nevasca, e eu vou morrer se você não me ajudar.'” E agora, no bar, o cara religioso olha pro ateu confuso. “Bem, então você deve acreditar agora”, diz ele. “Afinal, aqui está você, vivo.” O ateu rola os olhos. “Não, cara, o que aconteceu é que dois esquimós por acaso apareceram por lá e me mostraram o caminho do acampamento.”
    É fácil fazer uma análise literária dessa história: A mesma exata experiência pode significar duas coisas completamente diferentes para duas pessoas completamente diferentes, considerando os diferentes modelos de crença e as diferentes formas de construir significado de uma experiência. Porque nós valorizamos tolerância e diversidade de crença, não queremos na nossa análise literária afirmar que a interpretação de um cara é verdadeira e a interpretação do outro cara é falsa ou ruim. O que não tem problema, só que nós também acabamos nunca falando sobre de onde vêm esses modelos e crenças diferentes.
    Quero dizer: de onde eles vêm dentro dos dois caras? É como se a orientação ao mundo mais básica de uma pessoa, e o significado de sua experiência, fossem de alguma forma simplesmente impressos nos genes, como altura ou tamanho do sapato – ou automaticamente absorvidos da cultura, como linguagem. Como se a forma em que construímos significado não fosse uma questão de escolha pessoal e intencional. Além disso, há toda a questão de arrogância. O cara não-religioso está completamente certo na sua rejeição da possibilidade de que os esquimós tiveram qualquer coisa a ver com sua oração e pedido de ajuda. Verdade, existem também muitas pessoas religiosas que parecem arrogantes e certas de suas próprias interpretações. Elas provavelmente são muito mais repulsivas do que os ateus, pelo menos para a maioria. Mas o problema do religioso dogmático é exatamente o mesmo do descrente da história: certeza cega, uma mente fechada que representa um aprisionamento tão completo que o prisioneiro nem sabe que está encarcerado.
    O ponto aqui é que isso é uma parte do que me ensinar como pensar significa. Ser um pouco menos arrogante. Ter um pouco de consciência crítica sobre mim e minhas certezas. Porque uma grande porcentagem das coisas sobre as quais eu costumo automaticamente ter certeza é, na verdade, totalmente errada ou ilusória. Eu aprendi isso do jeito difícil, e eu aposto que vocês também vão.
    Aqui vai um exemplo de algo completamente errado que eu costumo automaticamente ter certeza: tudo na minha experiência apóia minha crença profunda de que eu sou o centro absoluto do universo, a pessoa mais real, vívida e importante que existe. Nós raramente falamos sobre esse tipo de egocentrismo natural e básico, porque ele é tão socialmente repulsivo, mas é basicamente o mesmo para todos nós, no fundo. É a nossa configuração padrão, impressa nos nossos circuitos desde o nascimento. Pense nisso: você nunca teve uma experiência da qual você não foi o centro absoluto. O mundo como nós o vemos está bem na sua frente, ou atrás de você, ou à sua esquerda ou à sua direita, na sua TV, no seu monitor, ou o que for. Os pensamentos e sentimentos de outras pessoas precisam ser comunicados pra você de alguma forma, mas os seus próprios são tão imediatos, urgentes, reais… você entendeu.
    Mas por favor, não se preocupe pensando que eu estou me preparando pra pregar pra você sobre compaixão ou desprendimento ou as supostas “virtudes”. Isso não é uma questão de virtude, é uma questão de eu escolher fazer o trabalho de alterar ou me livrar da minha configuração padrão natural, que é ser profundamente e literalmente egocêntrico, e ver e interpretar tudo pela lente do eu. Pessoas que conseguem ajustar sua configuração padrão natural dessa forma são geralmente descritas como “bem ajustadas”, o que eu lhe sugiro que não é um termo acidental.
    Como vocês devem saber, é extremamente difícil se manter alerta e atento, ao invés de se hipnotizar pelo monólogo constante dentro da sua próprio cabeça (pode estar acontecendo agora). Vinte anos depois da minha gradução, eu cheguei à conclusão de que o clichê sobre a educação de Humanas sobre te ensinar como pensar é na verdade uma simplificação de uma idéia muito mais profunda e séria: aprender como pensar significa como exercer controle sobre como e o que você pensa. Significa estar ciente e consciente o suficiente para escolher no que você presta atenção e escolher como você constrói significado de uma experiência. Porque se você não exercitar esse tipo de escolha na vida adulta, você está lascado.
