8.12.12

Cães e o ciclo da vida: uma reflexão


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Jet (saudades eternas) e Jorge

Há pouco tempo coloquei um cão que eu cuidava na rua pra dentro do quintal, por conta de um atropelamento. É um cão muito novo, segundo a veterinária, Darci tem cerca de 8 a 10 meses, um jovem fanfarrão que, apesar de já ter sofrido o abandono e dois atropelamentos, estar com o fêmur fraturado, ainda mantém o espírito jovem e brincalhão, apropriado pra idade dele. Farei outro post sobre o Darci, um fofo-querido, que está pra adoção aqui em Floripa. Em contramão à juventude dele, aqui em casa temos o Seu Jorge, adotado em 2009 quando tinha em torno de 14, 15 anos. Foi um resgate de uma protetora que tinha dezenas de cães e me ofereci para dar um conforto a ele no “finalzinho de sua vida”, já que eu só tinha 4 animais em casa. E até hoje nosso Highlander está aqui conosco!


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Ele está com a saúde em dia, fora os males da idade: cegueira, surdez, dentinhos fracos, vários faltando, artrose e muita “caduquice”. Tentamos alguns remédios geriátricos, mas ele não se adaptou e preferimos aceitá-lo como ele é, cheio de “manias” da idade. Ele anda em círculos, faz necessidades sem perceber, fica “preso” em cantos da casa, “cai de maduro” e outras caduquices.  Mas seus exames deram tudo ok, ele come bem e caminha muito. Acho que esse é o segredo da longevidade dele: caminhar. É o dia todo, não pára um minuto, devagar e sempre. Tira uma soneca depois do almoço e caminha mais depois, em círculos pequenos dentro de casa e grandes no quintal. Muitas vezes ele se agita tanto que não quer nem dormir. E esses dias descobri uma coisa que o acalma muito nessas horas, um pouco antes de dormir: colocá-lo deitado na minha barriga. Simples assim: deito na cama ou no chão, coloco ele em cima da barriga e é instantâneo, ele dorme profundamente. Acho que ele sente a segurança, ouvindo meu coração, respiração, o calor... vai saber!


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Algumas vezes o Jorge cai durante sua caminhada e fica deitado. Darci em sua 
ingenuidade infantil, sempre vai imitar ele, deitando do lado. É muito amor, né?

Tudo isso me fez pensar no ciclo da vida: começamos bebês e voltamos a sê-lo. Um cão como o Darci, que nem é mais um bebê, tem que ser vigiado toda hora, pois destrói chinelos, rouba roupas de dentro de casa, rói tudo. Quando mais bebê, temos que dar comida na boca ou deixar mamar, faz necessidades descontroladamente, age de forma impulsiva e sem muito nexo, precisa gastar energia. Tirando o fator saúde – o corpo gasta! -, qual a diferença? É o tal do “nascemos desdentados e carecas e morremos da mesma maneira”. Jorgito agora é um bebê, que tem que ser vigiado constantemente, não pode ser deixado sozinho por um longo período de tempo, temos que dar comida na boca pra ele saber onde está (creio que perdeu o olfato também), dormir de fraldas pra evitar lavar caminhas sempre e cair sobre as necessidade etc. Não lembro de ter nenhum cão idoso neste ponto: meu amado filho eterno Jet se foi por complicações de cruza “mal feita” (mesmo com pedigree) e herdou a demodécica de sua mãe, nos deixando de falência renal aos 11 anos; Mob, um pinscher comprado (na época não tinha consciência da adoção), teve também consequência de cruzas entre parentes, morreu precocemente de câncer; Gato, que se foi aos 5 anos, alguns dias depois do Jet, com um tumor inexplicável no estômago; Sanny, minha viralatinhas da infância, se foi envenenada pela maldade humana. Lembro ainda do pinscher da minha avó, o Balú, que morreu bem velhinho, mas com pique total, teve que ser sacrificado pois entrou numa briga e não tinha jeito de fazer cirurgia na época, na idade dele. Enfim, eis o meu primeiro idoso em fase avançada que, apesar de todo trabalho diário que nos dá, nos ensina muito, muito.

