Garotas Modernas : psicoterapia Garotas Modernas : psicoterapia
  • Categoria: psicoterapia
  • Como enfrentar a solidão num mundo cada vez mais individualista

    Imagem: Simran Sidhu

    Estes dias vindo para casa de carro estava escutando o ótimo programa Pretinho Básico na Rádio Atlântida, que é líder de audiência no horário aqui no Sul e ouvi a seguinte notícia: "mulheres solitárias são as que postam mais informações no Facebook".
    A pesquisa feita por uma Universidade australiana com mais de 600 mulheres é bastante polêmica (o estudo completo está disponível em inglês no site Science Direct em PDF), mas independente de o resultado ser ou não confiável é fato comprovado na prática que muita gente vive se sentindo só, embora muitas vezes esteja cercado de pessoas, buscando nas redes sociais alguém ou algo que diminua a sensação de solidão.
    Na verdade a solidão não é sempre sentida quando você está sozinha e você também não precisa realmente estar sozinha para sentir essa emoção. 
    Com o passar do tempo a gente começa a se sentir cada vez mais confortável com nós mesmos, a apreciar a própria companhia e se é capaz de ficar genuinamente feliz mesmo sem outra pessoa conosco - é quando você está sozinha, mas não está se sentindo solitária. Hoje em dia consigo ficar sozinha e feliz - claro que amo meu marido, a Zoé, a Minnie, a companhia dos meus pais, familiares e amigas, mas se tenho que fazer algo sozinha, aprecio o momento: adoro passear no shopping ou ir ao supermercado sozinha, parar em algum lugar pra tomar um café comigo mesma, ficar em casa lendo (ok, daí não é de fato sozinha pois as cachorras estão sempre deitadas ou brincando ao meu lado ou em cima de mim!).
    Já o sentimento de solidão pode vir mesmo em locais cheios de gente: é possível (e até comum) a gente estar em meio a dezenas de pessoas numa festa, num show, no trabalho, na escola e se sentir solitária.
    Talvez um dos piores tipos de solidão seja a chamada "solidão a dois", quando a gente se sente só num relacionamento, como cantou bem Cazuza:

    "Solidão a dois de dia
    Faz calor, depois faz frio
    Você diz "já foi" e eu concordo contigo
    Você sai de perto, eu penso em suicídio
    Mas no fundo eu nem ligo"

    Isto não significa que casais que se dão bem não tenham épocas ou momentos de maior distanciamento, o problema é quando isso vira regra e os dois não trocam mais beijos, afagos e falam apenas o necessário (a não ser para brigar),  todos os dias. Aí é tempo de rever o que está acontecendo na relação e, quem sabe, procurar um médico psiquiatra ou psicólogo que trabalhe com terapia de casais.
    Em mês de Dia dos Namorados e de Santo Antônio é importante lembrar que não é um namoro ou casamento que irão, necessariamente, livrar você da solidão. É necessário e saudável respeitar a necessidade do outro ficar só: amar não deve se tornar uma simbiose, pois senão acaba sufocando um dos dois ou ambos. 
    Não procure um homem ou mulher para lhe salvar da solidão: muitas vezes o medo de ficar só destrói nossa capacidade de escolher direito nosso namorado (a) ou pior, marido/mulher. Ficar num relacionamento furado pra não ficar sozinha é um erro que já cometi quando solteira e o preço a pagar muitas vezes é altíssimo. Sabe aquela máxima "antes só do que mal acompanhado"- pois bem, é 100% verdade, não fique se enganado com um companheiro (a) "meia-boca" ou que põe você para baixo ou é canalha, você merece mais que isto.
    Outras pessoas esperam que familiares, amigos, filhos e até seus cachorros e gatos as livrem da solidão para sempre, mas esquecem que parte do amadurecimento também passa pelo aprendizado de se estar sozinha em alguns momentos, alguns dias até e nem por isto se sentir triste ou infeliz.
    Claro que vivendo numa sociedade cada vez mais individualista, muitas pessoas tem mil "amigos" no mundo virtual, mas não podem contar com nenhum deles nas situações de crise da vida real.
    Lembre-se que relações são construídas, mesmo aquelas que parecem óbvias, como a de pais e filhos ou entre irmãos. Nem sempre aquele amigo que estará ao seu lado para secar suas lágrimas e de fato apoiar você em momentos difíceis é o mesmo que você vê ou fala com frequência.
    Ao invés de sofrer com a solidão, tente ter três atitudes pró ativas: 
    Construa e fortaleça seus relacionamentos: ouça as pessoas, arranje tempo para elas (nem que seja para um telefonema, um oi no WhatsApp), esteja disponível para ajudar o outro em momentos de crise (pois para festejar um monte de gente nos cerca, mas quando ficamos "pobres", doentes ou tristes muitos "amigos" tendem a se afastar)
    Aprenda a ser feliz com você mesma, tenha ocupações, hobbies ou atividades onde você encontre prazer mesmo estando só você - aprecie sua companhia, sente sozinha num lugar legar para tomar um chá ou café gostoso, aproveite um momento onde todos saíram (para quem mora com alguém) para fazer do seu banho m spa caseiro ou ler aquele livro ou revista bacana, coloque sua música favorita e dance na frente do espelho
    Se o sentimento de solidão estiver atrapalhando sua vida, procure ajuda das pessoas que você confia e, se puder, faça psicoterapia para entender o porquê de você não lidar bem com esta condição natural da vida: precisamos nos amar muito para que nossa felicidade e bem estar não dependam o tempo todo da companhia de alguém
    Ficar ou estar sozinha não significa infelicidade. Aprenda que a tal felicidade depende mais da gente do que dos outros.
    Se ame, se cuide e cuide de quem você ama!

