20.3.14

Corra, Grazi, corra: meus primeiros 10 km

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Essa sou eu saindo da corrida: rosa, sorridente, cheia de
 adrenalina e feliz feito pinto no lixo.

Antes de tudo, deixa eu me desculpar pela minha ausência na semana passada. Estava em processo de “mudança”, assim entre aspas porque não me mudei de verdade, mas passei os últimos três meses da vida divida entre minha casa em Floripa e apresentações de teatro em Curitiba.

Semana passada foi o momento de dizer adeus pro clima temperamental, pra carne de onça, pras vinte e poucas pessoas com quem dividi minhas noites de quarta a domingo por muitas semanas e pro meu irmão mais novo que me empresta uma cama quentinha na capital paranaense. Adeus, não. Até breve. :)

E foi também o momento em que eu tirei pra fazer a faxina de começo de ano na minha casa abandonada desde dezembro. Sabe aquela semana em que a gente joga muita coisa fora, descongela geladeira, arruma guarda-roupa, prega prateleira e chama o moço pra arrumar os interruptores? Bem essa.

Enfim, sem mais delongas: estou aqui para contar como foi minha primeira experiência numa prova de corrida de 10 km. Como eu já contei em posts anteriores, meu plano master na vida é correr uma maratona. Queria correr em novembro deste ano, não vou. Tive uma conversa séria com meu treinador de corrida que me explicou que o processo de treinamento para se correr 42 km (sim, QUARENTAEDOIS!) é lento e puxado e que é muito importante se respeitar o limite do corpo. Ele me disse “você tem que pensar que vai correr para o resto da vida, não adianta forçar agora e se machucar e ficar um tempão parada”. Achei sensato e aceitei com a promessa de que existem grandes chances de estar pronta pro serviço no final de 2015.

Como eu funciono com metas e objetivos concretos, estabeleci que de tempos em tempos tenho que participar de uma prova em uma categoria acima, subindo um degrauzinho. Comecei com 5, agora tô chegando nos 10, depois vem os 15, os 21 da meia maratona até o dia maravilhoso em que me tornarei uma maratonista! (Suspiros)

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Muito forte e poderosa tentando não sair correndo antes da hora 
por motivo de emoção.

Três semanas me separaram da prova de 5 km para a de 10. Apesar de ter treinado direitinho e seguindo à ricas a planilha do meu treinador (adoro falar “meu treinador” me acho muito atelta!), cheguei ao dia do evento sem ter nunca na vida corrido 10 km. Meu treino máximo tinha sido de 8. Sou aventureira, sou brasileira, não desisto nunca e parti pra corrida com uma energia invejável. Tipo criança esperando Papai Noel, dando pulinhos e gritinhos enquanto aquecia.

Como eu era da turma dos que correm mais quilômetros, me mandaram largar na frente, com a galera “profissa” e assim nem me dei conta do quão rápido fiz meu primeiro quilômetro até o Nike Running dizer que tinha sido em apenas 5 minutos (minha média num dia bom é 6:10). Tava tão animada com os corredores de verdade que fui indo na cola deles. Fui madura e segurei a onda pra aguentar até o final, corri a metade da prova bem, na minha média de 6 minutos cada km e fui morrendo no decorrer do período.

Fiquei a segunda parte toda na ala da terceira idade, o que foi uma delícia. Corri com os tiozinhos atletas, gente de condicionamento bom e coração gentil: sempre incentivando os colegas que começavam a cansar. Arrumei um parceiro que ficou até o final comigo, ele me passava, eu corria pra alcansá-lo. Ele cansava, eu passava, ele corria pra vir comigo. Assim fomos até que após uma hora e dois minutos cruzei a linha de chegada.

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Esses borrões sou eu passando com a minha equipe da terceira idade.

Quando vi que faltava um km pro fim corri como se não houvesse amanhã e chorei, jacu que sou, mas tive que parar porque era ou chorar ou respirar e preferi me manter viva para comemorar a vitória. Nunca me senti tão maravilhosa quanto naquele momento. Senti que não havia no mundo alguém mais incrível que eu. Senti o quão super eu sou, o quanto posso chegar onde quiser, o quanto sou dona da minha história, do meu caminho e das minhas vitórias. Eu. Só eu. Essa coisa linda.

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Cheguei. Chorei. Morri.

Analisando a corrida com o meu treinador descobri que usei intuitivamente uma técnica dos corredores mais experientes, que eles chama de curva em U. Basicamente é o seguinte: você larga num ritmo forte, faz um tempo bem baixo nos primeiros km, vai desacelerando lá pelo quinto e depois vai recuperando o ritmo até terminar correndo bastante como na primeira volta. Isso faz com que você atinja um tempo melhor na prova e consiga administrar a energia até o final, pra não chegar se arrastando.

Quer dizer: além de tudo, sou profissional no coração.

Se quiserem ler um pouco mais sobre as estratégias de prova, tem um resuminho aqui no site da assessoria de corrida.

Beijo, até semana que vem.

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