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Em 2010, Jorge ensinava às crianças da creche e seus pais o respeito 
pelos animais,  a adoção, castração e o tratamento ao animal idoso

E sorte de quem consegue completar esse ciclo e até ultrapassá-lo, com certo conforto e sem dor. A lucidez? Essa só quem tá de fora que se incomoda. Para um cão ainda, as coisas não precisam fazer tanto sentido como pra nós! Se não há dor, há conforto, carinho e amor, acho que a vida se completa de modo digno e como tem que ser. Vida longa à esses seres angelicais!

(Termino este post ouvindo os passinhos dele na grama )

42 comentários:

  1. Coisa mais linda!!
    Parabéns pelo coração!
    Abraços

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    1. Jo, brigada. Mas esse coração que os ama muito, sofre demais tb hehe Beijocas

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  2. Coisa linda adotar animais assim já idosos.
    Ando tentando convencer meus avós a adotarem um animal já idoso, pois assim ele não teria a preocupação de o animal viver mais q eles (pensamento horrível, eu sei). Minha avó sempre teve muitos animais e vivemos numa casa grande, os animais foram morrendo de velhice e agora só temos 2 gatos, 2 tartarugas e 1 cão. Eles gostariam de adotar mais um animal, mas têm receio pois são idosos e não fazem planos para mais de 5 anos. Acho tão lindo quem adota animais assim já velhinhos, pena q meu avós ainda assim tem medo de não conseguirem cuidar até o fim da vida. Vou mostrar esse post p eles lerem para ver se os ajuda a tomar coragem para adotar um gato (minha preferencia) ou cão idoso.
    valeu

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    1. Oi N, pois é, é uma dúvida muito grande. E o pensamento não é horrível, não. É muito legal dar chance aos velhinhos que sabemos sim, que irão viver muito menos. Sabemos os limites da nossa vida e da deles e é bom pensar em tudo isso mesmo, pra valorizar cada dia com eles e da nossa vida. Por outro lado, na questão dos seus avós, tem que pensar no trabalho que esse cão vai dar e se eles podem arcar com isso, justamente pela idade deles. Um cão adulto (claro, pode ser um idoso, mas sugiro um idoso "jovem" - 8, 9 anos - e saudável) e calmo seria o ideal, mas com um "backup", alguém que este cãe goste muito ficasse com ele, caso seus avós não possam mais. :) Bjos

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    2. Oi, Mari,adoro lêr suas matérias sobre filhos de quatro patas! Eu tenho 11 gatos e 1 cachorrinha...e os adoro!!! Um abraço! Lidia López

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  3. me fez lembrar a minha que morreu ha 3 anos atras,uma akita brancae que iria fazer 13 anos(mas tinha vigor de 3!corria pela casa,subia na minha cama e tudo caía dela,latia horrores quando chegava visita,...)mas em menos de 3 meses descobrimos que ela tinha um câncer,primeiro disseram que era algo na gengiva dela(um dente ou algo) mas se espalho tão rapido que quando começamos a quimioterapia,na sexta sessão,mais ou menos, a veterinaria disse que já nao se podia fazer mais nada e menos de 2 dias,ela morreu em casa.imaginem,quase 13 anos de amor,carinho,..ir embora em menos de 3 meses é péssimo e toda historia de cães faz lembrar a minha lindinha!

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    1. Oi Joana, o "lado bom" dessa história, se é que se pode chamar assim, é que foi rápido e ela sofreu pouco. Tem cães que ficam anos nessa situação e eu me pergunto se eles realmente querem passar por td isso? Claro que a gente faz tudo que pode... O meu querido filho Jet se foi em 5 dias!! Sim, 5 dias... ele comecou a comer mal, vomitar, achamos q era um indisposição apenas, mas resolvemos fazer um hemograma. O resultado chegou e em 5 dias ele se foi de falencia renal, que só se manisfestou dias antes... o meu mundo desabou. Numa semana estava tudo bem, na outra ele se foi. Uma semana depois meu gato se foi tb, inexplicavelmente tb. Até hj não quero acreditar nisso... mas enfim, é a vida, e a morte faz parte dela. E Jorge tem me ensinado muito sobre isso... Beijos!

