Garotas Modernas : macrotendências Garotas Modernas : macrotendências
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  • Millennial Pink - a cor (de rosa) do milênio

    Bela Hadid fez 22 anos este mês e no dia usou casaco em um tom Millenial Pink e a cor também apareceu na capa da Exit Magazine

     Café Henrie, em NY
     balas francesas FrouFrous, da Maison Boissier, fundada em 1667
    Gallery Sketch, restaurante em Londres

    Esqueça todos os esteriótipos que você já viu relacionados à cor rosa.
    A cor do milênio, que se multiplica em objetos, paredes, sofás, roupas, embalagens e até restaurantes é a Millennial Pink, um rosa sutil que nada tem de infantil ou mesmo girlie demais.
    É um rosa sofisticado, que evoca saúde e suavidade, mas é ao mesmo tempo cool e transgênero - não é feminino nem masculino, não é para meninas, moças ou senhoras. É para todos e tudo: de torradeiras à batons.

     Le Refuge - Marc Dezeen, no Salão de Arquitetura de Milão
     Lin + Lu sofá
     Malawri Vitory
     NY Mag
    Nica Zumpanc, designer de móveis
    Belgrave Crescent - marca de acessórios
     Pinterest
     The Glamourous


    A febre em torno do tom, que é um pouco mais neutro do que o Rose Quartz (cor de 2016, segundo a Pantone), mistura tons de bege e uma pitada de pêssego/salmão, iniciou em 2014 (com o filme Hotel Budapeste) ou em 2015 (com o lançamento do iPhone Rose Gold) e se fortaleceu em 2016, chegando ao seu ápice agora em 2017.

    Hotel Gran Budapest (filme)

    torradeira Smeg
    Mac Donalds Tea
    maquiagem Givenchy
    Pinterest
    Restaurante Pietro Nolita, em NY
    Lip Balm Glossier


    Também chamada de Tumblr Pink o tom tem uma "cor da Pantone", a Pale Dodwood (que é menos rosada, levemente tendendo para o bege) e é, segundo a publicação The Guardian, uma cor que evoca uma "beleza irônica", uma cor ao mesmo tempo atemporal e altamente condizente com o momento atual, onde estamos sendo tragados por más notícias por todos os lados e necessitamos um pouco de escapismo - aquela tendência de consumo em buscarmos tudo que tenha a ver com os sonhos, as fantasias e uma vida mais leve. Mas ainda assim não mais se busca uma versão tão açucarada como o rosa bebê puro ou tão vibrante quanto o Rosa Pink propriamente dito - há este toque de "sarcasmo", de um mundo onde as fronteiras entre masculino e feminino se fundem, onde nada mais é tão inocente.
    O GM ama desde 2008!

    Índice batom: o que os cosméticos tem a ver com tempos de crise econômica?

    batons da coleção MAC X Giambattista Valli


    Já havia falado aqui no GM em 2010 que o batom e outros produtos de beleza são itens de consumo à prova de recessão. Ao longo da história do século XX, observou-se que as mulheres compravam mais batons em tempos de declínio econômico
    Quando não se pode comprar uma roupa ou sapatos, um batom novo é uma maneira rápida e relativamente barata para se ter acesso a um pequeno luxo, é algo supérfluo que você pode comprar tanto nos tempos difíceis quanto nos bons.
    Segundo Leonard Lauder, presidente emérito da empresa de cosméticos Estée Lauder, que cunhou o termo "índice batom" como sinônimo de aumento das vendas, "Estes pequenos luxos se tornam mais importantes durante os tempos mais difíceis. O maior aumento na venda de batons foi durante a década de 1930 durante a Grande Depressão." O termo surgiu em 2001, quando ele tentava entender o porquê das vendas de sua marca crescerem em plena queda econômica em virtude da queda das Torres Gêmeas. 
    Apesar de os cosméticos resistirem bravamente à crises econômicas, o Brasil tem mostrado uma redução das vendas em 2015, provavelmente impulsionado também pela alta de impostos que já fizeram os preços subirem.
    Rainha Elisabeth II na sua coroação em 1953, com o batom desenvolvido especialmente para a ocasião:
    The Balmoral Lipstick

