12.2.14

Corra, Grazi, Corra: saco vazio não para em pé


O que vem à sua cabeça quando se fala em nutricionista?
Aquela pessoa que te ajuda a ficar magrinha, o pessoal que organiza cardápios em restaurantes e empresas para garantir que vai estar tudo balanceado, uma das pessoas responsáveis pelo corpo musculoso e sem gorduras dos atletas… Normalmente, associamos nutrição à estética, ou uma alimentação balanceada.
Mas você já sentiu fome?
Fome de verdade, não aquele negócio que incomoda o estômago enquanto a gente espera as malditas três horas passarem até chegar o momento da próxima refeição. Fome, desespero, dias sem se alimentar, vivendo de restos… Difícil imaginar, não é?
A desnutrição infantil gera muito mais do que o desconforto da fome, é responsável por 55% das mortes de crianças no mundo inteiro. Está associada a várias outras doenças e ainda hoje é considerada a doença que mais mata crianças abaixo de cinco anos. Distúrbios da atividade cerebral, transtorno de défcit de atenção e hiperatividade, baixa capacidade de aprendizado, problemas de coordenação motora e na atividade muscular são alguns dos danos causados a longo prazo a quem não consegue ter uma alimentação minimamente adequada durante seus primeiros anos de vida.


A estudante de Nutrição da UFSC (e minha amiga) Tatiana Belluf Inoue, pensou muito no assunto e decidiu que era o momento de aplicar tudo que ela já aprendeu na faculdade para ajudar gente que precisa comer. Com essa idéia na cabeça e uma passagem para o Quênia nas mãos, Tati criou o projeto SACO VAZIO NÃO PARA EM PÉ que tinha como objetivo criar hortas plantadas dentro de sacos de papel em duas escolas de Nairobi, capital do país. A ideia era plantar 15 sacos em cada escola para garantir uma alimentação de qualidade para as crianças.


A Tati teve essa ideia depois de conhecer a ONG francesa Solidarites International que fez um trabalho bem parecido no Quênia em 2011. Chegando no país ela percebeu que a realidade era bem diferente do que imaginava e descobriu que o orçamento que tinha planejado no Brasil não ia ser suficiente para todas as necessidades. O projeto também cresceu. Até agora ela já fez 5 sacos em uma escola, 20 em outra e termina a primeira até dia 14. Os “negócios” se expandiram para Uganda e lá ela vai fazer mais 1o sacos em um orfanato e depois disso mais 8 em outra escola de Nairobi.


Os planos se tornaram mais ambiciosos, mas tudo está dando certo até agora. A Tati me disse que percebeu, chegando lá, que não faz sentido apenas chegar e plantar os alimentos se a escola precisa de reparos para garantir que vai haver água para regar as plantas e cozinhar os vegetais, se há necessidade de reparar a cozinha que estava desativada, entre outras coisinhas. Então, resumo da ópera: quanto mais dinheiro ela conseguir arrecadar, mais coisas ela consegue garantir para essa turminha além do plantio.


Achou bacana? Quer ajudar? Entre na fanpage do projeto. Lá tem informações sobre como doar. Compartilhe, convide seus amigos a curtir a página. Quanto mais gente envolvida, mais gente ajudada.
Beijinho e até semana que vem.

grazi modernas


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