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  4. Que bom que no mundo ainda existem pessoas como vc! Também tenho uma velhinha (não tanto quanto o Jorge) e vou cuidar dela até o fim. Vc é exemplo pra mim. Parabéns!!

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    1. Renata, todos que tem cães deviam fazer isso, é uma responsabilidade que tomamos qdo os pegamos. Sei que sou louca por cães e não posso querer que todos cuidem como eu, mas todos merecem conforto e assistência veterinária... Bjos!

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  5. Nossa, tenho passado maus momentos com a minha MEL (Dachshund caramelo de 10 anos)ela está com Hernia de Disco de tanto subir a escada aqui de casa que tem dois pavimentos, e depois desse diagnóstico de Hérnia ela estressou tanto com os exames,médico,vai e vem no veterinário que começou a ter crises convulsivas e agora só vive a poder de GRDENAL, MELOXVET, CONDROTON e DIPIRONA, me culpo muuuuuito por isso, se eu soubesse que a raça tem problemas de coluna nunca teria deixado minha MEL subir e descer as escadas correndo desvairadamente como ela sempre gostou de fazer, hoje ela é muito tristinha, anda com dificuldade trombando em tudo e em todos pela frente, não tem força para subir em nada nem na escada, fica cansada e chora muito,outro dia caiu em cima das próprias fezes e não conseguia levantar, até chorei de dó.....
    Quero dar o melhor pra ELA,foi muito gostoso conviver com minha MEL em sua juventude e nesse momento difícil eu preciso estar com ela da melhor maneira possível quero retribuir tudo de bom!
    Parabéns Mari por vc ter essa atitude e esse bom coração, as pessoas que amam e consideram os animais com certeza são pessoas que valorizam muito o ser humano!
    Grande Beijo pra vc,Seu Jorge e Darci,

    Michelle - BH

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    1. Oi Mi,

      Então, mais uma razão pela minha luta "contra" as raças. Não contra o cão, pois ele não tem culpa nenhuma de como foi "feito". Mas a maioria das raças tem problemas graves de saúde decorrentes do exagero das caracteristicas dela. O exemplo do dachshund (e basset), qdo vc vê há uns 20 anos atrás, eles nao eram tão baixotes e alongados, com patas tortas. E hoje em dia isso é um defeito no cão e não uma qualidade como os criadores e donos insistem. Eu acho revoltante ver um pug, por exemplo. As pessoas simplesmente não sabem o horror que é viver com um fuço daquele. Um pug antigamente TINHA fucinho!! Não é a toa que morrem com 7, 8 anos de insuficiencia respiratoria!

      Enfim, sua Mel já está ai, com todos defeitos da raça e nos resta dar conforto a ela. Sugiro vc colocar uma portinha na escada pra ela nao ter mais esforço e, qdo quiser que suba, leve no colo. Aqui em Floripa muitos salsichas se tratam com uma acupuntura e ouço muitos resultados elogiosos. Vale a pena tentar!!!

      Beijos e boa sorte!!

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    2. Sugiro que vejam o documentário "Segredos do Pedigree" que mostra O QUE É UMA RAÇA: apenas defeitos acentuados prolongado artificialmente pelo ser humano. Quem AMA de verdade (e se informa), não se importa com raça. Pelo contrário, é contra elas... Não contra o animal, que não tem culpa, mas contra quem perpetua.

      Aqui está o primeiro video da série, depois é só ir clicando pros próximos: http://www.youtube.com/watch?v=cpakSi010n4

      Bjos!

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  6. De verdade Mari, do fundo do coração, admiro muito pessoas que assim como você amam e cuidam dos animais! Pois infelizmente, grande maioria das pessoas os trata com muito descaso! Posso te dizer que nos 24 anos de vida que tenho já vi muita maldade, mas de contra ponto conheci muita gente boa que cuida dos animais sem nenhum interesse, só pelo amor!
    Aqui em casa, temos quase que uma superlotação! =)
    Com 4 cães e 12 gatos, e essa semana deixam 3 bebezinhos gato aqui!