    Síndrome do Pânico: como identificar e tratar

    Eduard Munch - O Grito


    A síndrome do pânico, também chamada de transtorno do pânico, é um transtorno de ansiedade que se caracteriza por crises absolutamente inesperadas de medo e desespero. A pessoa tem a sensação de que está prestes a morrer, por exemplo, de um ataque cardíaco pois tem sintomas semelhantes de um infarto: coração disparado, falta de ar e suor abundante. Quem tem uma crise de síndrome do pânico tende a ter medo de quando e onde ela ocorrerá de novo, o que pode fazer sua vida se tornar muito limitada.

    Se uma pessoa associar sua primeira crise a uma atividade (exemplo: dirigir) ou a um local (exemplo: supermercado), ela pode passar a evitar desenvolver novamente esta atividade ou ir a locais semelhantes. A pessoa passa a ter medo de sentir medo.


    No quadro abaixo estão listados os sintomas mais presentes numa crise de pânico:

    Sintomas Físicos
    Sintomas Psíquicos
    coração acelerado, ondas de frio e calor,
    sensações de formigamento, falta de ar ,
    tremores, suor abundante,
    dor no peito, dor abdominal,
    sensação de desmaio, tontura, dor de cabeça,
    náuseas, diarréia

    medo de morrer
    medo de enlouquecer
    medo de perder o controle
    despersonalização (sensação de descontrole e  estranhamento de si mesmo, sentimento de perda ou transformação do eu)

    desrealização (estranhamento do ambiente, perda da relação de familiaridade com o mundo)

    O diagnóstico da síndrome do pânico pode ser feito por um médico psiquiatra ou um psicólogo e, em geral, o tratamento envolve terapia com medicamentos (que deve ser prescrita e acompanhada por um médico psiquiatra) e psicoterapia (que pode ser feita com médico psiquiatra ou psicólogo) uma a duas vezes por semana.

    É o profissional de saúde mental que vai saber se se trata de um caso de síndrome do pânico ou de uma crise de pânico (caso isolado, que não se repetiu, ou provocado por uso de medicamentos, drogas ou condição de saúde).

    Qualquer pessoa pode ter uma crise de pânico, especialmente em períodos mais estressantes. É importante que, se você ou alguém da sua família tem muitos destes sintomas do quadro acima e não possui um diagnóstico de alguma doença física (exemplo: pressão alta, problemas cardíacos, etc) que justifique os sintomas, procure um médico psiquiatra ou psicólogo para lhe orientar.

    A síndrome do pânico é tratável, você não precisa nem deve ficar sofrendo sozinho. Procure ajuda.