    Pense no velho clichê sobre a mente ser “um ótimo servo mas um terrível mestre.” Esse, como vários outros clichês, tão bobo e broxante na superfície, na verdade expressa uma grande e terrível verdade. Não é mera coincidência que adultos que se suicidam com armas de fogo quase sempre atiram na cabeça. Eles atiram no terrível mestre. E a verdade é que a maioria desses suicídas estão mortos muito antes de puxarem o gatilho. E eu sugiro que esse é o verdadeiro valor da educação de Humanas: como evitar viver sua confortável e próspera vida adulta morto, inconsciente, um escravo da sua cabeça e da sua configuração padrão natural de ser unicamente, completamente, imperialmente sozinho, dia após dia. Isso pode soar como hipérbole ou baboseira abstrata. Vamos deixar mais concreto.
    O fato é que vocês jovens graduados não fazem idéia do que realmente significa “dia após dia”. Há por acaso partes enormes da vida adulta americana sobre as quais ninguém fala nesses discursos de formatura. Uma dessas partes envolve tédio, rotina e frustrações triviais. Seus pais vão saber muito bem do que eu estou falando.
    Por exemplo, digamos que é um dia comum, e você acorda de manhã, e você vai pro seu trabalho exigente, e você trabalha duro por nove ou dez horas, e no fim do dia você está cansado e estressado, e tudo que você quer fazer é ir pra casa e jantar e talvez relaxar por algumas horas e então cair na cama cedo porque você tem que acordar no dia seguinte e fazer tudo de novo. Mas aí você lembra que não tem comida em casa – você não teve tempo de fazer compras essa semana, por causa do seu trabalho exigente – e então agora, depois do trabalho, você tem que entrar no seu carro e dirigir até o supermercado. É o fim do expediente, e o tráfego está horrível, então chegar no lugar demora muito mais do que deveria, e quando você finalmente chega lá, o supermercado está muito cheio, porque, é claro, é a hora do dia que todas as outras pessoas com emprego também tentam espremer um tempo pra fazer compras, e a iluminação da loja é fluorescente e medonha, e no som toca algum pop corporativo ou Muzak que destrói a alma, e é basicamente o último lugar que você quer estar. Mas você não pode entrar e sair rapidamente: você tem que vagar pelos corredores lotados dessa loja enorme e exageradamente iluminada para achar as coisas que você quer, e você tem que manobrar o seu carrinho de compras enferrujado por todas essas outras pessoas cansadas e apressadas que também empurram carrinhos, e é claro que também estão lá as pessoas idosas se movendo num ritmo glacial e as pessoas espaçosas e as crianças que bloqueiam os corredores e com as quais você tenta ser educado quando pede para elas deixarem você passar – e finalmente, você pega tudo que precisa pro jantar, só que agora não tem caixas abertos suficientes apesar de ser a correria do fim do dia, então a fila do caixa está incrivelmente longa, o que é estúpido e irritante, mas você não pode despejar sua fúria na moça agitada trabalhando no caixa, que está sobrecarregada num emprego cujo tédio diário e insignificância ultrapassam a imaginação de qualquer um de nós nessa faculdade prestigiada.
    De qualquer forma, você finalmente chega na frente do caixa, e paga pela sua comida, e espera receber seu cartão autenticado pela máquina, e então desejam-lhe “um bom dia” numa voz que é a absoluta voz da morte, e então você tem que levar seus sacos de plástico frágil no seu carrinho através do estacionamento cheio, esburacado e sujo, e você tenta colocar os sacos no seu carro de forma que tudo não caia das sacolas e role pelo seu porta-malas no caminho para casa, e então você tem que dirigir para casa no tráfego lento de hora do rush, cheio de SUVs e picapes, etc, etc.
    O ponto é que merda trivial e frustrante desse tipo é exatamente onde entra o trabalho de escolher. Porque os engarrafamentos e corredores lotados e longas filas do caixa me dão tempo para pensar, e se eu não tomar uma decisão consciente sobre como pensar e no que prestar atenção, eu vou ficar enfezado e miserável toda vez que eu for comprar comida, porque minha configuração padrão natural é a certeza de que situações como essa são na verdade só sobre mim, sobre minha fome e meu cansaço e meu desejo de chegar em casa, e vai parecer que todos os outros estão no meu caminho, e quem é esse povo, mesmo? E olha o quão repulsivo é boa parte deles, e como aqui na fila do caixa eles parecem estúpidos, olhos mortos, não-humanos, como vacas, ou o quão irritante e rude são as pessoas que estão falando alto no celular no meio da fila, e olha como isso é profundamente injusto: eu trabalhei duro o dia inteiro e estou faminto e cansado e não posso nem chegar em casa para comer e relaxar por causa de todo esse maldito povo idiota.