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    1. Aline, então a admiração é recíproca, pois pelo visto vc faz muito pelos bichinhos. De acordo com o espaço que tenho e com minhas condições, eu ajudo de alguma forma sim. Mas existem pessoas que dedicam sua vida toda pra isso, essas sim são de se admirar. Enfim, se cada uma fizer sua parte, com um animal ou dezenas, o mundo seria um pouquinho melhor, né? :) Bjos

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  7. Nós temos o vovô Toby aqui em casa, e parece que ele está cada vez mais forte, acolhemos ele das ruas já muito velho, sem dentes e ceguinho, segundo o veterinário ele já estava com uns 8 anos, hoje ele já tem 15, nunca vi um cão viver tanto e acho que ele vai longe... Deve ser por que temos mais 5 jovens aqui em casa e eles se gostam muito... Temos com o Toby 8 cachorros e 5 gatos, todos retirados das ruas, castrados e felizes, se eu tivesse mais espaço ajudaria mais... Te admiro muito, abração!

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    1. Oi Marcele, imagino que ele devia ser mto mal tratado nas ruas e, com todo esse mimo, ele rejuvenesceu, né? Vida longa ao Toby! :) Eu que te admiro! Bjos

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  8. Não te conheço, mas sou sua fã depois que li o que escreveu sobre o seu jorge. Como ele é feliz por ter vc amando-o incondicionalmente. parabéns.

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  9. Oi Mari!!!

    Suas histórias sempre me comovem... que grande sorte do Seu Jorge heim?!...estou impressionada com o tamanho do seu coração!
    Eu tinha um pinscher com os mesmos sintomas do Jorge, ela virou "anjinho" com 17 anos, tabm era chamada de "Highlander" rsrsrs.( Minha querida Neguinha...saudades).

    Eu gostaria de te fazer uma pergunta...posso????!!!!

    É o seguinte:
    Como já falei aqui em outro comentário...
    Atualmente estou com 4 cachorros adotados (ñ em feiras de adoção, foram restirados da rua mesmo) na verdade eu é que fui adotada por eles...rsrs...sabe aquele tipo de pessoa que anda na rua e do nada apareçe um cachorro seguindo?...então, sou eu!
    Então, voltando a pergunta...dos 4 cachorros, eram 4 são fêmeas e 1 macho(castrado), na semana passada cheguei em casa e encontrei a Belinha (menorzinha de todas) morta no jardim,(é difícil lembrar da cena) foi horrível. Ela estava muito machucada, apesar de pequena ela sempre foi atrevida e valente, creio que lutou muito na briga pela própria sobrevevivência.
    Tenho a certeza das 2 cachorras que mataram a Belinha (foi a Marisol e a Bibi) a Belinha e a Marisol estão conosco cerca de 11 anos e a Bibi cerca de 4 anos, sempre conviveram bem (tirando a fase de ciu).
    Ñ consigo entender a razão da briga, (já são tantos anos de convivência), depois de velhas elas irão ficar se matando?!
    No dia da briga, ñ dormi virei a noite na internet pesquisando sobre o assunto, mas, nada encontrei que fizesse alguma relação da briga ocorrida com minhas cachorras.
    Estou com medo de sair de casa e na volta encontrar mais uma morta ( Deus q me livre, bate na madeira!!! ).
    A minha filha de 2 anos A M A muito nossas cahorras! Apesar dela brincar somente sob minha supervisão, exite algum perigo?!
    Me diz o que vç acha!

    PS: Sua opinião (devido a sua experiência com os animais) é muito mais importante do que a de um profissional.

    Bjs. Obrigada.

