Garotas Modernas : Mademoiselle Voyage Garotas Modernas : Mademoiselle Voyage
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  • Mademoiselle Voyage: Gorges du Verdon, paraíso natural na Provença

    Mademoiselle Voyage no lago Sainte-Croix
    Hora de recordar mais alguns lugares incríveis que conhecemos nessa viagem...    
    Como passamos dois meses em Saint Tropez, no sul da França, tentei visitar uma cidade vizinha a cada semana. E quase no final na viagem, me dei conta que ainda não conhecia a Provença e suas paisagens dignas de cartões postais, repletas de campos de lavanda. Fui correndo pesquisar e fiquei sabendo que não seria mais possível ver as plantações, pois a lavanda floresce no final do mês de junho e a colheita geralmente é feita entre 15 de julho e 15 de agosto sempre em função das temperaturas mais ou menos quentes durante o período de primavera e verão.
    Gorges du Verdon e Lac Sainte-Croix vistos de longe (Mademoiselle Voyage)
    Mas nem tudo estava perdido. Mesmo sabendo que só poderia ver aqueles belos campos de lavando no próximo ano, bem perto dali estavam outras belezas naturais da região, que também fazem parte da rota da lavada: o impressionante desfiladeiro Gorges du Verdon, e o belíssimo lago de Sainte-Croix.
    Paisagem rural com o desfiladeiro ao fundo
    Et voilá! Quando vi as fotos pela internet, não tive dúvidas que seria um fim de semana perfeito. Dirigi durante mais de três horas seguindo o caminho íngreme e sinuoso que o GPS me indicava e de repente, do alto, avistamos um imenso lago azul turquesa e logo percebemos que se tratava do Sainte-Croix. Confesso que depois de horas passando por cenários áridos e outros com plantações diversas, avistar aquele lago me deixou emocionada. É impossível descrever a beleza daquele azul! Nem mesmo as fotos foram capazes de retratar aquilo que nossos olhos marejados não cansavam de admirar.
    Gorges du Verdon e o lago Sainte-Croix (Mademoiselle Voyage)
    Mademoiselle Voyage admirando a beleza do lago
    E emoldurando aquele imenso azul, esta o imponente desfiladeiro Gorges du Verdon. Localizado entre as cidades de Castellane e Moustiers Sainte Marie, Verdon é considerado o mais belo cânion da Europa. Ele possui cerca de 25 quilômetros de comprimento e em sua parte mais impressionante, ele atinge uma profundidade de 700 metros. Em meio às suas paredes de pedra calcária corre o rio Verdon, fruto de águas de degelo dos Alpes, que deságuam no lago Sainte-Croix.
    Barcos e pedalinhos para desvendar o lago (Mademoiselle Voyage)
    E não perdemos tempo. Descemos rumo à margem do Sainte-Croix e alugamos um barquinho elétrico para navegar pelas belíssimas águas daquele lago, assim como, apreciar de baixo a imponência do desfiladeiro, suas paredes e cascata que fazem do passeio uma incrível descoberta, repleta de surpresas. Não é difícil avistar pessoas praticando esportes no lago, que mesmo proveniente de águas geladas, atinge altas temperaturas, como nos paredões do cânion, principalmente a escalada.
    Paredões do cânion (Mademoiselle Voyage)
    Paredões do cânion (Mademoiselle Voyage)
    Realmente, é difícil conseguir transmitir em um clique todo o deslumbramento e detalhes dos acidente geográfico, as grutas e a cascata, o azul incrível das águas doces e mornas que cercam aquele cenário. Mas, confira mais algumas fotos, e apaixone-se:
    Pedalinhos e barcos no lago Sainte-Croix (Mademoiselle Voyage)
    Mademoiselle Voyage no lago Sainte-Croix
    Lac Sainte-Croix (Mademoiselle Voyage)
    Esportes praticados no Gorges du Verdon (Mademoiselle Voyage)
    Gorges du Verdon (Mademoiselle Voyage)
    Lago visto do alto do desfiladeiro (Mademoiselle Voyage)
    Lago visto do alto do desfiladeiro (Mademoiselle Voyage)
    Espero que tenham gostado!
    Beijinhos

    Mademoiselle Voyage: Varsóvia – atrações imperdíveis da capital da Polônia

    MademoiselleVoyage no Barbican  - Varsóvia
    Como meu marido já havia visitado a Varsóvia na década de 1980 e tinha vontade de rever a capital da Polônia, resolvi incluir a cidade no nosso roteiro pelo Leste Europeu. Para muitas pessoas, o nome Varsóvia traz lembranças meio cinzentas, do sombrio período do domínio nazista e da ocupação soviética. Apesar de uma nova cidade abrir-se aos turistas, não há como contornar as marcas da história. 
    Varsóvia - Praça do Castelo Real (Manuela Vital)
    Estima-se que 85% dos seus edifícios foram destruídos durante a Segunda Guerra Mundial. Mas não há mais vestígios dessa triste destruição, pois grande parte de Varsóvia foi reconstruída durante o período comunista e hoje o centro histórico (Stare Miasto) da cidade é Patrimônio Histórico Cultural da Humanidade.