    Ou, se eu estou na forma mais socialmente consciente da minha configuração padrão, eu posso passar o tempo no engarrafamento do fim do dia ficando irritado e enojado com todos esses SUVs e picapes e caminhonetes enormes, idiotas, que bloqueiam pistas, queimando e desperdiçando seus tanques egoístas de 40 galões de gasolina, e eu posso considerar o fato de que adesivos religiosos ou patrióticos costumam estar pregados nos veículos maiores e mais egoístas, dirigidos pelos motoristas mais feios, imprudentes e agressivos, que geralmente estão falando no celular enquanto cortam os outros pra avançar 10 metros idiotas num engarrafamento, e eu posso pensar sobre como os filhos dos nossos filhos vão nos desprezar por gastar todo o combustível do futuro e provavelmente estragar o clima, e quão mimados e estúpidos e nojentos nós somos, e como a sociedade consumista moderna é um saco, e assim por diante. Você entendeu.
    Se eu escolher pensar assim na loja ou na rua, tudo bem, muitos de nós pensam – só que pensar dessa forma costuma ser fácil e automático e não precisa ser uma escolha. É a minha configuração padrão natural. É a forma automática de como eu vivo as partes chatas, frustrantes e lotadas da vida adulta quando eu estou operando na crença automática, inconsciente de que eu sou o centro do mundo, e que minhas necessidades imediatas e sentimentos são o que deve determinar as prioridades do mundo.
    A questão é que, é claro, há formas completamente diferentes de se pensar sobre esses tipos de situações. Nesse trafego, todos esses veículos parados no meu caminho, não é impossível que algumas dessas pessoas nas caminhonetes já estiveram em acidentes de carro horríveis no passado e agora acham dirigir tão aterrorizante que seus terapeutas praticamente ordenaram que elas comprem uma caminhonete grande e pesada para que se sintam seguras o suficiente para dirigir novamente. Ou que a picape que acabou de me cortar talvez esteja sendo dirigida por um pai cujo filho esteja ferido ou doente no banco de passageiros, e ele está tentando levar essa criança pro hospital, e ele está numa pressa maior e mais legítima que a minha – ou seja, sou eu que estou no caminho dele. Ou eu posso me forçar a considerar a possibilidade de que todo mundo na fila do supermercado está tão entediado e frustrado quanto eu, e que algumas dessas pessoas tem uma vida mais difícil, tediosa e dolorosa que a minha.
    Novamente, por favor não ache que eu estou dando conselho moral, ou que estou dizendo que você deve pensar dessa forma, ou que qualquer um espere que você automaticamente faça isso. Porque é difícil. Requer determinação e esforço, e se você é como eu, alguns dias você não vai conseguir fazê-lo, ou simplesmente não vai querer.
    Mas na maioria dos dias, se você está ciente o bastante para se dar uma escolha, você pode escolher outra forma de olhar para essa senhora obesa, de olhos mortos e maquiagem exagerada, que acabou de gritar com o filho na fila do supermercado. Talvez ela não seja assim, geralmente. Talvez ela esteja acordada três noites seguidas segurando a mão do seu marido que está morrendo de câncer ósseo. Ou talvez essa mesma senhora seja a atendente do departamento de veículos motorizados, que ontem mesmo ajudou a sua esposa resolver algum problema chato através de um pequeno ato de bondade burocrática.
    É claro, nada disso é provável, mas também não é impossível. Só depende do que você quer considerar. Se você tem certeza automática de que sabe o que a realidade é, e você está operando na sua configuração padrão, então você, como eu, provavelmente não vai considerar possibilidades que não são irritantes ou miseráveis. Mas se você realmente aprender como prestar atenção, então você saberá que existem outras opções. Estará dentro da sua capacidade vivenciar uma situação lotada, lenta e quente como não só significante, mas sagrada, uma chama como a que criou as estrelas: amor, companheirismo, e a unidade mística de todas as coisas, no fundo.