    Em entrevista à coluna Mercado Aberto, do jornal Folha de S. Paulo, João Carlos Basilio, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), informou que setor fechou o primeiro semestre de 2015 com queda de 1% nas vendas, sem descontar a inflação do período. "Desde 1992, quando o setor conseguiu redução da carga tributária e começou a crescer, isso [retração] nunca havia ocorrido", afirmou Basilio à Folha de S. Paulo. 
    A redução do poder de compra ocasionada pela instabilidade econômica do país, a crise hídrica que levou as pessoas a diminuir o tempo de banho (reduzindo também o consumo de produtos como sabonetes e shampoos) e o aumento na cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)  são apontados pelo presidente da Abihpec como os motivos nesta baixa nas vendas.
    Para o segundo semestre a expectativa é de resultados melhores, uma vez que em tempos de crise os consumidores devem buscar presentes mais baratos para o Natal.
    Apesar de o Brasil ser o terceiro maior consumidor de produtos de higiene e beleza do mundo, o presidente do Grupo O Boticário, Artur Grynbaum disse em recente entrevista ao O Estadão que, apesar das indústrias da área serem menos afetadas em tempos de crise, a marca já sentiu a diminuição das vendas em 2015, afirmando que se em 2014 a empresa cresceu 16%, neste ano talvez o crescimento não passe dos 10%. Além disto ele comentou que a crise só deve ir embora em 2017, o que significa que as pessoas precisarão sim ter mais jogo de cintura para conseguir equilibrar as finanças.



    algumas das campanhas da MAC deste ano 


    escapismo
    substantivo masculino
    1. tendência para fugir à realidade ou à rotina, especialmente a coisas vivenciadas como desagradáveis, desviando a mente para outras ocupações ou entretenimentos.



    Em relação aos produtos de higiene e beleza, especialmente a maquiagem tem a ver com outro comportamento típico de épocas difíceis: o escapismo. Livros de colorir, sereias, unicórnios e ... batons super coloridos dominaram a cena nos últimos meses, afinal se a realidade é dura, fugir dela acaba sendo uma maneira de auto preservação.
    O Escapismo é a busca pela fuga da realidade e da rotina, evitando o que as pessoas consideram desagradável. É uma macrotendência de consumo que podemos ver não só na moda, mas também na literatura, no cinema e nas artes em geral, como uma espécie de válvula de escape em momentos de grandes crises. Uma macrotendência tem como característica sua grande longevidade: é uma tendência que pode durar 10 anos ou mais, um grande tema que evolui de forma constante.
    O Escapismo apareceu de forma bastante clara na moda após a Segunda Guerra Mundial (quem lembra do New Look da Dior?) e também depois do 11 de Setembro, num reflexo aos momentos de crise. E com o panorama atual da política e economia do Brasil e das grandes potências européias, esta macrotendência persiste, como uma forma de as pessoas fugirem um pouco da dura realidade que as cerca. Ele se relaciona a tudo aquilo que remete ao romântico, a um passado bucólico, ao sonho, ao exótico, aos ícones da infância e à fantasia.






    Diva da MAC (69 reais) ou Vinho Intenso da Panvel Makeup (7,90)?

    O fato é que o batom é um item de beleza de fácil consumo: com menos de 10 reais você consegue comprar um batom de marcas mais populares, mas também excelentes, como os da Panvel Makeup. É a satisfação acessível para quase todas as mulheres. 
    Além disto o batom de cores fortes, como está tanto na moda do ano passado para cá, melhora qualquer aparência de cansaço ou abatimento, também aumentando a autoestima que tende a ficar menor em tempos de dinheiro curto e insegurança financeira.
    Então quando você for comprar mais um batom para sua coleção e seu namorado ou marido reclamar que você já tem 12 batons vermelhos, você pode argumentar que esta não é uma "mania" sua, é apenas um reflexo do panorama econômico atual no seu comportamento de compra.
    E atire a primeira necessáire quem não comprou esmalte ou batom este ano!;)

    Punk: do caos à alta-costura





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    Creeper

    Chanel
    A rockeira Corteney Love na campanha atual da Saint Laurent
    Imagens: L'Officiel/ Pinterest/ Google


    Tachas, cruzes, caveiras, tartan, acessórios customizados,  sidecut hair, creepers, jeans e leggings rasgadas, e não para por aí. O movimento Punk e o Rock'n'roll influenciam a moda como poucas culturas, tanto que o Punk foi tema do MET nessa segunda feira em Nova York, o baile de gala do Metropolitan Museum of Art, que inaugurou a mostra Punk: Caos to Couture (do caos à alta-costura), conforme mostramos ontem aqui no GM.
    Dos anos 70, época onde a cultura Punk ganhou as ruas de Londres, até os dias de hoje, a moda vem suavizando e absorvendo sua estética contracultura como referência.
    O movimento, que antes tinha como base o "faça você mesmo", ganha cada dia novas versões em coleções e campanhas até mesmo de grandes maisons, como Chanel e Saint Laurent. E assim conquista cada vez mais simpatizantes da estética transgressora. 