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    1. Oi Tati,

      que triste ler isso, mas acontece mesmo quando o número de cães é superior a 2. quando são dois fica bem fácil manter e saber quem é o lider, mais do q isso, como numa matilha eles vão brigar pra ver quem é o lider. e normalmente, numa matilha "natural", os cães ou lobos seriam do mesmo tamanho, não havendo espaço para morte e sim pra decisão de quem é o lider.

      aqui em casa o lider era o Jet que, apesar de pequeno (8 kg), sempre impos respeito e era sumariamente respeitado, sem duvida alguma (salvo o Gato, que abusava da paciencia de qualquer cão hehe). e qdo ele se foi, tive várias brigas aqui em casa entre Pupi e Nana, duas femeas. Como elas são do mesmo porte, nunca houve nada grave, mas o barulho era assustador. como a briga delas era sempre por comida (osso, prato da ração, uma vez o lixo da rua virou e elas brigaram...) o cuidado é todo meu para que nao fiquem com comida sobre supervisão (visto que comida pode ser um passarinho morto, um rato... coisas q nao temos muito controle). aí adotei a Luna, pequena tb, q é metida a lider tb. 3 femeas se brigando e os machos nem aí!! e todos são castrados, menos o Darci (q vai pra faca em breve), mas nao demonstra nenhuma chance de ser lider, é super submisso. entao, a Luna já brigou com a Pupi, 4x o peso dela, e eu vi na hora e acabei com a briga. mas se eu nao visse, acho q a pupi nao ia aceitar e, com a força dela, acabaria em tragedia. o que eu faço é deixar a luna presa dentro de casa qdo saio... mas é tudo uma questao de lideranca... e leva um tempo com essa "troca" de caes no espaco.. enquanto isso vou observando a interacao deles até ver qual a decisao do novo lider e tudo vai se acalmar... temos que prever os sinais através dos sinais de corpo que eles mandam: rabo ereto, postura dominante de peito cheio, tentam trepar no outro, etc.

      Sugiro então que vc separe o que for perigoso. Se elas sao viras do mesmo porte, com pouco poder de mordida letal, não vão se matar. Uma hora elas cansam e não brigam mais pois não são pittbulls viciadas em briga. O que deve ter acontecido com a que morreu foi um "descuido" da cadela que matou ela, por ser maior, nao teve noção do que podia fazer.

      Sugiro então separar a que vc considera a mais frágil enquanto vc nao está... ou dentro de casa, ou com grades, algo assim...

      Aqui tem algumas dicas:

      http://dicaspeludas.blogspot.com.br/2011/09/brigas-entre-seus-caes-aprenda-previnir.html

      Espero ter ajudado e que o texto não esteja muito enrolado hehehe

      Beijos!!

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    2. Oi Mari!!!

      Obrigada pela sua resposta e atenção!
      Voçê me ajudou muito!!!

      Tá certo...então, cães do mesmo porte, com pouco poder de mordida letal, ñ vão se matar?! E no caso de cães de grande porte?

      A Belinha (a que foi assassinada) tinha em torno de 4kg, as outras 4 cachorras em torno de 25kg a 35kg. Então as 2 cachorras que a mataram, fizeram isso sem querer?!

      Eu imaginei que a briga tivesse começado por bobeira mesmo (os mesmos motivos que as suas também brigam), mas a Belinha acabou morrendo por ser "pequenininha", e também sei que o cão ñ dá uma 2 ou 3 chance (como nós humanos racionais), pra eles o assunto é resolvido na hora.

      Outra pergunta...posso????!!!! (fiquei abusada)rsrs...

      É o meu marido quem separa as brigas, por elas serem 4 cães muito grandes, ele tende a ser violento pra poder separa-lás, tem que usar muita força.
      Em todos esses anos eu só separei 1 briga ( estorei minhas cordas vocais , levei mordida, joguei um balde com roupa de molho, usei vassoura, gritei socorro pra vizinhos, nada fez efeito, só faltou dar tiro pra cima), acho que elas pararam com a briga pra me acudir... e eu tremia tanto que mal ficava em pé...é um pesadelo!!!

      O que devo fazer pra separar esse tipo de briga???!!!

      Obrigada por tudo Mari!!!Bjs.

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    3. ...Já estou lendo o blog

      http://dicaspeludas.blogspot.com.br/2011/09/brigas-entre-seus-caes-aprenda-previnir.html#!/2011/09/brigas-entre-seus-caes-aprenda-previnir.html

      ...realmente é muito bom!!!