    Não que essa coisa mística seja necessariamente verdade. A única coisa que é Verdade com v maiúsculo é que você decide como vai tentar vê-la.
    Essa, eu afirmo, é a verdadeira educação, a de aprender como ser bem ajustado. Você vai conscientemente decidir o que tem significado e o que não tem. Você decide o que venerar.
    Porque aqui está algo que é estranho mas real: nas trincheiras diárias da vida adulta, não existe algo como o ateísmo. Não existe “não venerar”. Todo mundo venera. A única escolha que temos é o que venerar. E a razão convincente para talvez escolher venerar algum tipo de deus ou coisa espiritual – seja JC, Alá, ou a Deusa Mãe dos Wicca, ou as Quatro Nobres Verdades, ou algum conjunto de princípios éticos invioláveis – é que praticamente qualquer outra coisa que você venerar vai te comer vivo.
    Se você venera dinheiro e coisas, se é aí que você encontra significado verdadeiro na vida, então você nunca terá o suficiente. É a verdade. Venere o seu corpo e beleza e atração sexual, e você sempre vai se sentir feio. E quando o tempo e idade começarem a aparecer, você vai morrer um milhão de mortes antes de finalmente te enterrarem. De certa forma, nós já sabemos dessas coisas. Elas já foram codificadas em mitos, provérbios, clichês, epigramas, parábolas – o esqueleto de toda grande história. O truque é manter a verdade evidente na consciência diária..
    Venere o poder, e você vai acabar se sentindo fraco e medroso, e você vai precisar de ainda mais poder sobre os outros para entorpecer o seu próprio medo. Venere seu intelecto, ser visto como esperto, e você vai acabar se sentindo estúpido, uma fraude, sempre à beira de ser descoberto. Mas a coisa insidiosa sobre essas formas de veneração não é que elas são más ou perversas – é que elas são inconscientes. Elas são a configuração padrão. São o tipo de veneração em que você gradualmente se acomoda, dia após dia, ficando mais e mais seletivo sobre o que você vê e como você mede valor sem jamais estar totalmente ciente do que está fazendo.
    E o suposto mundo real não irá te desencorajar de operar na sua configuração padrão, porque o suposto mundo real de homens e dinheiro e poder cantarola alegremente numa piscina de medo e raiva e frustração e desejo e veneração de si mesmo. Nossa própria cultura atual canalizou essas forças de formas que geraram extraordinária riqueza e conforto e liberdade pessoal. A liberdade de sermos senhores dos nossos pequenos reinados individuais, do tamanho de nossas caveiras, sozinhos no centro de toda a criação. Esse tipo de liberdade tem vários méritos. Mas é claro que há vários tipos diferentes de liberdades, e no grande mundo lá fora de querer e conseguir, você não irá ouvir muito sobre o tipo mais precioso. O tipo realmente importante de liberdade envolve atenção e consciência e disciplina, e ser capaz de realmente se importar com outras pessoas e se sacrificar por elas repetidamente numa miríade de formas triviais e pouco excitantes.
    Essa é a verdadeira liberdade. Isso é ser educado, e saber como pensar. A alternativa é a inconsciência, a configuração padrão, a corrida maluca, a constante e torturante sensação de ter tido, e perdido, alguma coisa infinita.
    Eu sei que essas coisas não soam divertidas ou joviais ou grandiosamente inspiradoras como um discurso de formatura deve soar. O que isso é, até onde eu sei, é a Verdade com v maiúsculo, com uma porção de sutilezas retóricas removidas. Você está, é claro, livre para pensar disso o que você quiser. Mas por favor não o rejeite como algum sermão hipócrita. Nada disso é realmente sobre moralidade ou religião ou dogma ou questões fantasiosas sobre vida após a morte. A Verdade com v maiúsculo é sobre vida antes da morte. É sobre o valor real de educação real, que não tem quase nada a ver com conhecimento, e tudo a ver com simples consciência – consciência daquilo que é real e essencial, tão escondido na obviedade ao nosso redor, o tempo todo, que nós temos que continuar relembrando repetidamente:
    “Isto é água.”
    “Isto é água.”
    É inimaginavelmente difícil fazer isso, se manter consciente e vivo no mundo adulto dia após dia. O que significa que mais um grande clichê acaba sendo verdade: sua educação realmente é o trabalho de uma vida toda. Eu lhes desejo muito mais que sorte."