    Entenda o que é anorexia

     Ilustração: Saint Hoax

    Nos últimos anos a anorexia nervosa (ou anorexia) vem ganhando espaço na mídia pois tem se tornado cada vez mais comum (com o crescente culto ao corpo, cada vez mais magro) e tem feito muitas vítimas, inclusive entre celebridades.

    A anorexia se caracteriza por um medo irreal de ganhar peso, geralmente piorado à medida que o peso real diminui, onde a pessoa tende a reduzir a quantidade e variedade do que come, podendo chegar a recusar qualquer tipo de alimento. Há pessoas que chegam a deixar de escovar os dentes com creme dental por medo que o mesmo possa engordar.


    São sinais de alerta para a anorexia:

    • IMC abaixo de 17,5,
    • medo de ganhar peso,
    • sentimentos de que se “está gordo” mesmo estando muito magro,
    • ausência de menstruação por 3 meses, sem motivo aparente.
    A perda de peso nas pessoas com anorexia é conseguida principalmente através da diminuição da quantidade de comida ingerida, mas algumas pessoas podem iniciar "o regime" tirando de sua alimentação os alimentos altamente calóricos. 

    Algumas vezes a pessoa acelera sua perda de peso com a auto-indução de vômito, uso de laxantes ou diuréticos e prática de atividades físicas intensas.



    Imagem: Pinterest

    Alguns fatos sobre a anorexia:

    • 90% dos casos são em mulheres
    • algumas profissões onde a magreza é exigida (especialmente bailarinas e modelos) demonstraram ter um risco mais alto para o desenvolvimento de transtornos alimentares
    • de 5% a 20% das pessoas com anorexia morrem
    • ela geralmente aparece na adolescência ou início da vida adulta
    • o tratamento é feito com psicoterapia individual, de grupo e familiar com psicólogo ou psiquiatra e tratamento hospitalar em casos mais graves



    Sou Psicóloga (CRP 12/01422), formada em janeiro de 1995 pela UFSC, no entanto o objetivo destes posts não é dar aconselhamentos pela Internet (até porque o Conselho Federal de Psicologia proíbe esta prática) e sim falar de comportamento com o intuito de informar.



    Seja feliz hoje: o que é a resiliência

    Imagem: Pixabay

    Já que voltei a clinicar em Florianópolis, resolvi criar um site, o Psicóloga Florianópolis e também uma Página no Facebook, para divulgar meu trabalho como psicóloga clínica e escrevi alguns posts sobre comportamento e Psicologia. Me sigam por lá, vou ficar muito feliz em responder perguntas e debater assuntos relativos à comportamento.

