12.4.18

Tudo sobre a Birkin Bag, a bolsa mais icônica da Hermès

Imagem: Pinterest | Elle Nl

Como contei aqui para vocês ontem, estou em São Paulo à convite do Iguatemi Florianópolis e da Hermès, marca francesa de produtos de luxo, para participar de uma experiência inesquecível no Iguatemi São Paulo nesta quinta-feira. 
O convite inclui, entre outras atividades, uma visita guiada e privada à nova exposição no Shopping Iguatemi em SP. Terei a honra de visitar com um grupo pequeno e seleto a exposição "Leather Forever", que conta a história da luxuosa marca que nasceu em Paris fabricando acessórios para equitação. 
 Como toda boa ex-professora universitária, curiosa convicta e blogger fiz minha lição de casa e vou contar tudo que descobri sobre a mais emblemática bolsa da Hermès, a Birkin Bag, antes mesmo de embarcar para esta viagem (este post foi programado). 
A Birkin Bag, bolsa que se tornou objeto de desejo das fashionistas mundo afora, é uma das mais bem sucedidas criações da Hermès, marca francesa fundada em 1837 quando Thierry Hermès, um especialista em selas para cavalos, abriu uma loja em Paris (que inicialmente se chamava Calèche, nome de um famoso perfume da grife) onde vendia acessórios em couro para montaria e carruagens.
A Hermès ficou famosa já na primeira metade do século XX por dois ítens icônicos: os lenços de seda com estampas equestres e a bolsa de couro em forma de trapézio, criada em 1935 e batizada de "Kelly" em 1956, em homenagem a princesa de Mônaco, porque ela jamais se separava da sua bolsa Hermès.
A cor laranja, um grande símbolo da marca, foi adotada quando, em 1940, a Segunda Guerra Mundial fez sumir do estoque a embalagem de cor bege usada até então pela grife, que adotou uma única cor disponível: o laranja. Daí então uma das famosas frases da marca: "os melhores presentes do mundo vêm dentro de uma caixa laranja!"




Quando Émile-Maurice morreu em 1951, seu genro Robert Dumas assumiu o comando da marca e foi o responsável pela introdução das gravatas, malas de viagens, toalhas de praia e perfumes da Hermès no mercado.
Hoje a quinta geração da família está no comando da empresa: o atual presidente, Jean-Louis Dumas, é tataraneto do fundador.

Há diversas versões para a história da criação da Birkin Bag, que ao lado da Kelly Bag e dos lenços de seda se tornou um grande ícone da Hermès. Uma das versões, contada pela escritora Dana Thomas em seu livro Deluxe: How Luxury Lost Its Luster, diz que a cantora Jane Birkin sentou-se próxima ao CEO da Hermès, Jean-Louis Dumas, num vôo entre Paris e Londres em 1984, quando ela abriu sua agenda Hermès e várias anotações caíram no chão. Dumas teria levado sua agenda e a devolvido depois de algum tempo, com um bolso costurado na parte de trás (que se tornou padrão). Birkin conversou com Dumas sobre sua dificuldade em encontrar uma bolsa de couro espaçosa e descreveu o seu ideal. Pouco depois, o modelo que ela descreveu chegou a seu apartamento com um bilhete de Jean-Louis Dumas. Jane Birkin declarou certa vez que a fama da bolsa tinha ultrapassado a sua própria: "Agora, quando minha filha (a atriz Charlotte Gainsbourg) vai para a América, eles perguntam-lhe se ela é a filha da bolsa." 

A top brasileira Alessandra Ambrósio com a sua Birkin & short jeans

Nos últimos anos a bolsa ficou cada vez mais conhecida (e desejada) por causa do grande número de celebridades que a usam (dizem que Victoria Beckham tem uma coleção com mais de 100 Birkins em diferentes cores e tipos de couros).
Na quarta temporada do seriado Sex and the City a personagem Samantha briga com Lucy Liu (interpretando ela mesma) por comprar uma Birkin Bag em seu nome, fingindo que a bolsa era para a atriz (e por isto "furando a fila"). 
Uma curiosidade extra e dica de livro sobre a mítica em torno das bolsas Birkin: o americano Michael Tonello, comprava e vendia produtos no eBay e ficou sabendo da saga desesperada de muitas mulheres atrás de uma Birkin para chamar de sua. Ele conseguiu driblar a tal "lista" ao descobrir uma tática: ia numa loja Hermès, pedia vários outros ítens no valor de cerca de US$ 2 mil a US$ 3 mil, e só perguntava se a loja tinha alguma Birkin na hora de pagar. Voilá, num piscar de olhos a cobiçada bolsa aparecia, bolsa esta que era revendida bem mais cara para suas clientes loucas em conseguir uma. Ele fez este "esquema" durante alguns meses, até que a Hermès descobriu e ele se tornou persona non grata nas lojas da grife. A história se tornou livro Bringing Home the Birkin (Levando a Birkin para Casa), que no Brasil foi publicado com o título Como Entrei na Lista Negra da Hermès. Eu baixei o livro no meu Kindle na segunda-feira e li numa tacada só, é muito divertido e interessante.
A Hermès tem 7 modelos, inclusive o segundo e o terceiro lugares, no ranking das bolsas mais caras do mundo em 2018:  a Hermès Kelly Rose Gold, que custa US$ 2 milhões e a Birkin Hermès por Ginza Tanaka, por US $1,4 milhão. Só perde para uma clutch completamente coberta de diamantes, a Mouawad 1001 Nights Diamond que custa US$3,8 milhões.
Fique de olho no Instagram do Garotas Modernas, pois contarei tudinho da minha viagem por lá!

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