    Tradução: Luis Calil 

    Mindhunter: livro e série do Netflix que mostram tudo sobre os Serial Killers

    Imagens: Netflix


    Mindhunter é a nova série original do Netflix, inspirada no livro Mindhunter: O Primeiro Caçador de Serial Killers Americano, escrito por John Douglas e Mark Olshaker, lançado no Brasil pela Editora Intrínseca.
    Estou terminando o livro e já vi toda primeira temporada do seriado, que tem seus 10 capítulos disponíveis no Netflix, foi dirigida por David Fincher, que também atuou como diretor da série House of Cards e filmes como Seven, O Clube da Luta e Zodíaco.
    Tanto o livro quanto a série contam a história real de John Douglas, que no seriado tem o nome Holden Ford  (interpretado por Jonathan Groff), que trabalhou na Unidade de Apoio Investigativo do FBI durante a década de 70, quando começou a estudar e traçar o perfil psicológico de assassinos em série, numa época em que o termo serial killer nem havia sido criado por ele e sua equipe. 

    Ele e seu parceiro do FBI na série, Bill Tench (interpretado por Holt McCallany e inspirado no agente Robert K. Ressler), entrevistaram criminosos famosos e perigosos como Charles Manson, cujos seguidores mataram sete pessoas, inclusive a esposa grávida de 9 meses do cineasta Roman Polanski, Sharon Tate e mais quatro amigos em sua casa em um bairro nobre em Los Angeles, na Califórnia. 
    Eles procuravam entender como funciona a mente dessas pessoas (na sua maioria homens brancos), se colocando tanto no lugar da vítima quanto do criminoso, para assim tentar prever os passos dos assassinos em série e outros tipos de psicopatas, que em geral possuíam um passado de violência e abusos na infância. 
    Depois de algum tempo junta-se à eles a Dra. Wendy Carr - baseada na vida real da Dra. Ann Wolbert Burgess, pioneira na enfermagem forense  (interpretada por Anna Torv), uma especialista em comportamento humano que não é agente do FBI mas presta uma espécie de consultoria ao projeto.
    Cameron Britton no papel de Ed Kemper e o assassino em foto real

    A série retrata a tentativa de compreender o que há por trás da motivação de um psicopata, que vai além do ato de tirar a vida de outras pessoas. Todo o elenco atua com perfeição e posso destacar a atuação incrível de Cameron Britton no papel de Ed Kemper (foto acima), que ficou conhecido por matar mulheres (inclusive sua mãe) e depois ter relações sexuais com os cadáveres de suas vítimas- Ed Kemper é um homem enorme, mas que mostra calma e até uma certa cordialidade ao conversar com os agentes falando dos seus crimes e motivações, de forma quase simpática e ao mesmo tempo assustadora.
    Assim como Jack Crawford em O Silêncio dos Inocentes, o agente especial John Douglas  confrontou, entrevistou e estudou dezenas de serial killers e assassinos, incluindo Charles Manson, Ted Bundy e Ed Gein durante as mais de duas décadas que atuou no FBI para construir o que hoje se chama de B.A.U., a Behavioral Analysis Unit, unidade especial do FBI retratada no seriado Criminal Minds, um dos meus favoritos (embora seja bastante pesado).
    Os 10 episódios da série estão disponíveis desde o dia 13 de outubro no Netflix.

    Abaixo um pouco mais sobre o que é Psicopatia e o que é Esquizofrenia (ou Psicose), num texto que redigi para minhas aulas de Psicologia na Graduação (fui professora de graduação e pós por 10 anos):

    Esquizofrenia


    • Psicose onde a pessoa começa a apresentar sintomas de afastamento da realidade
    • Atinge aproximadamente 1% da população
    • Geralmente iniciada antes dos 25 anos nos homens
    • Nas mulheres a doença ocorre mais tarde, por volta dos 29/30 anos
    • Ocorre em qualquer camada sócio-cultural
    • Apenas 2% dos esquizofrênicos apresentam a doença já na infância
    • Atualmente cerca de 5% da população mundial têm esquizofrenia
    • No Brasil 800 mil pessoas são esquizofrênicas
    • O risco sobe para 13%, se um parente de primeiro grau é portador da doença
    • No caso de gêmeos idênticos, se um deles tem esquizofrenia, a possibilidade de o outro desenvolver o quadro é de 50%.
    Psicopatia