    Confira algumas atrações da Varsóvia que valem a pena uma visita:

    Cidade Antiga (Stare Miasto) e Cidade Nova (Nowe Miasto): 
    Praça do Mercado da Cidade Velha (Manuela Vital)
    Barbakan – muralhas da Cidade Antiga (Manuela Vital)
    Comércio dentro do Barbakan (Manuela Vital)
    Formam a região mais antiga de Varsóvia (a Cidade Antiga é do século XII, e a Nova, do XIII) e que foi totalmente destruída durante a II Guerra Mundial. Apesar de não ser “original”, a Praça do Mercado (Rynek Starego Miasta) é linda e cheia de cafés e restaurantes. Imperdíveis também o Barbakan (muralhas da Cidade Antiga) e a Basílica de São João Batista, a mais antiga das igrejas de Varsóvia, construída em 1339.   
               
    Castelo Real (Zamek Królewsski): 
    Castelo Real (Manuela Vital)
    Igreja de Santa Ana – Praça do castelo (Manuela Vital)
    A construção original data do século XIII, mas, em 1596, quando a capital da Polônia mudou de Cracóvia para Varsóvia, passou a ser a residência do rei e também a sede dos poderes executivo e legislativo. Também foi quase totalmente destruído durante a II Guerra e reconstruído nas décadas de 1970 e 1980.  

    Caminho Real: 
    Monumento em memória aos heróis do gueto de Varsóvia (Manuela Vital)
    Museu da história dos judeus poloneses em Varsóvia (Manuela Vital)
    Começando no Castelo, o Caminho Real segue pelas ruas Krakowskie Przedmiescie e Nowy Swiat até os Palácios Lazienki e Wilanów. Tem quase 4 km no total e ganhou esse nome, pois era o caminho favorito que os rei poloneses gostavam de fazer para ir de um palácio ao outro. A Krakowskie Przedmiescie é pontilhada por prédios históricos como a Universidade de Varsóvia, o Palácio Presidencial, o Museu Chopin e uma quantidade quase incontável de igrejas. 

    Palácio Lazienki: 
    Palácio Lazienki (Mademoiselle Voyage)
    Mademoiselle Voyage no anfiteatro do Palácio Lazienki
    Monumentos no Palácio Lazienki (Manuela Vital)
    Construído no século XVII, foi usado como residência de verão da realeza polaca. O palácio fica no meio de um parque enorme e parece flutuar sobre um lago. Nos seus jardins, há um monumento em homenagem a Frederic Chopin. A visita é mais legal em um dia de sol, porque dá para aproveitar mais o passeio pelo parque. Eu não tive tanta sorte com o tempo… Estava frio e caía uma chuvinha fina, que me desanimou de seguir até o Palácio Wilanów, onde termina o Caminho Real.  

    Palácio da Cultura e da Ciência (e o realismo socialista): 
    Palácio da Cultura e da Ciência (Manuela Vital)
    O Palácio da Cultura e da Ciência é o prédio mais alto de Varsóvia e também o maior símbolo da arquitetura típica do regime socialista na cidade: foi um presente da União Soviética para o povo polonês. A construção é muito imponente, do tipo que transmite de forma muito clara as idéias de poder e força, e é o principal marco do realismo socialista em Varsóvia.
    Monumento em homenagem a Frederic Chopin (Manuela Vital)
    Museu Marie Curie – casa onde a cientista nasceu e viveu (Mademoiselle Voyage)
    Informações Importantes
    Língua: Polonês
    Moeda: Zloty. Alguns lugares aceitam o pagamento em euro, mas é bem raro e quando isso acontece, o troco sempre é devolvido em zloty.

    Como circular: A cidade é bem servida por seu sistema de transporte público, com muitas linhas de bondes elétricos, ônibus e metrô.
    Zloty – moeda utilizada na Polonia (Manuela Vital)
    O que acharam desse destino?
    Beijinhos