      Obrigada pela dica!!! Bjs

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    4. Oi Tati, então, não sou profissional do ramo, mas tenho muita experiencia. E se vc for procurar um profissional, sugiro pesquisar bem pois existem inumeros modelos de adestramento comportamental, alguns até passando por mais violência (estilo Cesar Millan) que sou totalmente contra.

      Posso lhe dizer como faço aqui em casa. Não é comum acontecer, mas nas vezes que aconteceu eu consegui manter-me racional (embora nervosa por dentro). Sem berro, sem pancada, sem nada: me concentro em quem causa o problema, sempre tem a pior! Normalmente aqui é a Nana. Aí eu me concentro nela, pego pela coleira sempre por trás, cuidando pra ela nao virar a cabeça e me morder por instinto. Carrego somente ela pra dentro de casa (ou outro espaço separado) e deixo ela lá (enquanto isso tão brigando entre dois lá fora). Aí sim pego o segundo e separo tb. Tudo tentando manter a calma pra eles, sem berrar, sem mais violencia, que só gera mais tumulto.

      O negocio é prevenir, observar bem quem começa, como começa, cortar nesse inicio... ter palavras de comando (sei q muitas vezes nao adianta, mas muitas, no começo adianta). Eu nunca bati neles, mas costumo bate com meu chinelo no chao e falar alto "Olha o chinelo!!!" e eles ficam com medo e cortam a possivel briga hahaah

      Espero poder ter ajudado na parte prática mesmo, que é a mais dificil!!

      Quanto ao tamanho/peso, é muito dificil um cao matar o outro qdo sao do mesmo porte. Mesmo em rinhas de pitts (eca!) dificilmente eles se matam logo. E sao treinados pra isso e tem uma boca/dente descomunal. Quando um cão mata o outro, não é "por querer". Ele quis mostrar quem manda, mas ao mesmo tempo nao tem noção do seu tamanho, do estrago que pode fazer. Por isso a gente é q tem q ficar atento e nao deixar juntos de portes muito diferente quando há esse perigo. Mesmo numa brincadeira mais forte pode acontecer uma tragédia...

      Espero ter ajudado!

      Bjos

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    5. ...rsrs...eu tbm uso a tática do chinelo...ooooolhaaaaaaa ooo chineloooooooooo!!!
      A cachorra mais lenta voa !!!! rsrsrs...

      Vou tentar ficar mais racional numa possível briga (espero que ñ aconteça).

      Obrigada pelas dicas e por responder as minhas dúvidas. Vç ajudou muito.

      Desejo à vç e a toda sua família (incluindo os caninos e felinos) um FELIZ NATAL e um MARAVILHOSO 2013!!! BJS.

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  10. Amo o blog, tudo!! Mas sua coluna me faz chorar sempre, meu coração aperta por causa desses anjos que só nos dão alegrias. Parabéns!!!

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    1. Oi Joice, espero lhe fazer chorar de alegria tb, com boas novas dos anjos recuperados, adotados etc :) Bjos

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  12. Lindo depoimento! Aqui em casa temos nosso vovô, um boxer de 14 anos. Ri alto e aliviada ao ler o seu relato sobre as caduquices e os pequenos problemas que a idade traz... aqui passamos pelas mesmas situações. Mas os olhinhos deles continuam vivos e reluzentes, às vezes parecem cansados, mas é só chamarmos sua atenção com um carinho que logo acendem novamente! Parabéns pela lição de amor e respeito. Bjos carinhosos da minha família toda pra vcs do GM

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    1. Brigada, querida! Jorgito apresenta esse mesmo olhar, às vezes vago, às vezes feliz!! Bjos

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  13. Já me despedi de dois velhinhos, Lola e Sansão. A Lola adquiriu diabetes tipo 1 e se tornou insulinodependente. Em decorrência da diabetes, ela perdeu a visão no espaço de duas semanas e ficou apavorada, tadinha. Viveu um ano e meio tomando insulina duas vezes por dia.