    • Não confundir com psicótico (doente mental que sofre de psicose, de delírios). Psicopata refere-se a uma condição que é uma característica de personalidade, por isso não é uma doença propriamente dita. O indivíduo, devido a esta peculiaridade de ser, sofre ou faz sofrer aos outros.
    • O psicopata é um indivíduo quase sempre impulsivo, incapaz de tolerar frustrações, não consegue atingir os sentimentos superiores (amor, altruísmo, sentimentos, espirituais), sendo um ser egoísta e por isso apresenta quase sempre condutas não aceitas socialmente, apesar de serem compreendidas (não se comportam como "loucos").
    • Os traços psicopáticos acentuam-se na adolescência e, segundo alguns autores, acompanham o indivíduo por toda sua vida. O psicopata geralmente não se motiva a procurar psicoterapia (se o faz é para conseguir outro intento que não o do seu amadurecimento) e por isso é tido como condição irrecuperável.

    12 razões para ver Younger - uma série que vale a pena assistir


    Demorei muito para descobrir a série Younger, produzida por Darren Star o criador de Sex end the City e com Patricia Field, a figurinista da série de Carrie e suas amigas. A série começou em 2015 e já está em sua quarta temporada (assisti pela Internet).
    Liza (interpretada por Sutton Foster) é uma mãe recém separada de 40 anos de idade, cujo marido a abandonou por uma mulher mais jovem e a deixou cheia de dívidas, que tenta em vão conseguir um emprego depois de mais de 15 anos fora do mercado de trabalho. Ela tem uma filha, Caitillin, que está em um intercâmbio no exterior e deixa o subúrbio para viver em Nova York (mais precisamente no Brooklyn) com a sua melhor amiga, Maggie (Debi Mazar), que é artista plástica e lésbica.
    Depois de ter sido confundida com alguém bem mais jovem por um tatuador gatíssimo chamado Josh (Nico Tortorella), ela resolve com o incentivo de Maggie, fingir que tem 26 anos para conseguir um emprego.
    Assim ela consegue trabalho como a assistente de Diana (Miriam Shor) na Editora Empirical, cujo dono é o lindo e inteligente Charles, também na casa dos 40 anos. Em seu novo trabalho ela logo fica amiga de Kelsey (Hilary Duff), que tem 26 anos na trama e de sua roomate, a maluquinha e judia Lauren.


    Kelsey (Hilary Duff)

    Todo mundo mora em Nova York e a cidade e os figurinos, assim como Sex and the City e Gossip Girl, também deixam a série ainda mais interessante. Ela foi baseada no livro de mesmo nome de Pamela Redmond Satran, que li faz algum tempo e já foi renovada para sua quinta temporada.
    Os episódios curtos (22 minutos cada), recheados de bom humor mas também de muita reflexão sobre o mundo feminino, são altamente viciantes e fazem você querer ver tudo rapidinho.
    Questões ligadas às mulheres e ao preconceito em relação à idade, competição no mundo do trabalho, carreira X casamento e maternidade, gravidez depois dos 35, namoro entre pessoas de gerações diferentes e as dificuldades no amor, trabalho, sexo e amizade da atualidade aparecem muito na série que diverte, mas também faz pensar.
    Ainda está na dúvida se vale a pena assistir? Estes são meus 12 argumentos:


    Foi criada por Darren Star, que também fez Beverly Hills 90210 (Barrados no Baile), Melrose Place e Sex and the City
    O figurino perfeito criado por Patricia Field, de Sex and the City
    A cidade de NY em cenas mais atuais que SATC e Gossip Girl
    Tem uma trilha sonora incrível, que mistura sucessos atuais com os das décadas de 80 e 90
    Liza não entende nada de Internet, finge ter 26 quando na verdade tem 40 e precisa aprender tudo sobre a geração dos millenials rapidinho, o que rende boas risadas - a cena dela tentando entender como se faz uma conta do Twitter é ótima
    Tudo que está na moda nas redes sociais está lá na série: dos lugares aos modismos alimentares
    Liza representa muito bem a questão de muitas mulheres na faixa dos 40 anos, que tentam voltar ao mercado de trabalho depois de um longo tempo cuidando da família
    A amizade entre as mulheres da série é verdadeira e profunda
    Os crushes da Liza são lindos... Seja o tatuador de 26 anos, ou o dono da Editora Empirical de 40, são tão gatos e tem muita química com ela!
    Mostra o mercado editorial e o amor por livros
    O ótimo elenco, que tem Hillary Duff atriz  e cantora queridinha da Disney, linda e engraçada (e que não segue o padrão das super magras de Hollywood)
    Você vai rir bastante, mas também vai se emocionar

    Eu assisto online AQUI e também passa no canal a cabo E!.