    Mademoiselle Voyage: O charme medieval de Saint Paul de Vence

    Mademoiselle Voyage em Saint Paul de Vence (Acervo Pessoal)
    Bom dia meninas!!!Faltando alguns meses para o tão aguardado filme “50 Tons de Cinza”, inspirado na trilogia da autora britânica E L James, resolvi escrever um post sobre uma das locações da luxuosa lua de mel de Christian Grey e Anastasia Steele. Desde que terminei de devorar os livros da trilogia, alguns destinos permaneceram na minha cabeça, e, aproveitando a oportunidade que me encontro na Riviera Francesa, resolvi dar um pulinho em Saint Paul de Vence, para contar todos os detalhes da cidade pra vocês.
    Vilarejo Saint Paul de Vence no alto da Colina (Mademoiselle Voyage)
    Só para lembrá-las, no livro “50 Tons de Liberdade”, o último da série, Christian e Ana estão em lua de mel, e depois de passarem por Mônaco, no hotel Beach Plaza Monte Carlo – onde Ana decide fazer topless, e embarcarem no Fair Lady – um luxuoso iate alugado por Christian, o casal decide conhecer a cidade medieval Saint Paul de Vence, onde aproveitam para comprar algumas obras de arte para a nova casa.
    Place du Jeu de Boules (Mademoiselle Voyage)
    Jogo de Pétanque no sul da França (Mademoiselle Voyage)
    Localizado entre Cannes e Nice, o vilarejo é uma das mais antigas cidades medievais da Riviera Francesa, fortificado e situado em uma colina. Na entrada da cidadela de Saint Paul de Vence, está a Place Du jeu de Boules, que parece ser uma das principais atrações da cidade. Em frente ao Café de la Place, é uma espécie de arena esportiva, com meio-fio funcionando como arquibancada, cenário de disputadas partidas simultâneas de pétanque, uma paixão nacional do sul da França.
    Construções medievais em Saint Paul de Vence (Mademoiselle Voyage)
    Esculturas em ferro espalhadas pela cidade (Mademoiselle Voyage)
    Saint Paul de Vence (Mademoiselle Voyage)
    Li em muitos lugares que explorar tranquilamente este vilarejo medieval é praticamente impossível no verão, devido a quantidade de ônibus de excursões de visitantes de fora, assim como turistas que aproveitam uma escala de navio de cruzeiro para conhecer a região. Mas como já estamos no mês de Setembro, e a alta estação já chegou ao fim aqui na Europa, foi bem tranqüilo conhecer a cidade.
    Fonte histórica no centro de Saint Paul de Vence (Mademoiselle Voyage)
    Vista para o cemitério da cidade (Mademoiselle Voyage)
    Caminhando pelas ruas de Saint Paul de Vence é impossível não reparar na graça das placas com os nomes das vias em pedras irregulares. Chegando ao final da principal rua, a Rue Grande, encontramos uma fonte para matar a sede com água fresca, e um mirante sobre o cemitério, com linda vista para o Mediterrâneo, com um tapete verde das montanhas interrompido apenas por poucas construções.
    Saint Paul de Vence e suas Galerias de Arte (Mademoiselle Voyage)
    Mademoiselle Voyage em meio ao cenário bucólico da cidade
    O vilarejo possui um charme todo especial, que associado ao imenso fluxo de turistas na alta temporada, acabou transformando Saint Paul de Vence num reduto de artistas plásticos. Difícil imaginar algum outro lugar com concentração maior de galerias de arte. Vemos uma ao lado da outra, uma em frente à outra, algumas na Rue Grande, outras escondidinhas em meio às ruelas. Há de tudo: desde paisagens locais, vendidas como souvenires, a galerias de arte moderna.
    Restaurante Le Saint Paul (Mademoiselle Voyage)
    Terraço do Restaurante Le Saint Paul 
    Para o almoço, não poderia escolher outro endereço, a não ser o restaurante, também citado no livro, Le Saint-Paul, no hotel de mesmo nome, que faz parte da associação Relais & Châteax. Além de a cozinha ser considerada a melhor da cidadela, as mesas ficam dispostas em um agradável terraço com uma privilegiada vista para as muralhas.
    Construções em pedra em Saint Paul de Vence (Mademoiselle Voyage)
    Esculturas em ferro (Mademoiselle Voyage)
    Interior da muralhas de Saint Paul de Vence (Mademoiselle Voyage)
    Outra refeição super concorrida em Saint Paul de Vence acontece no restaurante La Colombe d’Or, onde grande parte dos clientes vai pela mística do local, e para ver as obras de arte de tantos pintores que passaram por lá, em especial nos anos 1950, como Joan Miró e Marc Chagall.
    Obras de arte espalhadas pela cidade (Mademoiselle Voyage)
    Capela de Saint Paul de Vence (Mademoiselle Voyage)
    Esculturas em ferro (Mademoiselle Voyage)
    Confesso que fiquei muito surpresa pela beleza e requinte da cidade! Passamos um dia super agradável, num lugar repleto de história, com ruas bem preservadas e obras de arte em todas as direções pelas quais passamos. Terminamos o nosso dia contemplando o por do sol sob a sombra dos plátanos que emolduram a Place Du jeu de Boule e assistimos algumas partidas do tão famoso jogo, antes de pegar a estrada, com destino a Saint Tropez.
    Artesanato vendido na cidade (Mademoiselle Voyage)
    Mademoiselle Voyage em meio às construções da cidade
    E aí meninas, gostaram do destino? Quem sabe no terceiro filme o Jamie e a Dakota vão protagonizar cenas nesse charmoso cenário...
    Ficou com um gostinho de quero mais e quer saber um pouco mais sobre a Riviera Francesa? Confira no blog Mademoiselle Voyage! Você vai se apaixonar! Beijinhos