    Já o Sansão ficou cego com a idade e por isso se adaptou melhor à cegueira. Eu costumava cortar pedacinhos daqueles bifinhos para cães e espalhar pela casa para o Sansão os encontrar com o faro - e ele já estava com o faro muito fraco. Ele adorava a brincadeira. Dava pra ver a satisfação dele ao usar o pouco faro que ainda lhe restava.

    Vi um especialista falando que com a idade o rabinho dos cães vai ficando para baixo e quase não fica mais em pé. Com os meus velhinhos foi assim. Então, eu costumava levantar os rabinhos dos meus velhinhos para melhorar o humor deles. Não sei o motivo, mas qdo a gente levanta o rabinho deles, eles ficam mais animadinhos. Com os meus velhinhos era instantâneo, bastava levantar o rabinho que eles ficavam contentinhos na hora. Teste com o seu velhinho.

    Parabéns pela lição de amor e respeito. Deus lhes abençoe.

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    1. Lu, damos graças a Deus quando é "natural" né? velhinho sem doenças... muito legal a brincadeira! é o que os mantém vivo, uma função, um trabalho a fazer ;)

      Qto ao rabinho, infelizmente quando peguei o Jorge ele já não o tinha. Não tem MESMO, nem um cotoco. Foi cortado direto na coluna, um horror! Ele é muito desequilibrado hoje em dia e os vets dizem que boa parte das quedas e falta de equilibrio é pela falta da coluna (que é o rabo, a extensão desta). Ms este efeito funciona mesmo, pois um cão alegre, atento, sempre tem a colinha pra cima e desperta algo no cerebro com essa nossa tentativa! :)

      Beijocas e parabens pela dedicação aos seus... :*

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  14. Nossa, chorei tanto lendo esse post porque lembrei do meu cachorro da infância: Fofo... Passei a infância inteira com ele, adolescêcia e inicio da vida adulta, ele cresceu comigo, mas os bons morrem antes... Ele envelheceu e na época eu não tinha essa consciência que você tem sobre a velhice de um cão, hoje acho que não dei a devida atenção ao meu amigo fiel de todas as horas e brincadeiras no momento em que ele mais precisou de carinho, atenção e compreensão...Estava preocupada com escola, vesibular, novo casamento de minha mãe, mudei de casa e deixei ele na casa da minha vó, meu padrasto não gostava dele, na correria do dia a dia quase não o visitava... Não há na minha vida arrependimento maior do que não ter cuidado com muito mais zelo do meu cachorro no fim da vida dele, nada justifica o que eu fiz, deveria ter ficado um pouco mais pra cuidar dele direito! Dói muito lembrar!Perdão Fofo! (lágrimas de sangue de arrependimento nesse momento e em várias noites de sono perdidas após a morte do meu amigo verdadeiro). Hoje tenho dois pinscher misturados, adotei os dois, Scott de dois anos e Meg de seis meses, com eles não cometerei o mesmo erro, aprendi a lição da forma mais dolorosa possível! Eles são a alegria dos meus dias, meus amores, mato e morro por eles! Que Deus me perdoe e me permita fazer por eles o que não fiz por Fofo e que um dia eu possa viver com eles no céu dos cachorros!:)

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    1. Oi Deyse, o que importa é que vc abriu pra mudança, pra evolução e é o que é agora. Acho que qdo somos mais novas não deveríamos ter a responsabilidade de cuidar de um cão (ou criança) pois temos vários horizontes abertos na nossa vida, vários caminhos e decisões a serem tomadas. No meu caso, sempre "tive" cães na casa dos meus pais, era responsabilidade deles os cuidados, os custos, etc, apesar deles sempre "serem" meus (sempre fui doida por cães hehe). Mas eu acredito que até a gente acertar nossa vida, ter pouso certo, fica dificil ter essa responsabilidade (olha quem fala, adotei o Jet por impulso nos EUA, pois ia ser sacrificado, e trouxe pro Brasil). Um cão precisa de SEGURANÇA. Não pode ficar pulando de casa em casa, ainda mais na velhice, qdo ele tá mais inseguro ainda. Enfim, vc errou, reconheceu e não faria igual, isso que importa. :) Bjos