    Dica de Leitura: A Livraria Mágica de Paris





    O verão pede um bom livro para acompanhar as horas de dolce far niente e A Livraria Mágica de Paris é emocionante, falando de amor, de perda e do poder dos livros. 
    Ganhei de aniversário de uma amiga querida (obrigada, Ruth), e me apaixonei pela história gira em torno do livreiro parisiense Jean Perdu, que sabe exatamente que livro cada cliente deve ler para amenizar os sofrimentos da alma. Em seu barco-livraria, ele vende romances como se fossem remédios. Infelizmente, o único sofrimento que não consegue curar é o seu: a desilusão amorosa que o atormenta há décadas, até um determinado verão que muda tudo e que leva Monsieur Perdu a abandonar a casa em Paris e a embarcar numa jornada leva ao coração da Provence e de volta à vida. 
    Leitura perfeita para iniciar 2017 com o coração cheio de esperança.

    Na mesa de cabeceira

    Não resisti às novidades da linha de Aromacologia da L’Occitane, que utiliza óleos essenciais para equilibrar, relaxar ou energizar.
    O Crème Corps Relaxante, com um mix delicioso de Lavanda, Bergamota, Tangerina, Laranja Doce e Gerânio é perfeito para ser aplicado antes de dormir, já virou meu queridinho - tem realmente ação calmante por causa dos óleos essenciais.Os frascos foram desenhados em 1976 por Olivier Baussan e trazem um design vintage super charmoso. 
    Na minha mesa de cabeceira também tem o livro Depois de Você de Jojo Moyes (ótimo!), vela de lavanda Voluspa, meu lipbalm favorito da marca americana Rosebud Save e mini cactus que plantei num porta-ovo da Zara Home! 

    Dicas de make em livro de Vic Ceridono, blogger do Dia de Beauté e editora de beleza da Vogue

    Imagens: Dia de Beauté

    Para quem quer aprender dicas incríveis de maquiagem, Vic Ceridono, editora de beleza da Vogue e dona do incrível blog Dia de Beauté, lançou seu primeiro livro, que está em pré venda e chega nas livrarias dia 28 de setembro.
    Se com os textos e vídeos da Vic a gente já aprende muito (e dá muita risada, pois ela é muito divertida e fofa), imagine ter o livro na estante! Super ideia de presente pro fim do ano também, já que ele vem em capa dura e tem produção esmerada, o livro da Vic deve virar best-seller rapidinho entre as apaixonadas por make e beleza... Estou louca para comprar o meu!!!
    O Dia de Beauté - um guia de maquiagem pra vida real traz dicas inspiradas nas dúvidas que suas leitoras enviaram , além de sua própria experiência como editora chefe de beleza da Vogue e blogger pioneira em beleza no Brasil.
    Vale a leitura!

    Ler está na Moda: Book Lovers Kids chega ao Iguatemi Florianópolis com mais de 3 mil títulos infanto-juvenis



    Os universos da moda e literatura estarão em pauta na feira Book Lovers Kids, no Iguatemi Florianópolis.
    Com o tema “Ler está na Moda”, a 5ª edição do evento tem entrada gratuita e ficará aberta ao público até o dia 10 de outubro, na Praça de Eventos do shopping. 
    Mostrando que o mundo fashion também é para crianças, a exposição contempla obras infantis sobre moda para os mini fashionistas que, desde pequenos, sonham em seguir carreira na área.
    Algumas páginas ampliadas do livro “Moda: Uma História para Crianças”, de Katia Canton, com ilustrações e colagens de Luciana Schiller, foram gentilmente cedidas pela editora Cosac Naify para a Book Lovers Kids. 
    Com uma abordagem da moda sob a ótica cultural – que, além do universo feminino, contempla também o masculino –, o livro traça um percurso da Pré-História à corte de Luís XIV, passa pelos precursores da alta-costura no século XIX e chega até os estilistas modernos. 
    Durante a feira, serão exibidas ilustrações exclusivas das artistas Fernanda Guedes e Nice Lopes, duas das mais importantes ilustradoras brasileiras da atualidade no mercado de moda. 
    Na Book Lovers Kids, Fernanda assina algumas ilustrações unindo o universo da literatura infantil ao universo da moda, com personagens que estampam capas de revistas fictícias numa divertida releitura. A ilustradora Nice Lopes também assina um painel no projeto - em formato de desfile, traz uma releitura de personagens clássicos dos contos infantis em looks modernos. 
    “Os estilistas, assim como os escritores, se utilizam de vivências dos seus mundos externos e internos para produzir suas criações. Ambos os universos criam personagens e sempre há o desejo de se contar uma história. O que fizemos foi uma brincadeira unindo esses dois universos por meio das ilustradoras, que aceitaram o convite para uma releitura de personagens clássicos por uma visão de quem vive o ambiente da moda”, afirma Luciene Grintaci, da Mplus Promoções, agência responsável pelo projeto.
    Nos vemos na Book Lovers Kids? ;-)

