7.4.13

Muito antes de O Diabo Veste Prada: Diana Vreeland

diana-vreeland-after-diana-vreeland5Diana Vreeland


Audrey Hepburn na cpa da 'Harper's Bazaar'  de abril de 1956

Twiggy na capa da Vogue americana em julho de 1967

 a diva Lauren Bacall fotografada por Dahl-Wolfe para capa da  'Harper's Bazaar' de março de 1943

foto do icônico Avedon da capa da 'Harper's Bazaar' de fevereiro de 1960

capa da Vogue americana de setembro de 1964
capa da 'Harper's Bazaar'  de maio de 1948
Imagens: Google




Assista o trailer do ótimo documentário Diana Vreeland: The Eye Has To Travel

Se você gosta de moda provavelmente já ouviu falar na toda poderosa Anna Wintour, que teria inspirado a personagem Miranda Priestly, de O Diabo Veste Prada.
Mas Anna não foi a primeira mulher a comandar com mão de ferro e muita criatividade uma revista de moda e mudar para sempre o rumo deste mercado editorial.
Diana Vreeland, nasceu em Paris em 29 de julho de 1906 e foi um dos maiores ícones de moda do século XX, colunista e editora de moda da Vogue e Harper's Bazaar e era conhecida por sua genialidade criativa e seu forte temperamento.
Ela era filha de pai inglês e mãe norte-americana – Emily Hoffman (socialite descendente do primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington) e emigrou com a família para Nova York no início da I Guerra Mundial. Durante a infância sofria com as comparações feitas pela mãe com a sua irmã que era muito bonita, enquanto ela era o “patinho feio” da família.
Em 1924 casou com o banqueiro Thomas Vreeland e por causa da quebra da Bolsa de Nova York em 1929 o casal mudou-se para Londres, onde ela começou um negócio de lingeries. Lá fazia parte da alta sociedade inglesa, onde seu círculo de amigos incluía celebridades como Wallis Simpson, futura Duquesa de Windsor e Cole Porter.
Em 1937 ela e o marido voltaram para Nova York e Diana começou então sua carreira na moda como colunista da Harper's Bazaar, onde trabalharia por 25 anos como editora de moda da revista.
Em 1939 se tornou a editora de moda da Harper's Bazaar, a primeira do mundo. Certa vez afirmou que: “Sei o que elas vão usar, antes de elas usarem. O que vão comer, antes de comerem. E até mesmo para onde vão, antes mesmo de o lugar existir.
Em 1962, assumiu o cargo de editora-chefe da Vogue, onde trabalhou até 1971, alterando para sempre a maneira de se falar e de se escrever sobre moda, o que transformaria a Vogue na mais importante revista do gênero no mundo. 

Sua criatividade ficava evidente em editorias em parceria com o fotógrafo Richard Avedon e seu trabalho na Vogue criou ícones da moda como Twiggy e Marisa Berenson, além de modificar o conceito de beleza ao mostrar o glamour mulheres antes consideradas “estranhas” como Barbra Streisand e Anjelica Huston.
Ela também chamava atenção por seu temperamento intolerante, que diz-se chegou a causar a demissão de uma funcionária por não gostar do barulho de seus saltos no chão da redação, o que, segundo ela, tirava a concentração do trabalho. 

Comandava tudo com mão de ferro em um escritório pintado de vermelho vivo e sempre almoçando o mesmo menu: um sanduíche de pasta de amendoim com uma dose de uísque. Outra de suas excentricidades era de que suas assistentes próximas usassem bijuterias barulhentas e grandes, para que ela sempre soubesse quando elas estavam por perto.
Uma de suas frases mais famosas, dita em 1946, como editora de moda da Harper’s Bazaar, sobre uma recém criação da moda na época foi: “O biquíni foi a invenção mais importante deste século depois da bomba atômica”.
Ela faleceu quase na pobreza, em 1989 em Nova York, quase cega e acamada, acompanhada quase diariamente apenas por seu grande amigo e discípulo, André Leon-Talley, atual editor adjunto da Vogue América, comandada por uma de suas grandes admiradoras, Anna Wintour.


 Fonte: Ferreira, Jamill Barbosa. Diana Vreeland, Luxo e Elegância (2005)

4 comentários:

  1. Tirando a carreira surpreendente e brilhante, no final, oq adiantou tratar ad pessoas com mão de ferro? O mundo sempre nos da aquilo q plantamos..

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  2. Nossa tanto poder, luxo pra morrer na pobreza material. Isso mostra que com certeza faltou muita coisa na vida dessa mulher. O pior é ainda ter seguidores como Anna Wintour. Acho que o filme Diabo Veste Prada, retrata muito bem o vazio na pele de Miranda, que talvez ela possa ter sentido em vida!

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  3. Muito interessante a historia, tinha tudo e morreu sem nada :o

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  4. É triste mesmo, meninas!
    Mas não podemos negar seu grande talento.

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