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    2. É verdade Mari, sempre amei cachorros, gatos, passarinhos, enfim todo tipo de bicho :) e sempre tive alguns, ou vários deles, mas era minha mãe quem cuidava deles também, e só hoje crescida e madura percebo o tamanho da responsabilidade de ter um animal em casa, até a percepção do amor que tenho por eles é diferente, é como se eu fosse "mãe" deles! rs Ainda bem que esse sentimento pelos bichinhos só se intensificou com o tempo e me fez adotar essa nova postura,talvez tenha sido essa a lição que ficou da minha história com meu amado Fofo, até depois que ele se foi ele continua me ensinando coisas boas, a ser uma pessoa melhor. :)

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  15. Gente, que lindo.. segurando para não chorar! Tenho um cãozinho de 8 anos, quase morreu no início desse ano, foi muito difícil para nós, mas graças a Deus ele se recuperou.. Tomara que ele seja forte como o Seu Jorge! =D Parabéns pela iniciativa.

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  16. Mari, me emocionei com o seus post! Como sou muito apegada aos meus cachorros, eu já fico super comovida, mas é vida, né?! Todo mundo envelhece e infelizmente uma hora chega nossa hora. Sigo você no instagram e percebo como você gosta dos seus cachorros! Eu sou assim também! Sou apaixonada pelos meus, queria poder ter mais, mas como já tenho 9 fica difícil, ainda mais porque os meus já estão se tornando idosos.
    Sei como é ter um cão idoso, minha Dalila, uma pinscher mestiça que ganhei quando tinha 7 anos (hoje tenho 22) é uma senhora, muito ativa, mas não foge dos males da idade! Ano passado quase morreu por causa de uma doença sanguínea e graças a Deus conseguimos salvá-la, infelizmente ela virou uma paciente renal, então tem que comer ração especial e a cada dois dias ela toma soro (que a vet me ensinou a dar pra não ter que ir lá sempre). Além dos rins, tem pressão alta, ou seja, mais remédios. Ela é muito chata pra comer (igual a dona) então cada dia tem que dar algo diferente, implorando pra ela comer, ou dar na seringa.
    Apesar disso tudo, que sim, dá muito trabalho porque não são coisas que eu tenho que fazer só por uma semana ou no máximo ou um mês, eu faço todos os dias(e vou fazer até o último dela), vale muito a pena. Porque eu sei que ela não estaria aqui se eu não tivesse me esforçado pra cuidar dela, e ela me retribui com tanto amor, companhia, brincadeiras que já faz todo esse "trabalho" valer a pena.

    Que o Seu Jorge tenha muitos anos de vida e muita saúde!
    Beijos, Mari.

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    1. Oi Lais, me chama la no insta pra eu lhe seguir! ;) Amo mesmo, amor de mãe, com muito orgulho hehe Sei como é, a rotina aqui tb é assim, tudo na boca, tudo a gente levanta ele, coloca pra lá e pra cá, limpa xixi etc. Mas no fim vira rotina, não é trabalho, pelo tudo q eles nos dão!

      Beijos

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  17. Muito lindo seu texto.
    Descobri que meu cachorrinho tá doente e pode ir a qualquer momento. Tem 6 anos, mas já é doença de velhinho. Estou muito triste, vou tentar dar um bom final de vida pra ele, como você dá ao "seu" Jorge.

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    1. O importante é dar conforto e amor pra eles Diana! Bjos

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  18. Que post lindo. Me fez sentir uma dorzinha no coração pois não fazem nem quatro dias que o meu amado velhinho, de 13 anos, nos deixou. Cuidar de um cão, mesmo que idoso, caduco, cheio de manias e criancices, é um trabalho integral cujas recompensas ultrapassam qualquer sonho. Não me arrependo de um dia ou minuto sequer que gastei a mais cuidado do meu Caco.

    Adotar, independente da idade, é tudo de bom.

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  19. Eles fazem tanto pela gente e pedem tão pouco de volta... é um amor incondicional...

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