    Papos & Ideias nas Livrarias Saraiva no Iguatemi Florianópolis Livros para Colorir: um Caminho para o Bem-estar Mental

     a turma (quase toda) da segunda à noite
    a filhinha de uma das convidadas, colorindo enquanto a escutava a palestra...

    e eu escutando atentamente alguém da turma noturna de segunda
    e respondendo, enquanto a fofíssima Gabriela estava lá colorindo...
    o evento aconteceu no andar superior da Saraiva Iguatemi, onde fica o delicioso Treviolo Café: adoro este lugar!!!

    o abraço querido de uma leitora do blog que ainda não conhecia


    No início da semana aconteceu o evento pelo qual estava ansiosamente aguardando, o Papos & Ideias na Saraiva do Iguatemi Florianópolis intitulado Livros para colorir: um caminho para o bem-estar mental.
    Estas primeiras fotos foram tiradas pelo meu querido marido que foi lá prestigiar na turma de segunda à noite, as demais turmas foram fotografadas com o celular e estão abaixo. Nem todas as pessoas conseguiram ficar para a fotografia final, mas quero agradecer à cada uma com muito carinho por serem tão bacanas, inteligentes, interessados e participativos.
    Tivemos pessoas de todas as idades, três estrangeiras que moram aqui (do Haiti, da Colômbia e até da Rússia!), profissões variadas como estudantes, inclusive mestrandos e doutorandos, professores, uma médica e outros profissionais da saúde, uma assistente social, uma bióloga, um engenheiro florestal, duas psicólogas, artistas plásticos, advogadas, bailarinas, empresárias, donas de casa, jornalistas e mais um monte de gente com histórias de vida interessantíssimas. Também tinham 5 casais, mães, filhas, filhos e neta, crianças acompanhando os pais e muitos, muitos leitores do Garotas Modernas. 
    Nem preciso dizer que fiquei felicíssima com uma platéia tão variada e desafiadora!


     turma de segunda-feira à tarde
     turma de segunda-feira à noite
     turma de terça-feira à tarde
     turma de terça-feira à noite

    na primeira turma de segunda-feira, platéia especial: meus pais queridos: Alcídio e Eugênia, que tem 77 e 75 anos e também estão colorindo (na verdade minha mãe colore o Floresta Encantada e meu pai admira e tira fotos das pinturas dela)! 


    Foram quatro turmas maravilhosas, pessoas incríveis que quero conhecer mais. 
    Se você estava numa das turmas, deixe uma mensagem dizendo se você estava na turma de segunda ou terça, vespertina ou noturna. 
    Se você participante quiser contribuir para o aperfeiçoamento de minhas palestras, por favor, envie um email com seu nome e qual turma você participou, para que eu envie um link com uma pesquisa de satisfação anônima.
    Muito obrigada à todos que se inscreveram e participaram e o apoio do meu marido e meus pais, além da minha sobrinha que é louca pelos livros de colorir e foi me prestigiar.
    Obrigada à equipe do Iguatemi Florianópolis (em especial à Tavane, por sempre acreditar na minha capacidade e Claudine, que ajudou tudo a acontecer), à equipe da Saraiva do Iguatemi (em especial à chefe de loja Érica, que acreditou neste evento desde que era apenas uma ideia e também para a Poliane que se empenhou exaustivamente na organização da loja) e à Faber Castell, que fizeram esta ideia se concretizar.
    Depois as pessoas perguntam por que eu amo o Iguatemi (independente da minha relação profissional com o shopping): além de pertinho de casa sempre tem eventos legais e gratuitos, lojas ótimas, cafés deliciosos e pessoas que adoro trabalhando lá!