    O site de compras gringo Moda Operandi lançou uma coleção neste 2 de maio, com a contribuição de 13 grandes marcas, tais como Dolce & Gabbana, Givenchy, Balmain, Prabal Gurung, Rodarte, Moschino e obviamente, a rainha do estilo punk, Vivienne Westwood.  Cada marca criou uma peça, exclusiva e de edição limitada, em homenagem à temática, com preços que variam entre 77  e 9.962 Euros.
    Eu adoro alguns dos elementos da estética Punk (até porque nasci em 72 e vivi minha adolescência na década de 1980, cuja moda foi altamente influenciada pelo movimento Punk) e sempre gostei e usei alguns de seus elementos, como as tachas, muito preto (durante grande parte da minha juventude o preto era meu uniforme), a customização, muito antes de elas virarem febre fashion...
    Isso não quer dizer que está todo mundo virando punk! Pelo contrário, é só mais uma das possibilidades que a moda nos dá de nos reinventarmos todos os dias.

     

    Macrotendência para a primavera/verão 2012/2013: o Escapismo

    http://fashioncopious.typepad.com/.a/6a00e54ef9645388340168e4f7755b970c-700wi


    http://wearesodroee.files.wordpress.com/2012/01/jill-stuart-campaign-ss-2012-4.jpg?w=640
    Imagens: Jill Stuart

    É doce e suave a nova campanha Jill Stuart primavera/verão 2012, com Daphne Groeneveld fotografada por Mario Sorrenti.
    No mesmo clima da última campanha da Louis Vuitton que mostramos aqui, as fotos de ambas marcas apontam uma só direção: os tons pastel devem dominar a cena na primavera/verão 2012/2013, trazendo toda uma visão escapista que busca fugir (ou esquecer temporariamente) destes tempos difíceis que Europa e EUA vem vivendo, sobretudo no ponto de vista político e econômico.
    Pense no desfile no "fundo do mar" da Chanel, na coleção Pre-Fall 2012 Metiers d'Arts Collection da Chanel, com seu exotismo e luxo indiano, na figura mítica das sereias, que tem pontuado diversas coleções internacionais... De uma maneira ou de outra, todas remetem ao Escapismo. Embora a "aridez" de nosso tempo também tenha aparecido na última campanha da Chanel, toda em tons de cinza, ela manteve o clima irreal, ao Karl Lagerfeld retratar as modelos se exercitando como ginastas, com o mar ao fundo.

    http://buro247.ru/local/images/buro/00chan01_jpg_1324537161.jpg
    Imagem: Chanel
    O Escapismo é a busca pela fuga da realidade e da rotina, evitando o que as pessoas consideram desagradável. É uma macrotendência de consumo que podemos ver não só na moda, mas também na literatura, no cinema e nas artes em geral, como uma espécie de válvula de escape em momentos de grandes crises. Uma macrotendência tem como característica sua grande longevidade: é uma tendência que pode durar 10 anos ou mais, um grande tema que evolui de forma constante.
    O Escapismo apareceu de forma bastante clara na moda após a Segunda Guerra Mundial (quem lembra do New Look da Dior?) e também depois do 11 de Setembro, num reflexo aos momentos de crise. E com o panorama atual da política e economia das grandes potências, esta macrotendência persiste, como uma forma de as pessoas fugirem um pouco da dura realidade que as cerca.
    O Escapismo se relaciona a tudo aquilo que remete ao romântico, a um passado bucólico, ao sonho, ao exótico, aos ícones da infância e à fantasia. Não é por acaso que neste ano dois filmes para "gente grande" sobre o conto infantil Branca de Neve serão lançados e prometem fazer sucesso, como a gente mostrou aqui no GM.
    Portanto, garotas modernas, preparem-se para um clima de sonho neste ano e no próximo também...

    ♥ Post escrito por Shirley Stamou