3.10.15

Síndrome do Pânico: como identificar e tratar

Eduard Munch - O Grito

Já que voltei a clinicar em Florianópolis, resolvi criar um site, o Psicóloga Florianópolis e também uma Página no Facebook, para divulgar meu trabalho como psicóloga clínica e escrevi alguns posts sobre comportamento e Psicologia. Me sigam por lá, vou ficar muito feliz em responder perguntas e debater assuntos relativos à comportamento.

A síndrome do pânico, também chamada de transtorno do pânico, é um transtorno de ansiedade que se caracteriza por crises absolutamente inesperadas de medo e desespero. A pessoa tem a sensação de que está prestes a morrer, por exemplo, de um ataque cardíaco pois tem sintomas semelhantes de um infarto: coração disparado, falta de ar e suor abundante. Quem tem uma crise de síndrome do pânico tende a ter medo de quando e onde ela ocorrerá de novo, o que pode fazer sua vida se tormar muito limitada.

Se uma pessoa associar sua primeira crise a uma atividade (exemplo: dirigir) ou a um local (exemplo: supermercado), ela pode passar a evitar desenvolver novamente esta atividade ou ir a locais semelhantes. A pessoa passa a ter medo de sentir medo.


No quadro abaixo estão listados os sintomas mais presentes numa crise de pânico:

Sintomas Físicos
Sintomas Psíquicos
coração acelerado, ondas de frio e calor,
sensações de formigamento, falta de ar ,
tremores, suor abundante,
dor no peito, dor abdominal,
sensação de desmaio, tontura, dor de cabeça,
náuseas, diarréia

medo de morrer
medo de enlouquecer
medo de perder o controle
despersonalização (sensação de estranhamento de si mesmo, sentimento de perda ou transformação do eu)

desrealização (estranhamento do ambiente, perda da relação de familiaridade com o mundo)

O diagnóstico da síndrome do pânico pode ser feito por um médico psiquiatra ou um psicólogo e, em geral, o tratamento envolve terapia com medicamentos (que deve ser prescrita e acompanhada por um médico psiquiatra) e psicoterapia (que pode ser feita com médico psiquiatra ou psicólogo) uma a duas vezes por semana.

É o profissional de saúde mental que vai saber se se trata de um caso de síndrome do pânico ou de uma crise de pânico (caso isolado, que não se repetiu, ou provocado por uso de medicamentos, drogas ou condição de saúde).

Qualquer pessoa pode ter uma crise de pânico, especialmente em períodos mais estressantes. É importante que, se você ou alguém da sua família tem muitos destes sintomas do quadro acima e não possui um diagnóstico de alguma doença física (exemplo: pressão alta, problemas cardíacos, etc) que justifique os sintomas, procure um médico psiquiatra ou psicólogo para lhe orientar.

A síndrome do pânico é tratável, você não precisa nem deve ficar sofrendo sozinho. Procure ajuda.

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