    Às vezes é difícil entender o porquê algumas pessoas tem facilmente o que você tanto almeja, deseja, luta e sonha para ter...
    Não é fácil encarar a frustração e entender que nem tudo é como a gente quer, por mais que a gente se esforce, seja uma pessoa bacana e faça de tudo para seguir o caminho certo.
    Cada um de nós, inclusive eu, tem aqueles sonhos que não conseguiu realizar, metas que não conseguiu alcançar e quando pensamos em nossos fracassos a vontade é se arrastar para baixo do edredom e ficar por lá um ano inteiro.
    Mas depois, se a gente olha em volta, para o que TEMOS em nossas vidas e não focando somente naquilo que não temos, começamos a perceber que a vida que possuímos, pode não ser perfeita como idealizamos, mas é a NOSSA vida, com suas alegrias e tristezas, os dias bons e os dias maus... É a nossa história que faz de nós quem somos e, se de alguma forma conseguimos força interior para sobrepujar a dor e a decepção, podemos sim, nos tornarmos pessoas melhores apesar dos tropeços (e muitas vezes até por causa deles). Podemos aprender com a dor e embora seja desagradável, o sofrimento faz parte da condição humana... Não há indivíduo que passe pela vida sem uma dose de tristeza, mas podemos usar uma habilidade humana para transformar frustração e tristeza em aprendizado.
    A resiliência, conceito adotado pela Psicologia, vem da Física: é a capacidade que alguns materiais apresentam de voltar ao estado normal depois de submetidos à uma grande tensão, como as fibras de náilon de um tapete, que voltam ao formato original, mesmo depois de serem pisadas e amassadas.
    A pessoa resiliente é aquela que não permite que sua personalidade se "deforme" ao lidar com problemas, consegue superá-los e é capaz de tornar a adversidade um caminho para a mudança.
    Todas as pessoas que você vê caminhando nas ruas, ao seu lado no ônibus, no mesmo elevador: todas tem sua dose de sofrimento, dor e fracassos nas suas histórias. Não fique achando que sua amiga, seu vizinho ou sua chefe é mais feliz do que você só porque conquistou algo que você ainda almeja. Muitas vezes olhamos uma pessoa (mesmo aquelas que achamos que conhecemos bem) e pensamos: ela é mais feliz do que eu. Mas é impossível saber, porque por trás daquele sorriso, das roupas bacanas, do aparente sucesso, muitas cicatrizes e feridas abertas podem se esconder. Eu sou formada em Psicologia há 20 anos e posso afirmar: todo mundo tem pelo menos uma história triste para contar.
    Você não é a única pessoa que sofre, nem eu ou o mendigo que vive na esquina. E não há medida para o sofrimento. Como também não há quem seja feliz o tempo todo. Ser resiliente não é "fazer o jogo do contente" que a personagem Pollyana fazia em seu livro, não é sorrir para tudo ou fingir alegria.
    É viver o aqui e o agora, olhar para a frente.
    É não "passar a vida olhando pelo retrovisor", como meu marido sabiamente diz.
    É tentar ser feliz no hoje, com o que se tem, ao invés de sofrer por um passado que não há como mudar ou esperando um futuro sobre o qual não temos total controle.
    Gosto muito de uma frase do escritor Albert Camus, no seu livro Núpcias, o Verão: "Em pleno inverno, descobri por fim que dentro de mim há um verão invencível."
    Seja feliz hoje. Comece agora!

    Síndrome do Pânico: como identificar e tratar

    Eduard Munch - O Grito

    Já que voltei a clinicar em Florianópolis, resolvi criar um site, o Psicóloga Florianópolis e também uma Página no Facebook, para divulgar meu trabalho como psicóloga clínica e escrevi alguns posts sobre comportamento e Psicologia. Me sigam por lá, vou ficar muito feliz em responder perguntas e debater assuntos relativos à comportamento.

    A síndrome do pânico, também chamada de transtorno do pânico, é um transtorno de ansiedade que se caracteriza por crises absolutamente inesperadas de medo e desespero. A pessoa tem a sensação de que está prestes a morrer, por exemplo, de um ataque cardíaco pois tem sintomas semelhantes de um infarto: coração disparado, falta de ar e suor abundante. Quem tem uma crise de síndrome do pânico tende a ter medo de quando e onde ela ocorrerá de novo, o que pode fazer sua vida se tormar muito limitada.

    Se uma pessoa associar sua primeira crise a uma atividade (exemplo: dirigir) ou a um local (exemplo: supermercado), ela pode passar a evitar desenvolver novamente esta atividade ou ir a locais semelhantes. A pessoa passa a ter medo de sentir medo.


    No quadro abaixo estão listados os sintomas mais presentes numa crise de pânico:

    Sintomas Físicos
    Sintomas Psíquicos
    coração acelerado, ondas de frio e calor,
    sensações de formigamento, falta de ar ,
    tremores, suor abundante,
    dor no peito, dor abdominal,
    sensação de desmaio, tontura, dor de cabeça,
    náuseas, diarréia

    medo de morrer
    medo de enlouquecer
    medo de perder o controle
    despersonalização (sensação de estranhamento de si mesmo, sentimento de perda ou transformação do eu)

    desrealização (estranhamento do ambiente, perda da relação de familiaridade com o mundo)

    O diagnóstico da síndrome do pânico pode ser feito por um médico psiquiatra ou um psicólogo e, em geral, o tratamento envolve terapia com medicamentos (que deve ser prescrita e acompanhada por um médico psiquiatra) e psicoterapia (que pode ser feita com médico psiquiatra ou psicólogo) uma a duas vezes por semana.

    É o profissional de saúde mental que vai saber se se trata de um caso de síndrome do pânico ou de uma crise de pânico (caso isolado, que não se repetiu, ou provocado por uso de medicamentos, drogas ou condição de saúde).

