a empresária Flávia Flores, em tratamento contra um câncer de mama aqui em Floripa, que criou o maravilhoso projeto Quimioterapia e Beleza
Imagem: Ricardo Wolffenbüttel / Agência RBS
Carolina Dieckmann raspou a cabeça para viver a personagem Camila
de Laços de Família em 2000.
A Camila Morgado também já raspou os cabelos. Foi para o filme Olga.
Outra brasileira na lista é a incrível Glória Menezes, que ficou careca
para a peça Jornada de um Poema.
Imagens: VH1/Folha
Estes dias conheci a Flávia Flores por acaso, num coquetel: uma garota linda que está em tratamento de um câncer de mama e usou sua história para
ajudar a levantar a autoestima de outras mulheres que estão passando pela perda de cabelos e pelos, por causa de quimioterapia ou outras razões médicas, criando um canal no YouTube com tutoriais e dicas de beleza, o projeto Quimioterapia e Beleza.
Conversei pouco mais de meia hora com ela, mas sua beleza e força (interior e exterior) me deixaram impactada!
Seja para fazer um filme, seja por motivos pessoais, raspar os cabelos para uma mulher é sinal de muita coragem.
Os cabelos fazem parte da nossa identidade e reforçam nosso lado feminino.
Mas muitas mulheres nos mostram que se despir dessa vaidade não significa ficar menos bonita. E que por mais clichê que possa parecer, a beleza vem realmente de dentro.
Durante 1 ano, em 1994, fui estagiária de Psicologia no Setor de Quimioterapia do Hospital Infantil Joana de Gusmão, aqui em Florianópolis e posso afirmar que conviver com aquele cotidiano duro, que a equipe tentava deixar mais leve, me mudou para melhor: era difícil, muito difícil, mas também foi uma das coisas mais gratificantes que já tive oportunidade de fazer, pois tudo que se pensa quando se convive com histórias assim é como a vida é boa, como viver é bom, como a saúde, o amor dos familiares e amigos e a felicidade das pequenas conquistas são mais valiosas que todo o dinheiro do mundo.
Parabéns, Flávia, sua coragem e alegria de viver são uma inspiração!