    Qualquer pessoa pode ter uma crise de pânico, especialmente em períodos mais estressantes. É importante que, se você ou alguém da sua família tem muitos destes sintomas do quadro acima e não possui um diagnóstico de alguma doença física (exemplo: pressão alta, problemas cardíacos, etc) que justifique os sintomas, procure um médico psiquiatra ou psicólogo para lhe orientar.

    A síndrome do pânico é tratável, você não precisa nem deve ficar sofrendo sozinho. Procure ajuda.

    Dias cinzentos: o que você faz quando sua vida perde o brilho?

    Imagem: Street Pepper

    Com o outono vem a sensação de que o 2014 definitivamente chegou... 
    Durante todo o tempo que atuei como psicóloga, percebia claramente que esta é uma época onde consultórios de psicoterapia ganham novos clientes e os antigos voltam, impulsionados pela rotina que se estabelece depois da vida em festa que é o período Natal/Ano-Novo/Verão/Carnaval finalmente termina.
    Não há mais a desculpa da praia, das férias dos filhos, da baladas à beira-mar. A realidade se mostra, com todas as suas belezas e mazelas.
    Se o seu mundo interior está cinzento (e ele vai estar assim de vez em quando, faz parte da vida), a tristeza reaparece de forma quase cruel, lembrando tudo aquilo que você não fez/não foi/perdeu nestes primeiros meses do ano, daquelas promessas feitas no fim de 2013 quase todas esquecidas.
    Depois de tanto sol, calor e alegria das músicas, a poeira de purpurina do Carnaval parece baixar e nos resta nós: sem maquiagem, já com o bronzeado começando a desbotar e talvez o coração partido por um amor de verão que não deu certo.
    Pode ser que você se pegue escutando velhas músicas que lembrem tempos mais felizes, talvez você chore a noite, sozinha e que pela manhã capriche no seu sorriso mais profissional com seu batom preferido, talvez você finja que ainda é Carnaval.
    Mas se aquela névoa está lá, é melhor encarar estes dias cinzentos como parte da vida. Fugir de nada adianta, pensar naquilo que você gostaria que tivesse sido mas não foi, tampouco ajuda. 
    Ficar triste não é escolher sofrer, é entender que os dias cinzentos existem para todos: bonitos e feios, velhos e jovens, ricos e pobres.
    Se permitir estar triste também faz parte da tal felicidade: é um momento natural e necessário este de introspecção e de quietude.
    Para brilhar de novo é preciso tirar o pó: arejar as ideias, lavar a alma com lágrimas que você tem sufocado, se recolher e, aos poucos, deixar o sol entrar.
    Fazer psicoterapia, ou terapia, como todo mundo fala, é uma ótima ideia:  procurar um bom psicoterapeuta pode lhe ajudar a entender o porquê de você estar assim e como você pode lidar melhor com o que deixa seus "dias cinzentos", ajudando a você se reequilibrar.
    Mas tenha em mente que somente Psicólogos e Médicos Psiquiatras estão habilitados a atuar como psicoterapeutas - cuidado com os charlatões de plantão! 
    Quando o nosso dente dói, procuramos um dentista e ninguém fica com pudor de dizer que foi tratar os dentes.
    Já quando a "alma" dói  muita gente tem vergonha de procurar um psicoterapeuta.
    As pessoas arrumam desculpas e dizem que "não precisam", "não adianta nada", "é besteira", "conversar com um amigo é a mesma coisa", ou então o pior dos preconceitos: "fazer terapia é pra maluco ou drogado". 
    Não tenha vergonha de fazer terapia, na verdade seria ótimo se todo mundo fizesse de vez em quando, para que os dias cinzentos não se instalem e virem uma tempestade.
    Cuide de você: não só seus cabelos, sua pele, seu corpo, suas roupas - cuide também da sua cabeça, para que você possa perceber a pessoa incrível que você é: mesmo que o mundo diga o contrário ou tudo que você veja hoje seja uma névoa cinzenta.
    Sinta-se abraçada com muito carinho por uma psicóloga que já fez muita terapia (como psicoterapeuta e paciente) e sabe a diferença que isto faz na vida de alguém.